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Mídia

05/08/2009 11:35

QUALIDADE DE CONTEÚDO COMO FOCO, MÍDIAS COMO CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO

Bruno Castro

“Hoje, o consumo e a audiência são simultâneos e individualizados; o consumidor tem novos hábitos de consumir”, enfatizou Claudio Santos, vice-presidente do Grupo RBS, no fórum “Mídia, a nova fronteira criativa”, organizado pela ABA, em sua sede, na capital, no último dia 5. A descrição do novo cenário foi complementada por Armando Ruivo, diretor de marketing publicitário do jornal O Estado de S. Paulo, que, independentemente da transformação de meios e tecnologias, acredita que o anunciante deve ter em mente que a marca do veículo é que o permanece. Focados mais na qualificação do conteúdo a ser produzido para as atuais inovações tecnológicas, os dois profissionais participaram do painel “Como os veículos tradicionais estão se expandindo para as novas mídias e o que o anunciante ganha com isso”, mediado por Ricardo Monteiro, gerente de Mídia América Latina da Reckitt & Benckiser.

Com o objetivo de aperfeiçoar a utilização dos meios tradicionais e os demais pontos de contato com o público diante de um cenário em transformação, o evento contou com grande número de participantes. Dada a quantidade de novas plataformas de comunicação, o palestrante Claudio Santos afirmou que o consumidor, ao invés dos players atuantes, ditará os movimentos de mercado. Devido à facilidade de distribuição e geração de conteúdo on-line, as empresas de comunicação tiveram seu campo de recepção encurtado, uma vez que, através da internet, o público viu a possibilidade de transpor o posto de mero receptor e passou a, também, emitir informações.

Na visão de Santos, para se fortalecer nesse ambiente mercadológico as empresas de comunicação devem buscar uma maior aproximação com o público, fazendo que o consumidor tenha experiência com os produtos de sua marca. O vice-presidente do Grupo RBS chama esse processo de estruturação e busca de interação entre público e conteúdo de “mídia orgânica”. Ele explicou: “Ter projetos e eventos fora do eixo tradicional criam redes de relacionamentos com o consumidor e faz com que as empresas possam ter a efetividade como diferencial”.

Assim como o colega do Grupo RBS, Ruivo assevera que a marca do veículo deve ser trabalhada para agregar experiência aos que a consomem. “Como o conteúdo está disponível para todos, precisamos saber como nos portar diante do público, devemos reconhecer a audiência e estabelecer o momento certo para nos relacionarmos com o consumidor”.

Por último, o diretor de marketing publicitário do Estadão sugeriu que o produto internet como meio de negócio seja reinventado. Reforçando suas proposições, Santos ressaltou que os anunciantes devem estar preocupados com o conteúdo que produzem e não com o canal de distribuição pelo qual os veículos expandirão seus "produtos", visto que esse é reinventado constantemente. “O que permeia a escolha do consumidor é o conteúdo produzido pelos veículos, o foco deve estar na realização de produtos que agreguem experiência ao público”, encerrou.

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Mídia orgânicaNa visão de Santos, para se fortalecer nesse ambiente mercadológico as empresas de comunicação devem buscar uma maior aproximação com o público, fazendo que o consumidor tenha experiência com os produtos de sua marca. O vice-presidente do Grupo RBS chama esse processo de estruturação e busca de interação entre público e conteúdo de “mídia orgânica”. Ele explicou: “Ter projetos e eventos fora do eixo tradicional criam redes de relacionamentos com o consumidor e faz com que as empresas possam ter a efetividade como diferencial”.

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