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ZONA LIVRE

13/04/2004 21:07

A desafiadora função de novos negócios

Márcia Lugatto

O ano de 2004 nasceu para nós impondo a difícil tarefa de crescer. Não que em anos anteriores a missão fosse diferente. O fato é que chegamos num ponto em que crescimento não significa somente a busca por resultados que fizessem eco e projetassem o nome da empresa. Crescimento hoje é a obrigação de, em termos práticos, fazer com que os números garantam a sustentação da engrenagem da grande máquina que gera e garante trabalho. Crescer é a palavra de ordem e a única maneira de impedir dissabores, desafetos e... demissões.

A pressão do "crescer a qualquer custo" leva os executivos a um sofrimento e estresse conhecidos e experimentados pela maioria, e que todos gostariam de evitar.

Porém, não podemos esquecer que, como diria o poeta, "o tempo passou na janela e só Carolina não viu". A tarefa de novos negócios sempre foi centralizada na figura dos principais dirigentes das empresas - diretores, presidentes e até mesmo os donos. Hoje, eles precisam de ajuda profissional nessa função árdua e na busca de resultados. Na verdade, todos precisam da mesma coisa.

Nasce, então, um novo perfil de profissional. Um profissional que deve ter, evidente, uma boa rede de relacionamento, mas também a certeza de que somente isso não é mais suficiente. É preciso mais. É preciso conhecimento nas suas respectivas áreas, um plano estratégico de ação, muita pesquisa de mercado, competência, persistência, muita ousadia e, principalmente, um profissional que flerte com cada possibilidade de conquista e que se apaixone perdidamente por cada projeto, pelo produto do provável cliente.

E esta é a única forma de conduzir a equipe de profissionais envolvidos em toda a elaboração da campanha ou do projeto a ser apresentado pelo cliente. Todo êxito depende de como esse projeto foi concebido e como ele foi conduzido. E a batuta dessa orquestra está nas mãos do profissional de novos negócios: se ele não se envolver até o último fio de cabelo nessa empreitada, a probabilidade de desarmonia é certa e, com isso, o resultado fica comprometido.

Não há espaço no mercado para resultados negativos, em qualquer segmento. Especificamente na publicidade, há fatores que agravam ainda mais esse quadro: a globalização, as fusões e a queda dos investimentos.

O profissional de novos negócios tem um perfil muito diferenciado. Não tenho dúvidas de que um executivo assim não se forma em nenhuma escola. Não há um tempo determinado para sua formação e, certamente, ele agrega valores que jamais poderão ser estimados em seu currículo. São os novos modelos de inteligência de negócios que começam a ser testados para ajudar a garantir a sobrevivência da profissão e do próprio cargo. E, por que não dizer, garantir o crescimento sustentado das agências?

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