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03/09/2008 10:45

"Santinhos" e cadernos rendem pouco para indústria gráfica no primeiro semestre

Patricia Botas

A 22ª edição da Escolar Paper Brasil poderia ser considerada o paraíso das crianças e adolescentes devido ao número de mochilas, cadernos, canetas e outros acessórios, decorados com os personagens da moda como Pucca, Polly Pocket, NX Zero e outros, mas, de motivo infantil neste ambiente, só os personagens. A feira atrai, a partir desta terça-feira, 2 de setembro, no pavilhão de exposições do Anhembi, em São Paulo, empresários do ramo de papelaria para fazer negócio com fabricantes e distribuidores. Patrocinadora da feira, a Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica) aproveitou o dia da abertura do evento para divulgar as cifras do setor relativos ao primeiro semestre de 2008.

Apesar dos R$ 400 milhões arrecadados em itens destinados às próximas eleições, o desempenho do semestre foi oscilante. “2008 começou mal, com crescimento negativo. No fim do período houve uma recuperação e conseguimos fechar a primeira parte do ano com um crescimento de 2%”, avalia Alfried Plöger, presidente nacional da Abigraf.

O valor arrecadado em período eleitoral já foi maior. “A lei federal que restringe brindes nos prejudicou, além do fato da lei Cidade Limpa, em São Paulo, proibir outdoors, banners e pôsteres. O interesse do empresariado em investir em campanhas também diminuiu nos últimos anos”, salienta Plögel. “A maior parte da panfletagem está acontecendo em colégios eleitorais menores, principalmente no interior, feito por gráficas de pequeno é médio porte”, completa Fábio Mortara, presidente da Abigraf regional de São Paulo.

O setor de embalagens é a maior fonte para o mercado gráfico. Segundo Plöger, “ele representa 44% do trabalho gráfico; depois das mudanças na classificação de produtos feitas pelo IBGE, que mostrou os números com mais clareza, as embalagens ultrapassaram os livros, que hoje ocupam o segundo lugar com 33%”.

A indústria gráfica, principalmente a área de cadernos, sofre com a concorrência quando o assunto é importação. “É complicado concorrer com fabricados na China, sem nenhuma preocupação com qualidade e buscando apenas o baixo custo. Além disso, o México tem grande facilidade de exportar para os Estados Unidos, um mercado importante, pela facilidade de transporte. Exportar é quase uma necessidade para a indústria de cadernos, pois haveria demanda para o ano inteiro”, analisa Ivan Duckur Bignard, coordenador do GE-cad, grupo empresarial de cadernos da Abigraf.

A associação acaba de desenvolver uma premiação, que deve levar o nome de Orlando Vilas Boas e destacar iniciativas de responsabilidade socioambiental desenvolvidas por empresas gráficas anualmente. “Vamos fazer uma grande campanha para divulgar o prêmio, com anúncios em revistas, além de panfletos e o bom e velho boca-a-boca”, avisa Plöger.

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Mudança na liderançaO setor de embalagens é a maior fonte para o mercado gráfico. Segundo Plöger, “ele representa 44% do trabalho gráfico; depois das mudanças na classificação de produtos feitas pelo IBGE, que mostrou os números com mais clareza, as embalagens ultrapassaram os livros, que hoje ocupam o segundo lugar com 33%”.

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