Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.com Uma nova pesquisa da Reuters conduzida pela Ipsos em 23 países (representando 75% do PIB mundial) e divulgada neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, indica que três quartos (74%) dos adultos entrevistados não concordam com a afirmação de que “o lugar de uma mulher é em casa”. Os demais 26% dos entrevistados, que totalizaram mais de 24 mil cidadãos (mais de mil por país), concordam com essa afirmação.
Para responder à pergunta que dá corpo ao título as mulheres não precisam, nos dias de hoje, se descabelar na corrida por um pretinho ou branquinho básico (de acordo com a preferência, valendo ainda todo tido de colorido e estampado que caiba ao esteriótipo para compreensão). Não pela obviedade de toda e qualquer mulher estar apta a pensar pelada – neste caso, mais confortável, claro, en privé – mas, brincadeiras sobre tapetes vermelhos à parte, porque nós não precisamos mais, de forma alguma, ao meditarmos nas respostas possíves para à pergunta formulada, associarmos a elas nossa condição social.
Virou um vale tudo, isto é, quem fica em casa, mesmo que não tenha de fazer nada, é melhor que saiba fazer de tudo um pouco; quem não fica e tem de ir pra rua, por necessidade ou vontade, melhor também que saiba o que está deixando de fazer para que outra o faça em seu lugar, bem como o que está abraçando fora de casa pelo seu próprio bem e até de uma família inteira. Mais "delirante", porém, não é saber quais são as emoções e as razões que sustentam os motivos pelos quais xis por cento acham que nos caem bem melhor o lar, enquanto outros xis por cento preferem nos ver em qualquer outro lugar, fazendo sei lá o que e por que, sem que saibamos se é melhor ir (ou ficar) de tailler, minissaia, jeans ou chacretes´paetês que é pra confundir sem explicar, que é pra ir pro futuro só depois do presente estrangular o passado?
"Alô, alô, Terezinha, na hora dessa pesquisa, você também tava na linha?". O Chacrinha mandou perguntar, mas foi na ficção, pois, segundo a Reuters/Ipsos, os dados abaixo foram copilados, na realidade, a partir da opinião manifestada por 24.000 cidadãos!
As nações onde os entrevistados estão mais inclinados a discordar que “o lugar de uma mulher é em casa” são Argentina (9%), França (9%), México (9%), Suécia (10%) e Brasil (10%).
Os países onde as pessoas estão mais inclinadas a concordar com essa afirmação são Índia (54%), Turquia (52%), Japão (48%), China (34%), Rússia (34%), Hungria (34%) e Coreia do Sul (33%).
A lista abaixo começa com os países onde os cidadãos estão mais inclinados a concordar que “o lugar de uma mulher é em casa”.
País Concordam Discordam
Índia 54% 46%
Turquia 52% 48%
Japão 48% 52%
China 34% 66%
Rússia 34% 66%
Hungria 34% 66%
Coreia do Sul 33% 67%
Rep.Tcheca 28% 72%
Austrália 25% 75%
EUA 25% 75%
Grã-Bretanha 22% 78%
Holanda 20% 80%
Canadá 20% 80%
Itália 19% 81%
Polônia 18% 82%
Bélgica 16% 84%
Alemanha 14% 86%
Espanha 12% 88%
Brasil 10% 90%
Suécia 10% 90%
México 09% 91%
França 09% 91%
Argentina 09% 91%
Para ter acesso à pesquisa da Reuters/Ipsos na íntegra, acesse (em inglês) www.ipsos-na.com/news/reuters/.
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