Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comA grande surpresa do Festival de Cannes, este ano, foi a conquista pelo Brasil do Grand Prix da área de Radio, fato inesperado provavelmente para todos, inclusive o presidente do júri, nosso jurado, toda a imprensa aqui presente e até as pessoas da Talent, que criou e inscreveu a ação. A grande sacada foi a emissão de um sinal de ultra frequência capaz de espantar os mosquitos que estivessem ao alcance da transmissão de um programa especial da Rádio Bandeirantes. O objetivo, muito pertinente, era promover a revista Go Outside, dirigida a amantes de todo o gênero de atividades ao ar livre. (Veja o demo do caso em http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=8YELawhjZeE)
Que Roberto Fernandez, diretor executivo de criação da JWT e nosso representante este ano na área, saudasse a ideia como brilhante e muito inspiradora do potencial de comunicação do rádio era mais do que natural... mas que o próprio presidente do júri, Rob McLennan, diretor executivo de criação da Net#workBBDO, se mostrasse um entusiasta do trabalho foi realmente surpreendente, pois ele foi o autor do GP de Radio do ano passado e concorria novamente agora. A discussão entre os jurados foi intensa entre o trabalho sul-africano, uma brilhante criação no formato tradicional desse meio, que acabou conquistando 2 Leões de Ouro, e a proposta brasileira totalmente inusitada. No final, optou-se pela inovação no uso dessa mídia e todos foram só elogios para a ação.
O ranking dos países que conquistaram Radio Lions em 2012 ficou assim (lembrando que os Finalistas que permanecem são os que não foram transformados em Leões, sendo que nas campanhas apenas um deles é eliminado da conta final):
01 – Estados Unidos: 3 Ouros, 3 Pratas, 3 Bronzes e 18 Finalistas (61 pontos)
02 – África do Sul: 2 Ouros, 6 Bronzes e 22 Finalistas (44 pontos)
03 – Brasil: 1 GP, 1 Ouro, 2 Pratas, 1 Bronze e 5 Finalistas (35 pontos)
04 – Alemanha: 2 Ouros, 3 Pratas e 9 Finalistas (32 pontos)
05 – Reino Unido: 2 Pratas e 4 Bronzes (22 pontos)
06 – Bélgica: 3 Pratas e 6 Finalistas (21 pontos)
07 – Chile: 1 Prata, 1 Bronze e 10 Finalistas (18 pontos)
08 – Canadá: 2 Pratas, 1 Bronze e 4 Finalistas (17 pontos)
09 – Austrália: 1 Ouro, 1 Bronze e 5 Finalistas (15 pontos)
09 – México: 2 Bronzes e 9 Finalistas (15 pontos)
10 – Malásia: 2 Pratas e 4 Finalistas (14 pontos)
11 – Colômbia: 1 Prata, 1 Bronze e 5 Finalistas (13 pontos)
12 – Espanha: 1 Prata e 1 Finalista (6 pontos)
12 – Porto Rico: 1 Prata e 1 Finalista (6 pontos)
13 – Índia: 1 Bronze e 1 Finalista (4 pontos)
14 – Suécia: 1 Bronze (3 pontos)
14 – Filipinas: 1 Bronze (3 pontos)
Além deles, apenas com Finalistas, ficaram: Cingapura e Equador, com 4 cada; Peru e Emirados Árabes, com 3 cada; Nova Zelância, com 2; e Itália, Holanda e Turquia, com 1 cada.
Os trabalhos brasileiros vencedores são:
Grand Prix
“Repellent radio”, da Talent, Punch e Gigante Estúdio para revista Go Outside
Leão de Ouro
“Repellent radio”, da Talent, Punch e Gigante Estúdio para revista Go Outside (em outra categoria)
Leões de Prata
Série de 2 comerciais para Protex, da Y&R para Colgate-Palmolive
Série de 3 comerciais para Purina, da Publicis e Play it Again para Nestlé
Leão de Bronze
“Is the new”, da DM9DDB e TDL para revista Follow
Além desses trabalhos que chegaram a Leões, o Brasil ficou com um Finalista na área, a peça “Darth Vader”, da Fischer&Friends e Lua Nova para revista Rolling Stone
Pela ordem, as agências brasileiras ficaram assim classificadas nesta área na qual o Brasil alcançou seu melhor ano em toda a história de Cannes:
01 – Talent: 1 GP e 1 Ouro (17 pontos)
02 – Y&R: 1 Prata (5 pontos)
02 – Publicis: 1 Prata (5 pontos)
03 – DM9DDB: 1 Bronze (3 pontos)
04 – Fischer&Friends: 1 Finalista (1 ponto)
As inscrições este ano chegaram a 1.784, 31% a mais que em 2011, e os países com maior número de concorrentes foram África do Sul (190 peças), Estados Unidos (183), Alemanha (149), Brasil (120), Austrália e Chile (90 cada), México (85) e Reino Unido (82).
Após a definição da shortlist da área, estavam fortes na disputa a África do Sul, com 30 trabalhos; Estados Unidos, com 27; Reino Unido, com 17; Alemanha, com 14; Chile, com 12; México, com 11; Brasil, com 9; Bélgica, com 8; Austrália, Colômbia e Canadá, com 7 cada; e Malásia, com 6 concorrentes.

Que Roberto Fernandez, diretor executivo de criação da JWT e nosso representante este ano na área, saudasse a ideia como brilhante e muito inspiradora do potencial de comunicação do rádio era mais do que natural... mas que o próprio presidente do júri, Rob McLennan, diretor executivo de criação da Net#workBBDO, se mostrasse um entusiasta do trabalho foi realmente surpreendente, pois ele foi o autor do GP de Radio do ano passado e concorria novamente agora. A discussão entre os jurados foi intensa entre o trabalho sul-africano, uma brilhante criação no formato tradicional desse meio, que acabou conquistando 2 Leões de Ouro, e a proposta brasileira totalmente inusitada. No final, optou-se pela inovação no uso dessa mídia e todos foram só elogios para a ação.