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08/11/2007 16:51

Peru de chocolate (Entrevista com Getúlio Ursulino Netto e Maurício Weiand, da Abicab)

Karan Novas
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“O Natal já é considerado a segunda Páscoa”. É sob essa afirmação de Maurício Weiand, vice-presidente da Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados), que a instituição informa as previsões de crescimento do segmento de chocolate em 2007. Com a incrível marca de 304 mil toneladas de chocolate comercializados ao longo do ano, o Natal ilumina cada vez mais o setor e atrai investimentos em novos lançamentos, já que a data representa, atulamente, 10% do total produzido e consumido pelos brasileiros.

Segundo previsões da diretoria da associação, a indústria deve crescer, até o final do ano, cerca de 22,5% em relação a 2006, o que corresponderia a aproximadamente R$ 3,3 bilhões em vendas. A média mensal de venda estimada para 2007 é de 25,3 mil toneladas), entretando, apenas o mês de dezembro gerou o recorde de 30,4 mil toneladas, com alta similar às de 2005 e 2006.

“Estamos semeando na cultura natalina a imagem do chocolate”, delata Weiand. Segundo Getúlio Ursulino Netto, presidente da Abicab, o clima familiar do período influencia positivamente as vendas, afinal, todo bom chocolate tem seu forte apelo emocional embutido à imagem da marca dos produtos disponíveis em todo Brasil. “Dar um chocolate de presente tem um resultado superestimado em relação ao seu investimento, geralmente baixo. Não conheço ninguém que não goste de ganhar um e que não se sensibilize, além de ser íntimo e prazeroso o momento de sua degustação”, pontua Netto.

Os resultados interferem diretamente nos investimentos das marcas para a data. Entre as principais estratégias estão as embalagens temáticas, adotadas pela argentina Arcor, com sua caixa sortida e os Chocovinhos Tortuguitas; e pela Kopenhagen, que lança um Papai Noel recheado de Nhá Benta Chocolate, uma bota dragê com brinquedos como brinde e um boneco de neve de chocolate com marshmallow. Outra opção, no momento, são as caixas dedicadas a presentes, como a já tradicional Ferrero Rocher, da Ferrero; as caixas especiais de natal Talento, Opereta e Mundy, da Garoto; e a Caixa Lembrança da Pan, com espaço para dedicatórias e personalização.

Também se destacam as variedades de panettones, como os de Trufa, Mousse e embalagens em miniatura da Munik; e o Cappuccino, Floresta Negra e Lighttone, da Village.

Nos pontos-de-venda, tocam os sinos mesmo as embalagens decorativas, como a Bola Alpino Natal, da Nestlé; e os materiais desenvolvidos pela Cacau Show para suas 370 lojas em todo o território nacional.

Com o mercado de olho no desabrochar do Natal como a segunda data mais relevante para a indústria do chocolate, não é de se estranhar que as campanhas publicitárias do segmento ocupem boa parte dos espaços em todas as mídias, deixando coelhinhos – sem esquecer os perus e chesters – cada vez mais preocupados.

Confira as imagens clicadas por José Lucindo da coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 8 de novembro, pela Abicab, na capital paulista, para apresentar o balanço do setor em 2007.

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Ficha Técnica

Doce presente
Neste vídeo, Getúlio Ursulino Netto, presidente da Abicab, e Maurício Weiand, vice-presidente da entiidade, explicam os motivos do crescimento da indústria no Natal, além de ressaltarem a probabilidade de grandes investimentos publicitários começarem a ser realizados por empresas do setor no período das festas de fim de ano.

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