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GRUPO DE MÍDIA DO RIO

06/10/2004 13:50

Abaixo a não-mídia

Marilena Geada Constantino

Estamos vivendo um tempo no qual a quantidade de informações que recebemos por dia é intensa. Do momento em que acordamos até quando vamos dormir, somos bombardeados com inúmeras informações que temos de decodificar, selecionando aquelas que nos interessam ou que nos impactaram com mais intensidade.
 
Dentro desta ótica, temos buscado, nos últimos anos, formatos inovadores, mídias diferenciadas e criativas com o objetivo de destacar a mensagem nesta paisagem diversificada a que todos nós estamos expostos.
 
A busca de novas formas de estabelecer contato com o público-alvo já está integrada nos mixes de comunicação. Todos os meios que levam uma mensagem, seja ela qual for, estão estabelecendo um contato com o público.
 
Todavia, a era da interatividade trouxe uma nova realidade para os meios de comunicação, fazendo com que o público seja convidado a interagir com a marca o tempo todo, estabelecendo uma relação mais direta e próxima.
 
Todos os meios de comunicação estão procurando alguma forma de utilização desta característica, criando maneiras
de impactar o consumidor. Desde então, os investimentos em comunicação vêm sendo pulverizados entre as mídias tradicionais e as não-convencionais, criando, muitas vezes, um viés nas análises de participação dos investimentos nos meios de comunicação.
 
Neste contexto, uma curiosidade sempre me chamou a atenção: constantemente, vemos, nos briefings de comunicação, pedido para desenvolver "estratégias de mídia e não-mídia". Sempre me pergunto: "O que seria uma média "não-mídia"?
 
Afinal de contas, qual o significado da palavra mídia? "Meio ou veículo de divulgação da ação publicitária". Ora, uma ação publicitária nada mais é do que colocar o produto ou serviço em "contato" com o público-alvo. Portanto, chamar de "não-mídia" formas de contato não-convencionais é, no mínimo, fora de contexto.
 
Um cartaz de ponto-de-venda, uma gôndola de supermercado, ou um brinde para o público interno de uma empresa, têm o objetivo claro e direto de estabelecer contato com o público-alvo, até mesmo a própria embalagem de um produto. Sendo assim, até hoje não consegui fazer uma lista de "não-mídias" disponíveis no mercado, pois sempre esbarro no mesmo problema: todas têm igual objetivo de estabelecer contato com o consumidor.
 
Por isso, pensando neste tema, concluí que o problema está na denominação. Temos vários exemplos de meios, que surgiram no mercado, batizados com nomes que os diferenciam dos meios tradicionais. Mídia alternativa, mídia extensiva, mídia interativa, entre outros. Proponho criarmos um nome mais adequado e justo para esta "não-lista" de "não-mídia". Ou simplesmente chamá-las de "mídia de contato". Alguém tem outra sugestão?

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geada@dpz.com.brMarilena Geada Constantino (geada@dpz.com.br) é gerente de planejamento de mídia da DPZ e diretora da divisão técnica do Grupo de Mídia do Rio de Janeiro

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