Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comA comunicação é uma arte realizada desde a existência humana, na forma de pinturas, mímicas, símbolos e progredindo para a palavra escrita. A comunicação passou a ser estudada por teóricos e deixou de aplicar somente o modelo de emissão e recepção para integrar novos participantes, como mensagem, canal e código.
Hoje, ela é utilizada como estratégia para estabelecer uma imagem corporativa positiva. Nos últimos anos, percebeu-se que a comunicação reagia às reclamações dos consumidores com programas específicos de atendimento, aos desejos confessos ou ainda latentes dos clientes criando novos desejos com a publicidade e, inclusive, ao esgotamento das necessidades de produtos por parte do consumidor com marcas que garantam a felicidade, sucesso e status.
Uma das preocupações manifestadas das organizações está na transmissão de uma imagem positiva para a mídia e a sociedade. A imprensa tem o papel de informar e formar a opinião pública. No Brasil, a imprensa tem o poder de ser o retrato condensado do mundo, seja em veículos no formato impresso, televisivo, via web ou rádio.
A comunicação organizacional figura hoje como um dos mais importantes meios para aperfeiçoar a gestão da informação com os mais diferentes públicos. Para a organização sobreviver no ambiente competitivo, que exige um relacionamento diferenciado com a mídia e um planejamento de suas ações, ela precisa buscar um domínio da gestão integrada e das estratégias corporativas.
Nos últimos dez anos, percebemos que a mídia se segmentou e os números de veículos de comunicação estão cada vez mais direcionados para seu público-alvo. Segundo Armando Medeiros de Farias, no livro Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia, “diante das transformações estruturais da mídia, a fragmentação das audiências conduz ao impasse: qual mídia escolher para atingir públicos cada vez mais pulverizados?”.
Muitos veículos deixam de realizar a comunicação em massa para otimizar suas verbas, ou seja, ao invés de investir milhões em campanhas que atinjam um grande público, do qual apenas um pedaço efetivamente faz parte do target da empresa, investe-se menos, mas no público correto. Se tudo for bem feito, os resultados finais superam as expectativas, com a vantagem de originar economia no investimento.
E um nicho de mercado que vem se tornando foco é o público universitário. Esse segmento passa por uma grande transformação e está virando o novo alvo das empresas. Cada vez mais são desenvolvidos benefícios para esse setor como descontos e facilidades que vão ao encontro de seu estilo de vida. Porém, percebe-se ainda uma grande carência de mídias segmentadas para o universitário, quando comparada ao que já existe para outros nichos. O que é normal, uma vez que estamos em um momento de transição com esse segmento.
Esse público é muito mais que um mero telespectador. Ele é interativo e ativo, seja através da TV, celular, iPod, rádio, web etc... E mais exigente no conteúdo e nas novidades.
Proponho neste artigo ilustrar que somente com essa demanda – que já acontece – é possível criar novidades em comunicação para os universitários. Então, como atingir esse setor?
Segundo Hamish McLennan, presidente mundial da Young & Rubicam, “devido ao uso intensivo da internet, ao público se afastando das mídias convencionais, aos jovens se comunicando por celulares e serviços de mensagens rápidas, em cinco anos o cenário de mídia estará irremediavelmente alterado”.
Conquistar consumidores de notícia do público jovem é um dos maiores desafios da mídia. Os jornais vêm aumentando significativamente sua presença on-line, como uma forma de chegar mais perto dos jovens. Os noticiários das redes e emissoras locais de televisão também respondem a essa demanda, mas não com a intensidade que deve ser feita.
O perfil do público jovem não é homogêneo. Ele apresenta características diferentes, e nem sempre essa diversidade está clara nas páginas dos jornais e revistas. Muitas vezes, ele procura por interatividade, sendo contra a passividade.
O comportamento dos jovens é, em grande parte, determinado pelo grupo ao qual pertence. Além disso, eles esperam que as marcas cumpram suas promessas. Já não aceitam tão facilmente o endosso de celebridades e apresentam baixa fidelidade a marcas.
Para a internet, os portais estão inserindo hiperlinks, quizz, blogs, chats e outros meios para atrair a atenção desse público. Na televisão, os veículos procuram direcionar programas para essa faixa, com produtos e marcas que se identificam com os jovens. Já as revistas e os jornais tentam capturar a atenção por meio de cadernos especializados.
Mas isso não basta. As mídias que conversam com esse público ainda são abrangentes, pois alcançam o interesse da família também.
O grande desafio hoje é identificar as necessidades e despertar a atenção desse público, por meio de uma comunicação cada vez mais segmentada. É preciso criar mecanismos de personalização. É justamente nesse ponto que entra o trabalho dos publicitários e agências. Sabemos que há um nicho, com grande potencial, mas é preciso desenvolvê-lo e contar com o apoio das marcas que desejam chegar a esse público. Além disso, esse universitário, que hoje já tem um perfil otimista de consumo, será um potencial ainda maior para adquirir seu produto, futuramente. Basta buscar ações que trabalhem na sua fidelização desde já. Mãos à obra.
Mauro Lissoni (maurolissoni@mundouniversitario.com.br) é diretor de mídias da Mundo Universitário, agência de publicidade, promoções e eventos com foco em ações direcionadas exclusivamente ao público universitário.
Mauro LissoniEle (maurolissoni@mundouniversitario.com.br) é diretor de mídias da Mundo Universitário, agência de publicidade, promoções e eventos com foco em ações direcionadas exclusivamente ao público universitário.