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Com relação ao pequeno número de Ouros outorgados em 2010, o que obviamente demonstra a aplicação de rígidos critérios pelo júri, pois é preciso ter voto da maioria mais um para que o trabalho alcance essa distinção, Eduardo Lima, presidente do CCSP, enfatiza que, infelizmente, os concorrentes não fizeram os olhinhos dos jurados brilharem, à primeira vista, ou mesmo nas fases de repescagem, nesta edição da premiação. Segundo o diretor de criação da F/Nazca S&S, ao se fazer a análise do resultado, é preciso lembrar, ainda, que os inscritos estão associados a um período de crise difícil enfrentado pela propaganda em 2009. “A crise de 2009 teve reflexos sobre os trabalhos que disputavam o 35º Anuário”. Apesar dessas considerações não tão gratificantes para todos os envolvidos com a premiação, Eduardo Lima não deixa de enxergar os pontos positivos que vêm sendo fortalecidos, dentre eles a filosofia adotada de manter em alta o prestígio de trabalhos de verdade, criados, produzidos e veiculados para anunciantes reais, afastando do CCSP a prática de enaltecimento dos chamados trabalhos “fantasmas”. “Nós vamos prosseguir nessa toada séria, profissional, de modo que o Festival do Anuário tenha orgulho de ser a vitrine real da boa propaganda brasileira, motivo pelo qual queremos envolver a participação, sempre, não somente dos criativos, mas dos demais elos formados pelos fotógrafos, diretores, trilheiros, enfim, queremos todos fazendo parte dessa comunidade que dá sustentação ao CCSP”, finaliza Eduardo Lima.