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Marketing

01/08/2006 15:10

Ranking da Interbrand destaca Coca-Cola e Google

Rafael Sampaio

Saiu o já tradicional ranking da Interbrand sobre as 100 Marcas Mais Valiosas do Mundo. Uma das principais consultorias internacionais de avaliação de marcas, pela sexta vez a Interbrand uniu-se à BusinessWeek para publicar essa esperada lista, que identifica as 100 marcas globais de maior força competitiva no mercado.

Com um valor de US$ 67 bilhões, a Coca-Cola continua sendo a marca mais valiosa do mercado mundial, liderando o bloco das 5 líderes, que permaneceram as mesmas no topo do ranking da Interbrand: Microsoft em segunda posição (com valor de US$ 56,9 bilhões), IBM em terceira (US$56,2 bilhões), GE em quarta (US$ 48,9 bilhões) e Intel em quinta posição (valor de US$ 32,3 bilhões).

Após Intel, continuam entre as 10 maiores marcas Nokia, Toyota, Disney e McDonald´s, sendo que Mercedes-Benz passa a integrar o bloco das 10 mais – entrando no lugar de Marlboro, que desceu para a 12ª posição no ranking.

O outro grande destaque, além da líder Coca-Cola, vai para a marca com maior valorização de um ano para outro: Google (posição 24), que teve um aumento de 46% em seu valor de mercado. O crescimento do comércio pela internet como um todo consolidou a prática de compra e venda de produtos on-line, possibilitando também a evolução de 18% no valor de eBay (posição 48).

O segundo maior crescimento em valorização de marca, com aumento de 20%, foi da Starbucks (posição 91), que atingiu sucesso através de um serviço fast food de qualidade, levando a oferta dos produtos com sua marca também para o mundo da música e das publicações.

As maiores quedas aconteceram devido ao crescimento do varejo de massa, que reduziu a participação de mercado de tradicionais marcas de vestuário como Gap (posição 52), que registrou uma perda de valor de 22%.

A Ford (posição 30) continua perdendo dinheiro a cada veículo vendido, com a conseqüente queda do valor de marca ano após ano. A redução, em 2006, foi de 16%, mostrando que a tradição da Ford nos Estados Unidos é um atributo insuficiente para deter a crescente concorrência das montadoras japonesas e alemãs.

Com uma queda de 12% este ano, a Kodak (posição 70), apesar dos esforços feitos para acompanhar o mundo digital, viu-se diante da alta concorrência e pouca lucratividade deste nicho em comparação com seu negócio de filmes.

Os exemplos das reviravoltas positivas ficam com a Nokia e Motorola. Após seguidas quedas entre 2000 e 2004, a Nokia (posição 6) recuperou a índice de liderança no setor de telecomunicações móveis, com crescimento tanto no mercado high-end quanto low-end.

Na mesma linha, a Motorola (posição 69) travou uma luta histórica no mercado high-end até a chegada do Razr – um produto que, nos últimos anos, tem ajudado a marca a manter-se no segundo lugar na categoria.

Segundo o CEO da Interbrand, Jez Frampton, “na maioria dos casos, as empresas que se sobressaíram no ranking são aquelas que administram seus negócios de forma proativa, analisando-os pela ótica da marca. Elas reconheceram que suas marcas devem constituir o princípio organizador central, dado o extraordinário valor que representam”.

O valor da marcas foi determinado pelo método pioneiro desenvolvido pela Interbrand há 20 anos e que, deste então, já avaliou mais de quatro mil marcas. O valor da marca é calculado como o valor presente líquido do lucro que a marca gerou no período de 1 de julho de 2005 a 30 de junho de 2006. São analisadas as marcas cujo valor mínimo é de US$ 2,7 bilhões, que alcançam um terço de seu lucro fora de seu país de origem, que têm dados de marketing e financeiros disponíveis a observadores externos e um amplo perfil público fora de sua base de clientes diretos.

“Os resultados do ranking deste ano indicam claramente que se as proprietárias das marcas não as gerenciarem de forma ideal – positiva e proativamente – o mercado poderá posicioná-las de uma maneira não adequada, deixando-os em situação vulnerável”, esclarece o diretor geral da Interbrand no Brasil, Alejandro Pinedo.

“Aqueles que reverteram seu desempenho, ou que subiram de posição no ranking em geral, adotaram estratégias específicas para alavancar e elevar o valor de suas marcas”, conclui Pinedo.

A íntegra do ranking está disponível abaixo e também on–line nos endereços www.interbrand.com e www.businessweek.com.



 

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Liderança contínuaA marca Microsof é apontada na segunda posição, com valor de US$ 56,9 bilhões, seguida por IBM (US$ 56,2 bilhões), GE (US$ 48,9 bilhões) e Intel )US$ 32,3 bilhões).

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