30/04/2013 17:34O “REALITY SHOW FITNESS” NO INSTAGRAM A cena digital faz surgir novos modos de ser e de apresentar nesse ecossistema que habitamos e nos faz refletir sobre certas performances identitárias, que se fundamentam na retórica radical do fitness como qualidade de vida e seu compartilhamento nas redes sociais digitais, mais precisamente no Instagram. Na era do espetáculo e do culto ao corpo em que vivemos, gostaria de trazer para a nossa inquieta reflexão a atriz-social Gabriela Pugliesi, dona do blog Tips4life e que tem feito relativo sucesso por meio de seu perfil no aplicativo de fotos Instagram. A blogueira está arrebanhando uma legião de seguidoras (sim, a maioria são mulheres, logicamente) por conta de uma estratégia de fotos e textos baseada no oferecimento de um profícuo cardápio que visa a aumentar a “qualidade de vida”. No momento que escrevo esse despretensioso texto, Gabi tem mais de 130 mil seguidores. Ela é uma dessas personagens que protagoniza hoje o fenômeno que entendo como “reality show fitness”, pois se trata de uma cidadã comum que adquire status de celebridade de forma abrupta e meteórica por meio de um processo de espetacularização de suas práticas cotidianas, principalmente àquelas associadas ao condicionamento físico do corpo e ao discurso da qualidade de vida.
SE NINGÉM ENTRAR NESSA FILA, TÊNIS COM OU SEM CORDÃO VAI VIRAR BYTES.
OI?
OI, O QUÊ, MANÉ?! AQUI TEM DE TER FILA.
PRA FAMA ANDAR MAIS RÁPIDO?
NÃO. PRA FAMA ANDAR MAIS DEVAGAR NA FILA DE LÁ.
OI? NÃO ENTENDI...
CLARO QUE NÃO. TU ÉS MANÉ. TEU LUGAR É NA FILA DE ESPERA PRA QUALQUER COISA, NÃO NA FILA DE QUEM SABE, NA REAL – E NA VIRTUAL TAMBÉM –, PRA QUE SERVEM AS FILAS, UMAS E OUTRAS.
IS IT TRUE?
Especialmente no Brasil, é relativamente compreensível o sucesso do site da moça, pois, de acordo com as pesquisas da antropóloga Mirian Goldenberg, o corpo humano se apresenta como um verdadeiro capital físico, simbólico, econômico e social. Nesse sentido, mesmo tendo à sua disposição um poderoso arsenal, fornecido aparentemente de forma gratuita por marcas de roupas e alimentos funcionais, Pugliesi apresenta o tempo todo técnicas e dicas de como cultuar os corpos humanos desencantados de suas potências simbólicas para além de uma simples boa aparência. O consumo moderno define-se pela proeminência de atributos simbólicos dos produtos em detrimento de suas qualidades estritamente funcionais e pela manipulação desses atributos na composição de estilos de vida. Ao examinar boa parte de suas fotos e textos, percebe-se que as relações passam a ser geridas por meio da lógica do custo-benefício e nesse regime de visibilidade hipertrofiada, proposto por uma série de blogueiras, especialmente por Pugliesi, a boa forma física assume importância chave como capital simbólico pessoal.
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18/04/2013 20:33ACESSO FACILITADOA educação à distância já é uma realidade, não só no Brasil. As duas principais instituições superiores dos Estados Unidos – Universidade de Harvard e Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) – criaram, no ano passado o edX, uma plataforma de cursos abertos que já conta com 800 mil alunos inscritos – sendo 23 mil brasileiros – em 23 cursos: 7 do MIT, 6 de Harvard, 6 da Universidade da Califórnia e 4 da Universidade do Texas. A ideia dos cursos à distância é promover o acesso de alunos de qualquer lugar a um ensino de qualidade. Mesmo aqueles que moram nas regiões mais remotas, se tiverem acesso à internet, podem acompanhar as aulas com o mesmo conteúdo daqueles que estão nas grandes metrópoles. Essa democratização do ensino está beneficiando milhares de pessoas pelo mundo, em especial aquelas que vivem em regiões com menos oferta de educação de qualidade.
NA ERA DAS REDES SOCIAIS, NA QUAL NEM PROFESSORES RESISTEM A DAR AQUELA PESCADINHA RÁPIDA EM SUAS PÁGINAS ONLINE PESSOAIS, ENQUANTO OS ALUNOS QUE NÃO PODEM FAZÊ–LO EM SALA DE AULA CORREM PRO BANHEIRO, POR QUE NÃO CONFIAR MAIS NO ENSINO À DISTÂNCIA DE QUALIDADE COMPROVADA?
Porém, há quem critique a falta de calor humano e o distanciamento entre professor e aluno. Os especialistas em educação a distância consideram que atuais gerações de alunos cresceram nas redes sociais, enviando mensagens e batendo papos virtuais e, por isso, sentem-se confortável para receber os conhecimentos via web. Numa pesquisa realizada pelas instituições norte-americanas citadas, 36% dos alunos disseram que a experiência online foi melhor que a presencial e 63% a acharam tão boa quanto.
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