Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comQuem, quando, como e por quê? Será que ainda temos jornalistas em formação e iniciantes, no Brasil, interessados em buscar as respostas certas para esta tradicional formulação “quatro em uma” que, nos velhos tempos, servia de “gancho” para um primeiro papo entre professores e alunos do primeiro ano de um curso universitário de Comunicação, com habilitação profissional para atuação em TV, rádio ou veículos impressos? E lá no final, quando o cidadão, enlouquecido no meio do TCC (pra quem não se recorda: Trabalho de Conclusão de Curso), se supunha prontinho pra ir pro abraço do diploma, eis que... um passinho pra trás, poucos dias antes de entregar aquele projeto que parecia tão bem finalizado. Por quê? Por quem? Por que de um jeito não de outro? Por que ontem sim, ontem-ontem talvez, amanhã não ou tudo ao contrário? Por que em vez de? Por que ao invés de? Mas, abrindo os olhos – ainda que seja um somente –, de imediato, vamos enxergar este “quatro em uma” somente se, como jornalistas, nós tivermos conseguido obter uma boa formação acadêmica? Sem o diploma, isto é, sem o aprendizado teórico sobre as técnicas necessárias para o exercício da profissão, eu e/ou ele podemos (posso) sair às ruas como repórter? Pesquisar, estudar, avaliar, analisar dados e argumentos para, como redator(a), alinhavar um texto de caráter jornalístico? Vai pra lá, vem pra cá, agora, mais tarde, por aí não, do outro lado... chefe de reportagem, chefe de redação, editor(a), porém, a pauta exige conhecimento sobre rendas e declarações, sobre contas feitas com habilidades, sobre canais e arcadas dentárias, eu quem sou se não sou juiz, atacante, centro-avante, muito menos goleiro, embora desde criança seja fascinado por bolas de capotão? My God, capotão ou capitão, o que posso ou não posso, o que devo ou não devo fazer com a mão pra alertar ou defender, em campo, o companheiro? Pra segurar, na defesa, a penetração de um atacante, embora não se saiba direito quem é o adversário? Daqui por diante, esta matéria deve seguir falando de Rafael Romo ou de Rafael Romo? Depende da foto? Ah, mas dá pra enganar, viu! Um leigo. Quem gosta de futebol, deve saber o quanto é importante o primeiro para a Venezuela. Quem gosta de boas notícias – mesmo encarando a realidade das más notícias, simultaneamente –, sabe o quanto é importante o segundo para a CNN Worldwide. Ou para a América Latina?
Perfeito ou imperfeito para você, leitor, para toda uma comunidade, para uma galera de torcedores, para quem vê de longe e/ou de perto, um jogador de futebol e/ou um jornalista têm, nos dias de hoje, mil e uma utilidades e mais algumas, inclusive quando o primeiro atua como comentarista esportivo e o segundo, bem, well, well, que tal bandeirinha pra ficar de olho no jeitinho brasileiro do juiz apitar o jogo?
Susto e/ou surpresa? Risada e/ou sorriso? Infarto e/ou parada? Juiz, bandeirinha, jogador, torcedor, repórter e/ou investigador?
“É absolutamente relevante a presença nos quadros da CNN de profissionais com largo conhecimento em outras áreas, como, por exemplo, Medicina ou Direito, mas que também tenham capacidade técnica para desenvolver seu trabalho de acordo com as exigências do universo jornalístico. Nós precisamos de doutores para lidar com assuntos da Medicina com profundidade e correção, mas que também estejam aptos a transformar o assunto abordado em informação clara, acessível para os diversos perfis de públicos atingidos pelas reportagens que produzimos”, argumenta o editor sênior da América Latina da CNN Worldwide, que trabalha em Atlanta, nos Estados Unidos, sob chefia de Parisa Khosravi, vice-presidente sênior de apuração de notícias internacionais da casa. Sua missão principal – e mais popular – é rastrear material em toda América Latina, selecionando focos de reportagens a serem desenvolvidas e apresentadas pela CNN em suas múltiplas plataformas.
Sua presença no País, esta semana, se deve ao lançamento da sexta edição do concurso para estudantes de jornalismo promovido, anualmente, pela CNN Internacional. Em 2010, o tema que vai nortear os projetos a serem realizados por alunos com apoio de seus professores-orientadores em faculdades de todo o Brasil é “Minha cidade, minha vida, uma atitude”. Parece, mas não é um paradoxo a manifestação pública de Romo, o jornalista, de apoio ao concurso feito sob medida para estudantes de Jornalismo e a certeza com a qual declara estar muitíssimo correto um veículo de imprensa manter em seu time de articulistas e colaboradores profissionais com formação e experiência em outros campos do conhecimento para, literalmente, dar conta do recado com toda propriedade.
