Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comA base total de assinantes da TV paga no Brasil cresceu 13% no primeiro trimeste de 2008, na comparação com o mesmo período do ano anterior. A boa notícia está sendo divulgada pela ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) em conjunto com o SETA (Sindicato das Empresas de TV por Assinatura). Agora, são 5,4 milhões de residências em todo o País que fazem uso dos serviços as empresas deste ramo do entretenimento e da informação, sendo que o 1,9 milhão entre os usuários possuem internet de alta velocidade (45% de crescimento sobre o exercício passado). O faturamento bruto continua a desejar, na casa de R$ 2 bilhões de janeiro a março, mas a expectativa é de evolução, inclusive do número de empregos gerados: 14,7 mil diretor e 43 mim indiretos. A publicidade contribui com 10% do faturamento total do setor.
O número de anunciantes também tem aumentado no segmento. Hoje, são 700 empresas que investem em publicidade na TV paga por ser uma mídia segmentada que, segundo Alexandre Annenberg, presidente da ABTA, obtém retorno certeiro de suas estratégias. “A publicidade em TV por assinatura tem características diferentes. Na TV aberta, a audiência influencia o mercado publicitário. Já na TV paga, o retorno não se mede em termos quantitativos, mas qualitativos. A publicidade é dirigida, segmentada e apresenta ótimos resultados”, reitera.
Para Annenberg, 2008 está sendo um ano peculiar em termos de telecomunicações. “Chegamos à era de convergência, porém sem um modelo claramente definido. Os parâmetros estabelecidos há 10 anos exigem revisão. Agora é momento de buscar uma definição que deverá orientar o cenário nos próximos anos”, afirma.
Sob esse norte, a diferenciação de seus principais concorrentes e a conquista de uma maior fatia do mercado, tanto em faturamento como em audiência, estarão entre os temas da ABTA 2008, entre 11 e 13 de agosto em São Paulo. Com palestra de Rogério Takaianagi e debate comandado por Fred Muller, a sessão vai discutir com quem está a disputa pelo maior pedaço do bolo publicitário: internet, TV aberta ou TV por assinatura?
Está tramitando na Câmara Federal o projeto de Lei 29/2007, de autoria do deputado Paulo Bornhausen (DEM/SC), que dispõe sobre a organização e exploração das atividades de comunicação social e eletrônica e dá outras providências. Bornhausen e o deputado Jorge Bittar (PT/RJ) confirmaram presença no evento para apresentar suas visões sobre o projeto de Lei que tem discutido um novo modelo regulatório para a TV por assinatura e para a distribuição de conteúdos.
Além da discussão do PL 29/2007 e o setor de publicidade na TV por assinatura, o congresso vai tratar abordar a TV digital de alta definição e o impacto do crescimento da classe C para o segmento.
O evento vai coincidir com o período em que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) realiza consulta pública sobre a cobrança do ponto extra das TVs por assinatura. A cobrança foi suspensa em junho, mas as operadoras conseguiram na Justiça derrubar a decisão. Para a Anatel, a cobrança para disponibilizar a programação em vários pontos da casa não deve ser feita e apenas uma taxa de serviço deveria ser cobrada. Enquanto isso, a ABTA defende o contrário e a discussão vai longe...
Na era da convergênciaPara Annenberg, 2008 está sendo um ano peculiar em termos de telecomunicações. “Chegamos à era de convergência, porém sem um modelo claramente definido. Os parâmetros estabelecidos há 10 anos exigem revisão. Agora é momento de buscar uma definição que deverá orientar o cenário nos próximos anos”, afirma.