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23/06/2009 12:16

Bom demais, e é verdade (Entrevista com Gleidys Salvanha)

Gisele Centenaro
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Foi bom demais: 6 Leões de uma tacada só, dentre eles 1 de Ouro, 2 de Prata e 3 de Bronze. Um resultado que enaltece o profissionalismo de Gleidys Salvanha, diretora de mídia da W e nossa representante no júri de Media Lions em 2009. No ano passado, voltamos para casa com apenas um Leão de Bronze nessa área, na qual a disputa não é fácil, começando pelo fato de a comissão julgadora mesclar personalidades de dois universos distintos, embora interligados: bureaus de mídia e agências de propangada, sejam elas full services ou centros criativos. Segundo nossa jurada, essa circunstância não foi empecilho para que os cases brasileiros não fossem avaliados com a dignidade merecida, sob critérios sem favorecimento por jogos de interesse, motivo pelo qual ela elogiou, no término da coletiva de imprensa para divulgação dos resultados da área no Palais des Festival, o presidente do júri de Media Lions, Nick Brien, chief executive officer da Mediabrands.

O próprio presidente do júri atestou a integridade do trabalho realizado pela comissão de profisssionais que avaliou os concorrentes, ao enfatizar, diante da imprensa e dos colegas, que todas as categorias da área mereceram atenção especial, de modo que os cases pudessem ser analisados em sua contextualização, atitude que também propicia o reconhecimento de uma “big idea”, independentemente do valor da verba investida pelo anunciante.

Ao todo, os jurados transformaram em Leões 121 finalistas dos 211 preselecionados, além da concessão do Grand Prix ao superinteligente case “KitKat Mail 2009”, da JWT Japão, com sede em Tokyo, para a Nestlé. Um numero de troféus bem superior ao concedido em 2008: somente 55 (GP, 5 Leões de Ouro, 17 de Prata e 32 de Bronze).

A liderança no ranking de países mais premiados da área foi perdida pelos Estados Unidos, em 2009, para o Reino Unido, por apenas dois pontos. Com 1 Leão de Ouro, 9 de Prata, 6 de Bronze e 5 Finalistas, a nação mais premiada da área computou 75 pontos, contra os 73 norte-americanos, gerados por 4 Leões de Ouro, 6 de Prata, 3 de Bronze e 10 Finalistas.

Em terceiro lugar entre os países mais premiados em Media posicionou-se a Austrália, com 46 pontos oriundos de 3 Leões de Ouro, 1 de Prata e 6 de Bronze. Os australianos estão com tudo nesta edição do Festival de Cannes, já tendo conquistado dois Grand Prix, um em Direct e outro em PR, com o case “O melhor emprego do mundo”, para estimular o turismo em Queensland, trabalho da agência Cummnsnitro que, nesta área, ficou com Leão de Ouro, sem concorrer ao grande prêmio.

Na quarta posição, destaque para a Bélgica, com 45 pontos provenientes de 3 Ouros, 2 Pratas, 4 Bronzes e 2 Finalistas.

Com 1 Leão de  Ouro, 2 de Pratas, 3 de Bronzes e 6 Finalistas, o Brasil conseguiu se distinguir na quinta posição no rol de nações mais premiadas, contabilizando 32 pontos e obtendo 50% de aproveitamento das indicações inseridas na shortlist, 12 no total, um resultado excelente, embora na opinião de Gleidys Salvanha o número de troféus conquistados poderia ter sido ainda maior, pois, sob seus critérios de análise, mais trabalhos brasileiros deveriam ter composto nossa lista de classificados.

O Leão de Ouro brasileiro tem um motivo a mais para ser comemorado pela Lew Lara\TBWA, juntamente com a Nissan: é o primeiro conquistado pelo País desde que a área estreou no festival, há 10 anos. Intitulado “Seja a notícia” (ou “Boas notícias”), o case já arrematou diversos prêmios no Brasil ao gerar interatividade com o público por meio de uma parceria com o jornal O Estado de S.Paulo, que convidava os leitores a enviarem para a publicação suas próprias notícias – sempre positivas – para compor uma capa especial do diário.

Os Leões de Prata outorgados ao Brasil foram: “Nós vivemos para contra histórias”, da Wunderman para a Land Rover; e “Coração de aprendiz”, da New Content para a margarina Becel.

Os Leões de Bronze brasileiros foram entregues para: “Metade do preço”, da Ponto de Criação para a Smart (Daimler); “Veja 40 anos”, da Africa para o Banco Itaú; e “Nada sob perigo de extinção”, da DM9DDB para a WWF Brasil.

No total, a área de Media recebeu, este ano, 1.840 inscrições, sendo 214 dos Estados Unidos, 210 da Alemanha e 129 do Reino Unido. Os brasileiros encaminharam para a competição apenas 79 concorrentes.

Na TV Portal, assista à entrevista exclusiva concedida pela jurada brasileira, Gleidys Salvanha, à reportagem da revista About, logo após a realização da coletiva de imprensa para divulgação dos resultados de Media Lions.

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Sem retaliações

No ano passado, voltamos para casa com apenas um Leão de Bronze na área de Media Lions, na qual a disputa não é fácil, começando pelo fato de a comissão julgadora mesclar personalidades de dois universos distintos, embora interligados: bureaus de mídia e agências de propangada, sejam elas full services ou centros criativos. Segundo nossa jurada, Gleidys Salvanha, essa circunstância não foi empecilho para que os cases brasileiros não fossem avaliados com a dignidade merecida, sob critérios sem favorecimento por jogos de interesse, motivo pelo qual ela elogiou, no término da coletiva de imprensa para divulgação dos resultados da área no Palais des Festival, o presidente do júri de Media Lions, Nick Brien, chief executive officer da Mediabrands.

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