Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.com“Hoje, o consumo e a audiência são simultâneos e individualizados; o consumidor tem novos hábitos de consumir”, enfatizou Claudio Santos, vice-presidente do Grupo RBS, no fórum “Mídia, a nova fronteira criativa”, organizado pela ABA, em sua sede, na capital, no último dia 5. A descrição do novo cenário foi complementada por Armando Ruivo, diretor de marketing publicitário do jornal O Estado de S. Paulo, que, independentemente da transformação de meios e tecnologias, acredita que o anunciante deve ter em mente que a marca do veículo é que o permanece. Focados mais na qualificação do conteúdo a ser produzido para as atuais inovações tecnológicas, os dois profissionais participaram do painel “Como os veículos tradicionais estão se expandindo para as novas mídias e o que o anunciante ganha com isso”, mediado por Ricardo Monteiro, gerente de Mídia América Latina da Reckitt & Benckiser.
Com o objetivo de aperfeiçoar a utilização dos meios tradicionais e os demais pontos de contato com o público diante de um cenário em transformação, o evento contou com grande número de participantes. Dada a quantidade de novas plataformas de comunicação, o palestrante Claudio Santos afirmou que o consumidor, ao invés dos players atuantes, ditará os movimentos de mercado. Devido à facilidade de distribuição e geração de conteúdo on-line, as empresas de comunicação tiveram seu campo de recepção encurtado, uma vez que, através da internet, o público viu a possibilidade de transpor o posto de mero receptor e passou a, também, emitir informações.
Na visão de Santos, para se fortalecer nesse ambiente mercadológico as empresas de comunicação devem buscar uma maior aproximação com o público, fazendo que o consumidor tenha experiência com os produtos de sua marca. O vice-presidente do Grupo RBS chama esse processo de estruturação e busca de interação entre público e conteúdo de “mídia orgânica”. Ele explicou: “Ter projetos e eventos fora do eixo tradicional criam redes de relacionamentos com o consumidor e faz com que as empresas possam ter a efetividade como diferencial”.
Assim como o colega do Grupo RBS, Ruivo assevera que a marca do veículo deve ser trabalhada para agregar experiência aos que a consomem. “Como o conteúdo está disponível para todos, precisamos saber como nos portar diante do público, devemos reconhecer a audiência e estabelecer o momento certo para nos relacionarmos com o consumidor”.
Por último, o diretor de marketing publicitário do Estadão sugeriu que o produto internet como meio de negócio seja reinventado. Reforçando suas proposições, Santos ressaltou que os anunciantes devem estar preocupados com o conteúdo que produzem e não com o canal de distribuição pelo qual os veículos expandirão seus "produtos", visto que esse é reinventado constantemente. “O que permeia a escolha do consumidor é o conteúdo produzido pelos veículos, o foco deve estar na realização de produtos que agreguem experiência ao público”, encerrou.
Mídia orgânicaNa visão de Santos, para se fortalecer nesse ambiente mercadológico as empresas de comunicação devem buscar uma maior aproximação com o público, fazendo que o consumidor tenha experiência com os produtos de sua marca. O vice-presidente do Grupo RBS chama esse processo de estruturação e busca de interação entre público e conteúdo de “mídia orgânica”. Ele explicou: “Ter projetos e eventos fora do eixo tradicional criam redes de relacionamentos com o consumidor e faz com que as empresas possam ter a efetividade como diferencial”.