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Portfólio Comunicação

22/05/2012 22:08ESTÁ NA HORA DE ACORDAREu sempre ouvi falar que os pequenos detalhes fazem toda a diferença, mas, francamente, eu acreditava que isso não deveria ser levado tão a ferro e fogo no mundo dos negócios. Afinal de contas, a velocidade muitas vezes nos impede de colocarmos o máximo de nossas energias e competências. E é exatamente essa velocidade que hoje nos mata, que também nos mostra que, sim, devemos nos unir a ela para investirmos nesses pequenos detalhes, principalmente quando o assunto é atendimento ao cliente.
EM CASA OU DE CASA?
Eu costumo me hospedar sempre no mesmo hotel em determinada cidade. Não é nenhum cinco estrelas, mas o preço é bom, o pessoal me trata bem, o chuveiro funciona e a cama é gostosa. Tudo bonitinho, limpinho – eu diria que um custo versus benefício que conquistou minha fidelidade.

 Depois de algum tempo, comecei a me sentir “em casa”; e como tal, comecei a ser tratada como “de casa”. As duas toalhas do banheiro viraram uma só, a touca de banho que deveria ser reposta diariamente, bem como as ammenities, começaram a ser esquecidos, a roupa de cama começou a passar de quatro dias sem trocar e a limpeza do carpete passou a ficar duvidosa. E olha que só me dei conta disso quando cruzei com o mesmo cisco em quatro dias diferentes. Ele estava ali, paradinho, me olhando, sempre no mesmo lugar. Aquela verdadeira realidade de alguém que já conquistou o cliente e não precisa fazer qualquer tipo de esforço para mantê-lo.


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21/05/2012 22:32BEM-VINDO AO MUNDO DA FICÇÃO CIENTÍFICAEm 1964, o visionário professor Marshall McLuhan disse: “na espaçonave Terra, não há passageiros; somos todos tripulação”. Impressionante a nitidez da fala do pesquisador canadense, que estaria com um século de vida esse ano, em delinear uma visão tão lúcida e contemporânea como essa já na década de 1960. E essa sua célebre frase traduz de maneira muito pertinente o verdadeiro universo de ficção científica em que vivemos hoje. Não somos meros passageiros passivos e olhando pela janelinha dessa imensa espaçonave, mas sim seres humanos altamente participativos, prontos para performar e modulando o tempo todo a cena em que estamos inseridos.
I DON'T STOP. I LOOK AND READ. I LISTEN. I SEE YOU. I STOP. I SEE MYSELF. I FEEL AGAIN. I HEAR AGAIN. I'M LOOKING FOR. AND A SIREN ... AN ALARM. A FRIGHT. A TOUCH. A RETOUCHING. I REREAD. I REREAD YOU. IN US, YOU AND ME. STOP. I WANT ALL THIS VERY MUCH AS I WANT ME IN ALL THIS VERY MUCH IN ALL.
Vivemos em um planeta conectado, mas norteado pela constante interrupção. Ao mesmo tempo em que estamos hiperconectados, somos interrompidos por toques, notificações, pop-ups, sirenes e alarmes. Estamos em um mundo veloz, sintético e ansioso, regido por 140 caracteres. Concentrar-se por mais de 20 minutos em uma única atividade é tarefa para poucos. Os jovens, ou nativos digitais, só conseguem ser criativos com 17 abas abertas em suas telas, com a TV ligada, atirando passarinhos com um estilingue e com iPod no ouvido para nossa alegria. Nós nascemos em uma era analógica e estamos migrando para uma digital, na qual eles já nasceram.
Estamos entrando, de modo contundente, em uma nova cultura do espetáculo, da configuração da economia, da sociedade e da política, que envolve novas formas culturais e modelos de experiência. “A chamada era da informação é, na realidade, a do excesso de informação”, disse, com muita serenidade, Paulo Vaz, pesquisador da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), há 10 anos.
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