“Sem excluir a importância do olhar do especialista sobre notícias ou temas que exigem precisão de enfoque, não há dúvida que é de extrema importância para um jovem que almeja atuar como jornalista ingressar numa faculdade como caminho de aprendizado, preparação teórica e prática, formação profissional. Sob meu ponto de vista, a faculdade, neste caso, deve ser vista como a fundação sobre a qual se erguerá a carreira do jovem estudante. Por metáfora, a construção de uma carreira de jornalista têm de ter, assim como a construção de um prédio, o esqueleto que lhe dá sustentação: a fundação, as quatro paredes, os primeiros degraus, os primeiros níveis. Sobre essa construção serão acrescentados todos os demais itens que lhe definirão de acordo com os planos de arquitetura e engenharia. Novos conhecimentos e novas experiências continuarão, ao longo dos anos, enriquecendo cada vez mais essa formação inicial – aliás, um período no qual não se pode desperdiçar boas oportunidades como esta que é oferecida, todos os anos, pela CNN aos estudantes, pois, além do desafio e da trajetória que leva todos os participantes à sua superação, o vencedor terá seu trabalho exibido durante a programação do canal em âmbito internacional e ganhará uma viagem de três dias para conhecer a sede dos nossos estúdios em Atlanta”, arremata Romo.
Não são somente as palavras de Rafael Romo que servem de estímulo aos estudantes brasileiros de Jornalismo, chamados a se inscreverem no concurso. Sua própria carreira é um exemplo, pontuada por esforços contínuos que lograram bons êxitos, como quatro indicações ao Emmy Award. Ele nasceu em Cananea, no México, tem 38 anos de idade e começou a trabalhar, em 1990, como repórter para a KPHX Rádio AM 1480 em Phoenix, no Arizona (sua formação acadêmica é de bacharel em Rádio e Televisão pela Arizona State University). Daí por diante prosseguiu não apenas como repórter, mas também âncora, correspondente, chefe de reportagem e ainda gastou um tempinho – um ano – lecionando na área, no Columbia College, em Chicago, atividade que pode voltar a repetir, dependendo das circunstâncias. Antes de ingressar no time da CNN, residiu em Chicago, onde foi repórter em afiliada local da CBS (WBBM-CBS), bem como correspondente para o Meio-Oeste e produtor-executivo da Univision.
No portfolio de Romo, tem Obama, mas tem também Bush – o primeiro está mais na moda, além de eleito, enquanto o segundo, embora sempre “malhadinho”, continue correndo atrás para apoiar não apenas os amigos, mas também os democratas, mais ainda quando lhe ferve o sangue nas veias para acordar a faceta de seu espírito sob inspiração militar, a lhe dizer que o momento é de singular alerta no qual o braço lhe vale como um escudo protetor. Um passinho pra trás, please, e o que temos mais, na biografia de Romo, afora as catástrofes naturais como o furacão Mitch na América Central (nem tudo sob o céu de Paris é América Latina), o papa João Paulo II em visita ao México – duas vezes – e Rod Blagojevich, ex-governador de Illinois, na prisão. E agora, José?
Well... Pra casa não cair, após bem fundada e com suas quatro paredes bem erguidas, no terreno acadêmico, tem algo mais a compor a essência do bom jornalista, sob a perspectiva de Romo: investigação, pesquisa, muita leitura. Em verdade, durante nossa breve entrevista, após um proveitoso almoço no 30º. andar do The View, que fica no número 981 da Alameda Santos, na capital paulista (vale um checking, ou melhor, um check-in e um check-out), ele citou quatro fundamentos práticos, não um tripé, conforme menciono. Ocorre que não gravamos a entrevista, nem em vídeo, nem em áudio, por problemas circunstanciais no meu papel de mãe de primeira viagem, e, embora eu tenha feito minhas anotações, direitinho, conforme aprendi em cartilha, a bendita da cadernetinha desapareceu.
