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Eternamente desfilando em avenidas, umas menos, outras mais secretas, umas mais Cleópatras, outras, ao cair da Mocidade, embaladas por trapos de fantasias As principais vítimas brasileiras são adolescentes e mulheres, enviadas a outros países, em sua maioria, para a prostituição. Eternamente desfilando em avenidas, umas menos, outras mais secretas. Umas mais Cleópatras, sob as luzes que destacam o brilho e a maciez das peles jovens e perfumadas. Outras, ao cair da Mocidade, embaladas pelos trapos das fantasias que lhes foram ofertadas de alas em alas, de alegorias em alegorias, de camarotes em camarotes. Os que amam, mais próximos ou por devoção ao semelhante, sentem muito, muito mesmo, ao viver ou assistir a essas histórias tristes, cujos enredos nasceram num passado tão distante, mas até hoje emolduram almas nascidas para serem felizes, simplesmente felizes, que, porém, por fragilidade, falta de orientação, falta de carinho, falta de quem as ajudasse a ter as próprias chaves de suas vidas em mãos, são arremessadas à frieza e à tristeza da bestialidade que estará neste Planeta enquanto o homem desta Era ainda estiver nele. Pare pra pensar: o sonho do nosso carnaval, do verdadeiro carnaval brasileiro, é continuar sendo motivo de alegria para o nosso povo, liberto de preconceitos, submissões, ilusões, falsas esperanças. Um carnaval celestial é tudo que precisamos pra combater os males de um mundo bestial que ainda se esconde sob escombros. "É assim que se faz", diz o sambista com o coração, prevendo, acima de tudo, muita união pra que se vá além na avenida.