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Não é apenas mais uma afirmação, mas uma constatação baseada em diversos eventos que aconteceram no Brasil e no exterior até este momento. Particularmente, gostaria de citar dois, a Exposystems – Congresso Internacional de Soluções para Feiras e Eventos e, mais recentemente, o Brazil Promotion, dentro do qual foram realizados quatro congressos e quatro feiras simultâneas e, no qual destacamos, mais especialmente, o 1º Ebemp – Encontro Brasileiro de Empresas de Marketing Promocional, realizado pela Ampro, nos dias 5 e 6 deste mês, em São Paulo.
Nosso evento contou com a presença de palestrante e debatedores estrangeiros, que puderam mostrar mais de perto a realidade da América Latina na área de marketing promocional e discutir pontos importantes para a nossa atividade, como logística, legislação e as melhores práticas de relacionamento com o mercado.
Mas, afinal, o que é marketing promocional? Qual a diferença entre ele e a propaganda, por alguns complementada ainda pela palavra tradicional?
É muito simples, para ficar apenas no conceito. A propaganda trabalha com a mudança de atitude do consumidor, enquanto o marketing promocional trabalha numa etapa seguinte, ou seja, com a mudança de comportamento. Enquanto uma ferramenta gera desejo, inspiração, motivação, despertando interesse, a outra gera ação, portanto comportamento. Estamos falando de maneira abrangente: atitude e comportamento do consumidor diante de marcas e/ou de produtos.
Na verdade, os eventos em referência trataram de aspectos globais e também particulares do marketing promocional, que utiliza diversas ferramentas, tais como promoções de vendas; projetos de relacionamento; incentivos à produtividade; congressos, convenções, feiras e exposições; assessoria de imprensa; relações públicas; marketing direto; patrocínios esportivos, culturais ou sociais; displayagem; merchandising; degustação, amostragem e experimentação; vitrinismo, decoração e lojismo, entre outras.
Eles serviram para o público presente poder constatar que a comunicação precisa mudar, pois mudou a cabeça do consumidor, ou seja, a sua percepção em relação ao consumo. O consumidor quer ser, cada vez mais, tratado como único.
Portanto, a comunicação hoje não é mais uma questão que começa nas agências, contando com o aval do cliente e terminando no consumidor, mas, ao contrário, é o consumidor que está comandando essa operação de maneira indireta, induzindo as agências e os clientes no sentido de pensarem muito mais estrategicamente todas as suas ações, quer sejam para marcas ou produtos.
Essa nova situação tem exigido que o marketing promocional seja incluído nas discussões de planejamento estratégico de comunicação das empresas, gerando sinergia e integração entre cliente, agência de propaganda e agência de marketing promocional. E esse processo é irreversível.
gasparbrandao@uol.com.brJosé Gaspar Brandão é diretor de desenvolvimento de negócios da DSA Feiras e Eventos e vice-presidente de relações com o mercado da Ampro