Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comÉ lindo de ver, principalmente pra quem gosta de ler. Mas, em razão da verba pequena, fato comum na área editorial, o plano de mídia não inclui veiculações em TV, conseqüentemente, o filme poderá ser apreciado somente em salas de cinema e em alguns endereços da web brasileira. Além da estética cubista que acelera o olhar e estimula as associações, racionais e emocionais, o comercial traz de bom o próprio anunciante, a revista Piauí que, em sua 26ª. edição, comemora o início de seu terceiro ano de existência. O roteiro “Mordidas”, idealizado pela F/Nazca S&S e produzido na F/House, deixa feliz, portanto, não apenas os próprios profissionais da agência envolvidos com o trabalho – que sentem prazer quando usufruem de liberdade criativa no dia-a-dia –, mas também os críticos e os amantes da boa leitura no País.
Nas bancas a partir deste fim de semana, a edição da Piauí brinda a todos com conteúdo especial, como um apanhado sobre Norman Mailer, autor de Os nus e os mortos, na matéria “Aos tapas e aos pontapés”, que enfoca particularmente a publicação de sua correspondência política, afinal, o escritor foi um ativsta contra a guerra do Vietnam, gastando até um tempinho na prisão por causa disso, mais as confusões que gerou ao escrever a biografia de Marilyn Monroe, na qual afirma que a morte da atriz teria sido causada pelo FBI e pela CIA, para abafar o romance entre ela e o senador Robert Kennedy. Mailer morreu em novembro de 2007, em Nova Iorque, aos 84 anos, com problemas pulmonares.
Outro destaque da Piauí 26 é o perfil do empresário Alexandre Accioly, traçado por Antonia Pellegrino, no texto “De zero à esquerda a muitos zeros à direita” (bom título, hein?). Dentre as peculiaridades sobre a vida de Accioly, são ressaltadas, no ensaio, os fatos de ele ter conhecido o pai somente aos 44 anos, por quem foi inclusive processado, e a descoberta tardia de um filho que talvez o empresário já imaginasse que fosse seu, mas cuja comprovação acabou vindo a público por acaso.
Imperdível também, no mesmo número, é o relato feito pela roteirista de Juno, Diablo Cody, sobre seus momentos fashion como stripper, aflorados após a crise dos 25 anos que, segundo ela, “pesou no estômago como um cheeseburger”.
