A TV Cultura acaba de lançar sua nova grade de programação, com foco na formação de parcerias para a realização de produções independentes e na continuação dos projetos iniciados em 2008. Um dos grandes objetivos da emissora é dar maior abertura aos artistas com ideias inovadoras, a fim de enriquecer cada vez mais a televisão brasileira. Para isso, a renovação começa com a chegada de documentários, reality shows e novas séries voltadas ao público jovem e infantil, a partir do mês de abril.
Uma das grandes prioridades do canal é o aprofundamento do posicionamento adotado em 2008, "TV Cultura: a TV que faz bem", o qual procura deixar em evidência o compromisso da emissora em proporcionar um trabalho de qualidade ao público. Para o diretor de marketing e captação da emissora, Cícero Feltrin, essa é a grande diferença entre a TV Cultura e as outras emissoras do País, independentemente da audiência alcançada por elas: "A audiência está relacionada com o cumprimento da missão. A emissora comercial busca consumidores. A TV pública, como a Cultura, busca a formação de cidadãos. São conceitos e propósitos diferentes".

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Foi com base nesse diferencial que cinco novos programas foram elaborados:
Tudo que é sólido pode derreter, atração infanto-juvenil que brinca com a literatura lida pelos jovens, geralmente para os vestibulares, envolvendo Thereza, a personagem principal, com os personagens dos livros;
EcoPrático, reality show sócio-ambiental, que conta com os apresentadores Anelis Assumpção e Peri Pane visitando casas e apartamentos a fim de melhorar o comportamento ambiental de seus moradores;
Janela Brasil, série que exibe documentários produzidos por cineastas e videomakers paulistas, como Ugo Giorgetti e Tadeu Jungle;
Grandes personagens, documentários que resgatam os perfis biográficos de grandes nomes da música, dança, artes plásticas, teatro e fotografia do Brasil; e uma das maiores cartadas da emissora, o
Univesp TV, que oferece programas de apoio, em HDTV, a cursos virtuais da Unicamp, USP e Unesp, por meio de canal digital.
"A ideia de nos aproximarmos com outros meios digitais não enfraquece a televisão. É uma espécie de degustação do canal digital na TV Cultura, já que ele vai demorar para chegar a todos os públicos", afirma o presidente do canal, Paulo Markun.
Quanto à publicidade, a emissora também reserva novidades. A tendência para os próximos cinco anos é aumentar o número de propagandas institucionais e diminuir as comerciais, além de formar estratégias para mostrar mais credibilidade ao público. "O público deve saber que pode confiar no que a TV Cultura transmite", ressalta Feltrin. Com isso, a GP7 Comunicação e Inteligência de Mercado é a agência responsável pela criação de três comerciais de 30 segundos para a emissora.
Em um dos filmes, intitulado "Chuva", um casal caipira aparece conversando em um primeiro plano sobre a suposta chuva que poderá cair. A mulher pergunta ao marido por que ele acha que vai chover e recebe uma resposta científica sobre a condição do tempo e das nuvens. Em seguida, aparece a imagem de uma televisão conectada à TV Cultura, causando a impressão de que ela é a responsável pelo conhecimento do homem.
"A televisão é como a indústria automotiva: se pauta pelo mercado. O objetivo é vender cada vez mais, geralmente para um mesmo público, e por isso os automóveis de hoje em dia são tão parecidos. A TV Cultura não deixa de ter uma produção industrial, mas conta com regras diferentes. Procuramos pessoas que ainda não estão no mercado atual, mas que algum dia o conquistarão, e por isso fazemos o que os outros canais não podem fazer", finaliza Markun.