Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comOutsider consciente, Nizan Guanaes está na moda. Não como celebridade requisitada para baladas. Nem como modelo de passarela. Ele agora está na indústria da moda como empreendedor, abrindo mais um campo de atuação para algumas das 14 empresas que pertencem, atualmente, ao Grupo ABC, o qual lidera como sócio ao lado de Armínio Fraga e Kátia Almeida Braga. Na verdade, no sentido metafórico, Nizan Guanaes está na moda desde que deu início à sua carreira como publicitário em razão de seu excelente desempenho como profissional e empresário. Mais recentemente, porém, em decorrência da ascensão paulatina do Grupo ABC, já na lista dos 30 maiores de comunicação do mundo, e do título de Empreendedor do Ano recebido da Ernest & Young, Nizan Guanaes inventou mais uma moda: deixar de ser outsider em setores da economia na qual vislumbra a possibilidade de bons negócios para o Brasil, isto é, virou moda o País contar com os esforços do empresário Nizan Guanaes como garoto-propaganda do potencial de desenvolvimento da nossa nação. É por isso que vem aí o Rio Summer 2008, recebendo R$ 10 milhões de investimentos iniciais para transformar a capital carioca, entre 5 e 8 de novembro próximo, num glamouroso cenário para fomento de negócios nacionais e internacionais no universo da moda praia e de verão.
Cinco patrocinadores vão se responsabilizar pelo investimento master que será consumido pelo evento. Um deles, como anunciou Guanaes nesta quarta-feira, é a marca Citroën. Outros quatro serão revelados individualmente, seguindo um cronograma definido pelo próprio publicitário com o propósito de aumentar o retorno do patrocínio adquirido por cada uma dessas empresas na realização do Rio Summer. “Esse negócio de dar ‘mosquinha’ para o patrocinador em anúncios dos eventos não existe. Isso é um absurdo. Quero que os patrocinadores do Rio Summer tenham a exposição que de fato merecem na mídia, tanto na comunicação publicitária como na imprensa. Este é o motivo pelo qual revelarei um por um os nomes dos patrocinadores e das suas marcas”, explicita.
Os apoios do governador Sérgio Cabral e do prefeito César Maia são fundamentais para que o Rio Summer faça jus ao espaço aberto pelos profissionais da indústria da moda em suas agendas para acompanhar as atividades programadas, entre elas, muitos desfiles e festas, já com participação garantida das marcas: Adriana Degreas, Blue Man, Carlos Miele, Cia. Marítima, Cris Barros, 284, Iodice, Isabela Capeto, Jo de Mer, Lenny, Osklen, Patrícia Viera, Raia de Goeye, Rosa Chá, Salinas, Totem e Trya.
Caetano Veloso abre o evento na piscina do Hotel Fasano, em Ipanema, estimulando os convidados a saborearem não apenas o talento musical da nossa terra, mas também nossas qualidades como designers, intelectuais e cientistas (a programação prevê fóruns sobre temas socioambientais), estrategistas, fabricantes, festeiros... enfim, como lista Nizan Guanaes, o talento de ser brasileiro, estando inclusas na engenhosidade dessa aptidão natural as curvas das mulatas. “As bundas das mulatas estão em todas as fontes de inspiração de Oscar Niemeyer”, chacoalha, com pertinência, o baiano vencedor.
Na ficha técnica do Rio Summer não faltam personalidades de tarimba: Carlos de Souza, ex-braço direito de Valentino; o inglês Robert Forrest, cujo portfolio de clientes engloba marcas como Armani, Ungaro, Calvin Klein, Elizabeth Hurley e Geanbatista Valli; Donata Meirelles, head buyer de marcas importadas da Daslu; a estilista Lenny Niemeyer; entre outros.
Do lado pesado do negócio está o pilar eguido pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, ávida para presenciar a intensificação da comercialização do setor, em âmbito nacional e internacional, seja em volume de peças, seja em faturamento – estima-se que tenham sido produzidas 83 milhões de peças do segmento moda-praia e verão em 2007 no Brasil, 9% para exportação.
O sucesso do Rio Summer de ano para a ano pode aumentar as exportações brasileiras? “Não é esta a preocupação principal neste momento. A indústria da moda no Brasil ainda precisa aprender a trabalhar com coesão para alcançar o sucesso que sempre mereceu. Precisamos, num fórum de discussões e negócios como o Rio Summer, atentar para todos os detalhes que devem ser preservados, aprimorados ou extintos em prol da evolução do setor, olhando tanto para as relações entre as empresas, os consumidores, os mercados regionais, internacionais, como para questões que envolvem autoridades governamentais, visando o desentrave de circunstâncias desfavoráveis. A moda brasileira deve evocar ícones do País. O Rio de Janeiro é um ícone. O objetivo não é somente promover as peças de roupa em si, mas também o lifestyle carioca. É assim que vamos atrair investidores e compradores para o Rio”, responde Nizan Guanaes.
A belíssima logomarca do evento foi criada pelo designer Ucho Carvalho, da N/Idéias, empresa do Grupo ABC que está encabeçando o projeto, tendo Fernanda Abdalla na área de RP e Flávia Fanjéres no planejamento e estratégia de branding.
Agência de propaganda? “Sou eu mesmo”, retorque rapidamente Nizan Guanaes, puxando para si o encargo do desenvolvimento conceitual da comunicação publicitária que deve começar a promover o Rio Summer 2008 em breve. Promoção que, naturalmente, tem de ter início além das nossas fronteiras e que, segundo o presidente do Grupo ABC, terá pontos altos, como uma coletiva de imprensa em New York e duas big festas, uma em Miami e outra em Paris, esta última em seu próprio apartamento na Cidade Luz.
Entretanto, quem estiver imaginando que, quando fala em festa, Nizan Guanaes está manifestando o desejo de gastar seu dinheiro (e o dos patrocinadores) em champagne para divertir convidados charmosos, pode ir tirando o “cavalinho da chuva”. “No Rio Summer não vai ter espaço para a indústria da celebridade barata. Estarão entre os convidados do evento para promover as marcas aqueles profissionais que de fato agreguem valor ao desenvolvimento do setor. Nem quero falar, neste momento, em nomes de celebridades. Se aquele vem, se aquela outra não vem, isso não importa agora. Como todos sabem, o mal se faz de uma vez só, enquanto o bem vai sendo feito aos poucos. Ou seja. Na hora certa, voltamos a falar sobre top models e celebridades, pois meu propósito, nesta etapa, é garantir a credibilidade e a execução do evento de modo que sua realização beneficie toda a cadeia produtiva do Rio – hotéis, taxistas, restaurantes, comércio etc. – e, lógico, a indústria da moda brasileira.”
Indústria da celebridade barata está fora“No Rio Summer não vai ter espaço para a indústria da celebridade barata. Estarão entre os convidados do evento para promover as marcas aqueles profissionais que de fato agreguem valor ao desenvolvimento do setor. Nem quero falar, neste momento, em nomes de celebridades. Se aquele vem, se aquela outra não vem, isso não importa agora. Como todos sabem, o mal se faz de uma vez só, enquanto o bem vai sendo feito aos poucos. Ou seja. Na hora certa, voltamos a falar sobre top models e celebridades, pois meu propósito, nesta etapa, é garantir a credibilidade e a execução do evento de modo que sua realização beneficie toda a cadeia produtiva do Rio – hotéis, taxistas, restaurantes, comércio etc. – e, lógico, a indústria da moda brasileira”, declara o presidente do Grupo ABC, Nizan Guanaes.