Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comReis e rainhas não vivem sem espelhos. Mas não é qualquer espelhinho de bolso que dá conta do detalhe quando o desejo envolve Vossas Majestades. Basta dar uma bisbilhotada no que foi e continua sendo o Palácio de Versailles. Deslumbrante. E sem seus magníficos espelhos, perderia metade de sua estupenda beleza. Pois fiquem os senhores sabendo que foi por ordem do rei Luiz XIV que, em 1665, o Monsieur Colbert fundou a compagnie de Saint-Gobain com o exclusivo propósito de fabricar os espelhos para o Versailles. E daí? Não bastasse o fato de ser um luxo a mesma companhia assinar a fabricação dos vidros da pirâmide do Museu do Louvre, passados 345 anos é patente a inteligência visionária do rei XIV, pois, atualmente, o multinacional Grupo Saint-Gobain, fabricante de materiais tecnológicos, líder em suas diversas atividades, está presente em 64 países e transforma materiais como o vidro, o ferro fundido, o plástico e a cerâmica, agregando a eles todo seu conhecimento adquirido em três séculos, inclusive chegando a atividade de distribuição de materiais de construção. Alquimistas. Número total de funcionários? Mais de 191.000. Faturamento em 2009? 37,786 bilhões de euros.
Dentre seus ramos de atuação, é o maior do setor de vidro plano do mundo, o maior em isolação (lã vidro), o maior em embalagem de vidro, o primeiro do mundo em cerâmica e plásticos, o primeiro do mundo em abrasivos, o primeiro do mundo e da Europa em materiais de construção, o primeiro do mundo em gesso e canalização, o primeiro da Europa em distribuição de materiais de construção. No Brasil desde 1937, possui empresas como Saint-Gobain do Brasil, Saint Gobain Canalização, Saint-Gobain Vidros, Saint-Gobain Abrasivos, Placo do Brasil, Megacenter da Construção e opera com marcas líderes, entre elas: Brasilit, Quartzolit, PAM, Carborundum, Sekurit, Santa Marina, Isover, Placo e Telhanorte.
Um dos grandes sucessos do Grupo Saint-Gobain no mercado nacional foi a aquisição, em 1960, da empresa Santa Marina, que havia sido fundada em 1896 para fabricação de garrafas. Em atuação, portanto, há 114 anos, a Santa Marina definitivamente se deu bem com esse santo em todas as suas estratégias de negócios, as quais transformaram em marcas consagradas as conhecidas Marinex, Duralex e Colorex, compreendendo um completo portfolio de produtos em vidro para cozinha – forno e mesa –, cujas pesquisas registram o “majestoso” marco de presença em 95% dos lares brasileiros. Somente no nosso país – a empresa já possui fábrica em outras nações – são produzidas, anualmente, 150 milhões de peças dessas linhas, sendo que 40% desse total são itens destinados à exportação.
Prósperos, os negócios geraram para a companhia um faturamento bruto de R$250 milhões em 2009, mesmo assim, como revela o francês Denis Simonin, diretor-executivo da Santa Marina no Brasil, é preciso evoluir, consequentemente, é preciso fazer mudanças. Dentre elas, a estratégia mais importante deste exercício é um azeitado planejamento de branding para concentrar todos os itens de cozinha (forno e mesa) sob a marca Marinex, reservando as demais (Duralex e Colorex) para outro tipo de segmentação de produtos, ainda não descrita pelo porta-voz da empresa.
Um completo programa de identidade visual da marca Marinex foi elaborado pela Güepa Design de Relacionamento com o intuito de renová-la, adequando-a para a nova missão, enquanto a agência de propaganda For Results prepara a campanha publicitária que englobará peças para televisão, mídia impressa e internet, porém, com plano de veiculação mais próximo do Natal, já aproveitando a oportunidade para apresentar lançamentos fabricados em cerâmicas (conjuntos de mesa) e itens em vidros (copos, pratos, xícaras) com novas shapes e constituições.
O esforço, em todas as suas fases das atividades de marketing e comunicação, exigiu cerca de R$5 milhões em investimentos para 2010, verba triplicada na comparação com o orçamento de 2009. E, apesar do êxito inegável em vendas, com liderança de mercado nos segmentos de utilidades de vidros para cozinha, a Santa Marina está marchando para um aumento de participação na base da pirâmide de consumidores brasileiros, com intuito de ampliar ainda mais sua presença não apenas nos lares nas famílias com rendas da classe C, mas também da classe DE, o que, obviamente, exige, além de novos lançamentos que correspondam às exigências do dia a dia dessas pessoas, preços extremamente competitivos que acompanhem a força que a companhia têm demonstrado nos mercados externos, com as exportações.
“Quem acredita no seu produto dá uma garantia”, afirma Simonin, ao se referir ao tradicional Selo de Garantia da Santa Marina, acrescentando que não tem dúvida alguma que a qualidade dos produtos da empresa, associada à credibilidade da marca centenária, têm sido o seu mais importante diferencial na conquista dos mercados estrangeiros, estando entre os seus maiores importadores, pela ordem, o Leste Europeu, a América Latina e a África. Todavia, boas novidades estão vindo por aí, como novas parcerias estabelecidas nos Estados Unidos, sobre as quais o executivo fala em entrevista exclusiva concedida ao Portal da Propaganda, com imagens gravadas por Wagner Sousa, ilustrando esta matéria.

Denis Simonin assumiu o cargo de diretor executivo da Santa Marina em 2008. Ele é francês com naturalização brasileira e tem 20 anos de experiência no Grupo Saint-Gobain, onde já ocupou postos de gerência e direção. De 2004 a 2007, atuou como diretor geral da divisão de embalagens da companhia para a Argentina e o Chile. É formado em Economia e pós-graduado em Finanças pela Universidade de Lyon, na França. Nesta entrevista, ela fala sobre a excelente performance da Santa Marina como exportadora brasileira, sobre a unificação das linhas de produtoras da divisão que comanda sob a marca Marinex e sobre os investimentos em branding não apenas para comunicar a novidade ao mercdo, mas também para aumentar as vendas de determinados itens do portfolio da companhia nas classes C e DE.