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11/02/2009 03:07

Das cinzas, a fênix sempre renasce pela própria natureza

Gisele Centenaro

Bem antes de ser confirmada, pela contagem dos votos, a vitória de Barack Obama em disputa para ser eleito o quadragésimo quarto presidente dos Estados Unidos, já se discutia pelo mundo afora o tamanho gigantesco das responsabilidades que ele e sua equipe assumiriam logo nos primeiros dias de governo. Em razão das circunstâncias, o foco concentrou-se, nos primeiros contatos com a imprensa, nas questões cruciais em torno dos problemas de ordem econômica, com clima de tensão em torno do pacote aprovado nesta terça-feira, 10 de fevereiro, pelo Senado. Não creio, porém, que, ao fazer uma análise do desenrolar dos acontecimentos com base nas técnicas de planejamento envolvidas em um trabalho de relações públicas – exclusivamente, aliás, com esse embasamento –, possamos considerar esta data, 10 de fevereiro, como o dia D, conforme enfatizado por muitos observadores em seus registros históricos, nesta fase embrionária do trabalho a ser realizado por Obama e seus assessores. Pode-se dizer que, numa escala de 0 a 10, não era menor que 7 a chance de uma coletiva de imprensa com o novo presidente dos Estados Unidos vir a ser um instrumento de fortalecimento de seu apoio popular, justamente na véspera da votação, na noite de segunda-feira, aumentando assim, ainda mais, os graus de expectativas com relação ao comportamento dos senadores, mas não só, afinal o link estabelecido entre a fala de Obama e a decisão do Senado nas horas seguintes aos minutos de entrevista concedidos pelo presidente aos jornalistas continha em si, como um cordão umbilical, a nutrição assegurada da manutenção e do vigor, praticamente sob exame de pré-qualificação, da democracia norte-americana.

Enfim, ainda que os alicerces do sistema financeiro dos EUA, nele compreendido todo gênero de instituições de investimentos e concessão de créditos, tenham sido, em questões de dias, implodidos, provocando conseqüências nefastas para toda a população local, bem como para o enredo estabelecido no mundo, atualmente, pela globalização, o ponto central era asseverar que: a democracia e a capacidade de reorganização estrutural dos principais setores do país, fundamentalmente, os de ordem econômica, não temem os momentos de incerteza circunstanciais, visto que a harmonia da engrenagem em funcionamento para que a nação não atenda aos chamados de paralisação responde às batutas dos maestros principais dessa orquestra com virtuosismo, mais um motivo para que, compasso a compasso, tudo merecesse ser acompanhado, por outras nações, com os maiores índices de audiência possíveis em veículos de comunicação de todo o planeta.

Dia D pode ser considerado, portanto, sob a ótica do resultado positivo em imagem que se deseja alcançar, aquele no qual, em face de todo noticiário gerado até então, se faz imperativo um “start” – a entrevista coletiva – e, daí por diante, o seguimento em marcha planejada, de modo uniforme, com muito feeling e concentração para se potencializar boas oportunidades nesse caminhar, até se alcançar o “the end”, no qual, independentemente do resultado inicial do intento, a hora é de dar início à fase seguinte da estratégia de relações públicas, de acordo com a reação absorvida tanto dos pares – no Senado – como do público e, até mesmo, dos concorrentes, para não empregarmos, aqui, o termo inimigos.

Digo, então, que houve e há premeditação? Sim. Toda civilização que atinge os patamares de desenvolvimento em tantas áreas, com tal aprumo como o verificado nos Estados Unidos, não se deixa, jamais, carregar pelas circunstâncias, pois, seus “maestros” – e garanto que eles os têm – ao se tornarem, rapidamente, conscientes das causas e efeitos da realidade na qual estão imergidos numa emergência, passam quase automaticamente da posição tática para a estratégica, seja ela em sentido de defesa ou ataque, porém, nunca em estado de paralisia, termo que chega a causar verdadeiro horror em alguns segmentos dos grupos de líderes e liderados das grandes potências, ainda que, à distância, possamos observar uma diminuição do ritmo dos processos em andamento, sob olhar generalista.

Eis porque, da entrevista coletiva, considero interessante uma reflexão, somada à análise acima, sobre a resposta de Obama concedida à representante da Reuters, que transcrevo a seguir conforme recebi em comunicado enviado pela organização The Israel Project:

Obama -- I said during the campaign that Iran is a country that has extraordinary people, extraordinary history and traditions, but that its actions over many years now have been unhelpful when it comes to promoting peace and prosperity both in the region and around the world, that their attacks -- or their -- their financing of terrorist organizations like Hezbollah and Hamas, the bellicose language that they've used towards Israel, their development of a nuclear weapon or their pursuit of a nuclear weapon, that all those things create the possibility of destabilizing the region and are not only contrary to our interests, but I think are contrary to the interests of international peace.

What I've also said is that we should take an approach with Iran that employs all of the resources at the United States' disposal, and that includes diplomacy.

And so my national security team is currently reviewing our existing Iran policy, looking at areas where we can have constructive dialogue, where we can directly engage with them. And my expectation is, in the coming months, we will be looking for openings that can be created where we can start sitting across the table, face-to-face diplomatic overtures, that will allow us to move our policy in a new direction.

There's been a lot of mistrust built up over the years, so it's not going to happen overnight. And it's important that, even as we engage in this direct diplomacy, we are very clear about certain deep concerns that we have as a country, that Iran understands that we find the funding of terrorist organizations unacceptable, that we're clear about the fact that a nuclear Iran could set off a nuclear arms race in the region that would be profoundly destabilizing.

So there are going to be a set of objectives that we have in these conversations, but I think that there's the possibility at least of a relationship of mutual respect and progress.

And I think that, if you look at how we've approached the Middle East, my designation of George Mitchell as a special envoy to help deal with the Arab-Israeli situation, some of the interviews that I've given, it indicates the degree to which we want to do things differently in the region.

Now it's time for Iran to send some signals that it wants to act differently, as well, and recognize that, even as it has some rights as a member of the international community, with those rights come responsibilities.

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Time for signals"Now it's time for Iran to send some signals that it wants to act differently, as well, and recognize that, even as it has some rights as a member of the international community, with those rights come responsibilities", declarou o presidente Obama, em resposta à jornalista da Reuters, encaminhada hoje ao PortaldaPropaganda.com pela organização The Israel Project.

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