Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.com"A cultura aproxima". Este é o mote da campanha criada pela F/ Nazca S&S para divulgar o intenso trabalho realizado pelo Grupo Cultural AfroReggae (GCAR) em prol dos jovens moradores das favelas do Rio de Janeiro. Iniciado em 1993, em Vigário Geral, o projeto tem como missão oferecer uma formação cultural e artística como saída para o submundo do narcotráfico, promovendo a inclusão social a partir da arte e da educação.
O esforço de comunicação, composto por um filme, quatro spots, seis anúncios para jornais e revistas, peças de mobiliário urbano e de internet, tem como intuito valorizar a união entre morro e asfalto, negro e branco, pobre e rico – mundos completamente distintos, mas que enxergam na cultura um ponto em comum. O comercial “Muro”, elaborado a partir de recursos de computação gráfica, retrata um personagem que tenta de todas as formas ultrapassar o muro que o separa da cidade. Após várias tentativas, este descobre a solução para transpor a barreira: a música. O locutor, então, encerra a animação com a mensagem: “AfroReggae. Música para combater a violência. Arte para transformar a realidade” – assinatura que também é utilizada nos criativos spots que compõem a campanha.
Em uma das peças de rádio, ouve-se a música Créu em uma versão erudita, seguida do texto: “Você acabou de ouvir mais um exemplo de integração cultural: Créu pela Orquestra Sinfônica de São Paulo, regência de Isaac Karabtchevsky”. Os anúncios seguem a mesma linha, com mensagens como "O AfroReagge resgata meninos do tráfico. Usa cordas de instrumento para puxar de volta", “Aquela visão de que favela é lugar de bandido, não é visão. É cegueira” e “Nosso trabalho é reconhecido e respeitado por toda a sociedade. E cada vez mais pela society, pela sociétê, pela sociedad e pela societá”.
“Esta campanha é voltada para os negros, brancos, amarelos, mestiços, índios, ricos, pobres... Ou seja: queremos atingir todo mundo. A idéia e todo o mérito da estratégia é da F/Nazca. Posso dizer que eles fizeram o dever de casa direitinho. Estamos criando um conceito que traz novo fortalecimento às nossas causas, marcado pela comunhão de idéias e pensamentos”, comemora José Junior, coordenador executivo do Grupo Cultural AdroReagge.
AS peças terão veiculação gratuita nos canais Rede Globo e Sony Entertainment Television; nos cinemas, por meio da distribuidora Rain Brasil; nos veículos impressos O Globo, Extra, Expresso, Diário de S.Paulo, Folha de S.Paulo, Agora, Estado de S. Paulo, Destak, Metro, IstoÉ, IstoÉ Dinheiro, Veja Rio, Piauí e Um; na rádio CBN; e nos portais Vírgula e Afilio – Rede de Sites.
Entre os trabalhos do AfroReggae, destacam-se: o projeto Rompendo Fronteiras, que promove cursos na favela Parada de Lucas; a oficina de profissionalização de jovens como artistas circenses Trupe Afro Circo, realizada no complexo de favelas do Cantagalo/Pavão/Pavãozinho; a produtora Arpa (AfroReggae Produções Artísticas); e a banda AfroReggae, reconhecida nacional e internacionalmente por sua mistura de ritmos brasileiros como mangue beat, rap, samba-reggae e funk carioca, além de projetos sociais relacionados à dança, reciclagem de lixo, futebol e capoeira.
“Também estamos planejando um grande projeto para 2009, que é a implantação de uma agência de comunicação em parceria com a F/Nazca e com o Terra, na favela de Parada de Lucas (Rio de Janeiro)”, adianta Junior. “Como ‘pai’ dos projetos, sou suspeito para dizer qual o mais bem-sucedido. Para mim, todos são lindos e cheirosos. Quando algo dá errado, a gente dá umas palmadas e resolve tudo”, brinca.
O GCAR é uma organização não-governamental sem fins lucrativos, que atualmente desenvolve projetos em quatro comunidades do estado do Rio de Janeiro: Cantagalo, Complexo do Alemão, Parada de Lucas e Vigário Geral. Para conhecer mais sobre o trabalho do grupo, basta acessar www.afroreggae.org.br.
