Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comO MídiaFatos 2011/2012 já está chegando às mãos dos profissionais de agências e executivos de empresas anunciantes, reafirmando as boas novas do meio TV por assinatura no Brasil, que em outubro do ano passado já atingia a marca de 12,2 milhões de domicílios cativos (marca já atualizada para mais de 12,7 milhões) – cerca de 40 milhões de telespectadores (agora já são mais de 42 milhões) –, com previsão de elevar esse número para 20 milhões até 2015. Em paralelo, o meio abocanhou, de acordo com dados de outubro de 2011 do Projeto Inter-Meios, 4,13% do bolo publicitário brasileiro, atingindo o segundo maior crescimento dentre todas as demais opções de mídia, 17,47%, desempenho não tão robusto como o da campeã em evolução (22,23%), a internet, com 5% de participação, atrás, no ranking, da líder absoluta TV aberta (63,25%), do meio jornal (12,9%) e das revistas (7,5%).
Como se sabe, não apenas porque a classe C tem se sobressaído nos quadros de evolução de renda no Brasil nas duas últimas décadas, mas também porque os cidadãos que compõem essa faixa da população nunca esconderam sua paixão e desejo por esse meio, é no seio dessa galera que a TV por assinatura tem apresentado seu maior crescimento de penetração. Em 2011 não foi diferente: 50% a mais de penetração, o que significa 18% do total de telespectadores atingidos. O privilégio tem mão dupla, visto que contribui para o aumento do faturamento das operadoras também na mesa de negociações com anunciantes. No total, elas faturaram no último exercício R$11,2 bilhões, sendo que os canais, conjuntamente, venderam, no mesmo período, a soma de R$1,2 bilhão em publicidade, cifra que representa 10% de crescimento sobre 2010 – mais de 1,24 milhão de inserções de comerciais e ações de merchandising, contabilizadas somente no primeiro semestre de 2011, conduziram a esse resultado.
Nem por isso estão rindo à toa os dirigentes da Associação Brasileira de TV por Assinatura, embora a satisfação seja evidente. Sim, 12 a 15% de receita advinda da propaganda permite uma conta equilibrada, atualmente, para que a programação de alta qualidade seja mantida no País no atendimento à crescente base de assinantes. Entretanto, há avanços tecnológicos que precisam ser acelerados para estimular ainda mais o aumento de domicílios usuários, realidade que, por obviedade, não está descolada do desenvolvimento da economia brasileira – se pra cima, muito que bem; se pra baixo, nem santo ajuda, isto é, nem filmes, nem séries, nem cotas obrigatórias de produção nacional…, destacando-se ainda, como concorrente pra Oscar, “a riqueza da TV aberta no Brasil”, conforme salienta o presidente da ABTA, Alexandre Annenberg, ao lembrar que o nosso país é um dos poucos do mundo onde uma série de grandes eventos esportivos, como Olimpíadas, por exemplo, está no ar gratuitamente para os telespectadores, o que cria mais competitividade e, até, aridez de mercado na luta por conteúdo gratificante para o meio TV por assinatura, responsável no território nacional por cerca de 100 mil empregos.
O varejo vem chegando, devagarinho, mas vem chegandoHigiene pessoal e beleza, veículos peças e acessórios, mercado financeiro e seguros, telecomunicações são setores da economia que têm presença forte como apoiadores da TV por assinatura no nosso País, tanto como patrocinadores e realizadores de ações de merchandising, quanto como veiculadores das tradicionais mensagens de 30 segundos em breaks específicos. O presidente da ABTA está convicto, porém, de que o amadurecimento dessa indústria em termos de audiência tem descortinado novas perspectivas para mais setores “chegarem junto”, como, por exemplo, o varejista, que já é anunciante habitual, mas está longe ainda de investir no meio nos mesmos patamares das verbas destinadas à TV aberta, justamente em razão da necessidade de estar muito próximo, no dia a dia, com velocidade e invejável grau de intimidade, das classes C e D. Na foto acima, estão Alexandre Annenberg, presidente d ABTA, e Maurício Jacob, coordenador do Comitê de Marketing Publicitário da ABTA.