Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comO Verge Digital Summit, fórum realizado pela OgilvyOne desde 2004 para debater a convergência tecnológica e digitalização das mídias – e que acontece pela segunda vez no Brasil – reúne nesta terça-feira, 13 de maio, em São Paulo, profissionais de empresas ligadas ao tema e diversos executivos do grupo Ogilvy ao redor do mundo, entre eles, Shelly Lazarus, chairwoman e ceo da Ogilvy & Mather Worldwide. A profissional, que nos últimos 10 anos figura na lista das mulheres de negócios mais influentes do mundo, em levantamento da revista Fortune, recebeu a imprensa nesta manhã para exaltar a importância da mídia digital no mercado publicitário, caracterizando ainda o Brasil como mercado estratégico.
Lazarus iniciou seu discurso salientando que não é com a questão criativa que nosso país deve se preocupar, mas sim com o volume de investimentos na internet e em outras plataformas como, por exemplo, o celular. “Não acredito que se deva discutir qualidade, mas sim o uso e a experimentação da mídia digital”, afirma. Generalizando a questão globalmente, a executiva adverte que “não devemos posicioná-la simplesmente como um departamento, mas temos de dar a devida importância como o setor que mais cresce no mundo”.
A chairwoman da Ogilvy & Mather Worldwide defende as novas plataformas e meios de contato com o público, aproveitando para citar o filme “Evolution”, criado para a Dove e vencedor de dois Grand Prix no Festival de Cannes 2007 – em Cyber e Films –, para mostrar que atualmente a publicidade está em todos os lugares. “Nós devemos redefinir o significado de propaganda. Tudo é propaganda. O comercial de Dove foi criado exclusivamente para um workshop, depois, por diversos pedidos, colocado em nosso site. Quando alguém o colocou no YouTube, um filme que custou US$ 50 mil foi assistido por mais de 500 mil consumidores”, comemora, relembrando que de nada adianta tal visibilidade se não for gerado retorno para o cliente.
Dizendo não acreditar mais no resultado efetivo de banners e pop-ups, Lazarus considera uma das mais interessantes ferramentas o sistema de links patrocinados, que apresentam a mensagem publicitária dos anunciantes no momento mais propício. “O SEM (Search Engine Marketing) é brilhante. Ter a oportunidade de entrar em contato com o cliente no momento exato em que ele procura seu produto ou serviço é o sonho de qualquer empresa”, ressalta a ceo.
Sérgio Amado, presidente da Ogilvy & Mather Brasil, reune-se com a executiva e com outros diretores do grupo mundial para apresentar os planos da operação brasileira para os próximos anos. No planejamento estão aquisições e o aumento de esforços no meio digital. “Nós entendemos, assim como Lazarus, que tudo é propaganda. Estamos seguindo aquilo que é uma tendência mundial”, pontua Amado.
Salientando a importância de mercados como o asiático e o latino-americano, a ceo global da Ogilvy afirma que o grupo deve ampliar seus investimentos em mercados estratégicos, citando, entre eles, China, Índia, Rússia e Brasil. “Acredito que qualquer empresa de comunicação que pensa globalmente em seu futuro deve prestar atenção no Brasil. Já investimos muito aqui e pretendemos aumentar os esforços”, declara.
Quanto à questão da baixa porcentagem das verbas de campanhas publicitárias destinadas à mídia digital, Lazarus destaca que a questão não é exclusiva de nosso país. “Temos o que chamamos de ‘gap de confiança’ no marketing digital. O mundo todo deve passar a confiar mais nele quando descobrir os resultados que podem ser alcançados e mensurados graças à mídia digital. Mas isso é uma constante atual no mundo todo. Em média, 4% do budget dos anunciantes é destinado ao marketing digital”, informa a executiva. Por aqui, lamentamos apenas que, ainda muito diferente das campanhas bilionárias de outros mercados, nossos 4% acabam representando, na mão das agências brasileiras, muito menos que o mesmo percentual lá fora.
Peça-chave digitalSalientando a importância de mercados como o asiático e o latino-americano, a ceo global da Ogilvy afirma que o grupo deve ampliar seus investimentos em mercados estratégicos, citando, entre eles, China, Índia, Rússia e Brasil. “Acredito que qualquer empresa de comunicação que pensa globalmente em seu futuro deve prestar atenção no Brasil. Já investimos muito aqui e pretendemos aumentar os esforços”, declara Shelly Lazarus.