Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comEsta é uma questão vital nos dias de hoje, dada a situação de crise, em que o desemprego é um dos fatores mais críticos. Quando as oportunidades são poucas é fundamental que as pessoas estejam preparadas, seja para manter-se em alta em seus empregos ou para encontrar as raras oportunidades no mercado de trabalho.
O importante é ter consciência que somos um produto que tem marca, nosso nome. Pensando dessa forma, direcionamo-nos para o que chamam de marketing pessoal. Algumas vezes mal interpretado, mas esta é uma oportunidade para se esclarecer que de forma alguma marketing pessoal é inadequado. Ele é praticado por todas as pessoas de forma natural. Quando o jovem está interessado em uma garota e procura impressioná-la com seus gostos, conhecimento, aparência, charme etc., ele está, na prática, vendendo seu produto e marca, ele próprio. Isto ocorre no nosso dia-a-dia, com a esposa, o filho, o subordinado e principalmente com o chefe. Toda vez que você procura argumentar a favor de suas idéias, isto nada mais é do que estar se vendendo, no bom sentido, vendendo suas idéias, que nada mais são que o resultado do produto que você é.
Esse é um marketing pessoal inconsciente, podemos dizer. Todavia, ele deve ser praticado cada vez mais de forma planejada, estruturada. O que isso quer dizer? Se todo produto tem um planejamento estratégico, por que você não pode estabelecer o seu? O que significa responder a várias questões importantes, tais como: No que eu sou bom? Quais são minhas expectativas? Onde quero chegar daqui a 3, 5, 10 anos?
Isto estabelecido, parte-se para a definição das estratégias necessárias, como: formação, adquirir experiência e, o mais importante, estabelecimento do famoso "network" - rede de contatos. O marketing pessoal só é danoso quando, por falta de bom senso, o indivíduo passa a exagerar nas ferramentas de posicionamento. O que também falha no mundo dos produtos comerciais. Ou seja, não se deve cair no ridículo, tem-se que planejar muito bem a comunicação pessoal, interpessoal. Não se deve passar despercebido dentro e fora do ambiente empresarial, mas também não ser um holofote, postura que pode representar um grande risco. O importante é que cada um consiga mostrar a que veio e o que tem feito de relevante. Tudo isso com humildade e discrição. E isso é o grande segredo - esse equilíbrio de estar presente, mas sem ostentação dos grandes feitos.
O tratar bem todas as pessoas dentro da organização é um grande passo, saber se relacionar: do porteiro ao presidente. Outro fator importante é ser consistente, ter personalidade. O profissional que fica pendendo como folha de bananeira não tem credibilidade. É preciso saber se posicionar. Claro que isto implica ter uma grande dose de flexibilidade também. Mas há uma diferença muito grande em falta de personalidade (posicionamento) e ser flexível. A flexibilidade significa bom senso, adaptação às situações emergenciais do dia-a-dia.
Muitas vezes aquilo que se fez durante décadas como uma prática administrativa deixa de ser eficiente e deve ser mudado. Daí a importância da visão mutável do ambiente para se acompanhar as tendências e com isso obter melhores resultados para a organização.
Marketing pessoal é importante e deve ser praticado com sabedoria. Resultará em benefícios para o profissional como também para a organização, uma vez que ela estará exibindo em seu portfolio de executivos um produto/marca, nome de sucesso.
almeida.ione@terra.com.brIone Almeida é professora de marketing de relacionamento, CRM e pesquisa do MBA da ESPM e consultora de marketing