Quem, quando, onde e por quê? Well, well, talvez tenha sido obra do Gabriel, meu filho de dois anos e nove meses – todas as evidências, uma a uma conferidas por mim, pessoalmente, incriminam, sim, o pequenino com pouquíssimas chances de ele ser inocentado caso fosse formado um júri. Revirei a casa toda e detectei, rapidamente, que alguns outros objetos foram retirados da mesma bolsa onde estava a caderneta de capa preta dura, cada um deles deixado num ponto estratégico do nosso lar, como minha mesa de escritório e uma das três bancadas dele de brinquedos. Intactos, os objetos são prova de que minha bolsa foi, sem dúvida alguma, remexida por um ser que se move, independentemente da altura, pois é claríssima a evidência de que as mãozinhas de Gabriel teriam condições, sim, não apenas de manusear a bolsa deixada numa cadeira, como também de alcançar todos os locais que serviram de depósito para os objetos dela retirados. Entretanto, fica no ar uma pergunta cuja resposta é crucial para que Gabriel seja ou não julgado culpado: onde está a caderneta ou o que teria sobrado dela? Silêncio. Nenhuma lasquinha foi encontrada, em nenhum cantinho da casa. Assim sendo... deixemos o “crime da caderneta de capa dura preta” de lado para tentarmos nos concentrar no quarto elemento citado por Romo. Muito empenho? Ser atraído por desafios? Ser corajoso? Ser ousado? Ser ético? Ser sincero? Ou, quem sabe, ter uma excelente memória para que o trabalho de pesquisa, investigação e leitura não seja em vão caso não reste nas mãos do jornalista uma sequer anotação?
Para participar do concurso (www.concursocnn.com.br) , a CNN comunica, lá de Atlanta, na Georgia, que os interessados devem ser estudantes regularmente matriculados no curso de Jornalismo. As matérias poderão ter no máximo dois minutos cada e precisam ser inseridas na página pessoal do participante no YouTube ou no Vimeo, com URL do vídeo pública inserida na ficha de inscrição. Três matérias serão selecionadas como finalistas, mas somente passarão para a etapa de seleção da vitoriosa se forem reapresentadas em mini-DV ou DVD, com aprimoramento da definição das imagens. Como já foi dito, o vencedor terá sua matéria exibida na CNN International e vai visitar, com tudo pago, a sede da CNN em Atlanta. Uma novidade em 2010: a faculdade que figurar com maior número de inscrições, por meio de seus alunos, vai ganhar um “kit reportagem” (duas câmeras Canon Vixia Hf S11 64gb, dois rebatedores 5 em 1 – 110 cm), dois microfones Sure com cabo, um tripé Weigef e dois fones de ouvido).
Ana Paula Padrão, Eliane Brum e Maurício Kubrusly estarão entre os jurados, ao lado de âncoras da CNN International.
This´s all, folks?!! Maybe, but only Gabriel could tell us the true. The problem is: he doesn´t want to talk yet. So…
Favor devolver junto com o pôster autografado do Seu Jorge, também desaparecido na companhia de uma outra caderneta de capa dura pretaPra casa não cair, após bem fundada e com suas quatro paredes bem erguidas, no terreno acadêmico, tem algo mais a compor a essência do bom jornalista, sob a perspectiva de Romo: investigação, pesquisa, muita leitura. Em verdade, durante nossa breve entrevista, após um proveitoso almoço no 30º. andar do The View, que fica no número 981 da Alameda Santos, na capital paulista (vale um checking, ou melhor, um check-in e um check-out), ele citou quatro fundamentos práticos, não um tripé, conforme menciono. Ocorre que não gravamos a entrevista, nem em vídeo, nem em áudio, por problemas circunstanciais no meu papel de mãe de primeira viagem, e, embora eu tenha feito minhas anotações, direitinho, conforme aprendi em cartilha, a bendita da cadernetinha desapareceu. Quem, quando, onde e por quê? Well, well, talvez tenha sido obra do Gabriel, meu filho de dois anos e nove meses – todas as evidências, uma a uma conferidas por mim, pessoalmente, incriminam, sim, o pequenino com pouquíssimas chances de ele ser inocentado caso fosse formado um júri. Revirei a casa toda e detectei, rapidamente, que alguns outros objetos foram retirados da mesma bolsa onde estava a caderneta de capa preta dura, cada um deles deixado num ponto estratégico do nosso lar, como minha mesa de escritório e uma das três bancadas dele de brinquedos. Intactos, os objetos são prova de que minha bolsa foi, sem dúvida alguma, remexida por um ser que se move, independentemente da altura, pois é claríssima a evidência de que as mãozinhas de Gabriel teriam condições, sim, não apenas de manusear a bolsa deixada numa cadeira, como também de alcançar todos os locais que serviram de depósito para os objetos dela retirados. Entretanto, fica no ar uma pergunta cuja resposta é crucial para que Gabriel seja ou não julgado culpado: onde está a caderneta ou o que teria sobrado dela? Silêncio. Nenhuma lasquinha foi encontrada, em nenhum cantinho da casa. Assim sendo... deixemos o “crime da caderneta de capa dura preta” de lado para tentarmos nos concentrar no quarto elemento citado por Romo. Muito empenho? Ser atraído por desafios? Ser corajoso? Ser ousado? Ser ético? Ser sincero? Ou, quem sabe, ter uma excelente memória para que o trabalho de pesquisa, investigação e leitura não seja em vão caso não reste nas mãos do jornalista uma sequer anotação?