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Marketing

03/08/2005 12:04

Quem tem boca vai a Roma

Mel Mansur

A melhor propaganda é o boca-a-boca. Não é de hoje que esse conceito é reconhecido e tem a concordância da ampla maioria dos empresários que desejam consolidar suas marcas e, principalmente, pelo próprio público consumidor. No entanto, só agora ele começa a ser analisado devidamente como uma real estratégia de marketing que, se bem trabalhada, pode não só gerar bons lucros como uma consolidação de marca muito mais duradoura.

Intitulada buzz marketing, a concepção vem sendo procedida à análise por profissionais do mundo todo, tendo gerado cerca de 2.000 títulos no mercado editorial apenas nos últimos cinco anos. Devido à curiosidade em relação ao assunto e à necessidade de encontrar estratégias de vendas que fujam do lugar-comum, o consultor francês George Chetochine, um dos mestres na área, tem realizado visitas a diversos países com o objetivo de apresentar suas constatações. Desta vez, o lugar escolhido foi o Brasil.

Chetochine realizou palestra a profissionais e estudantes, nesta terça-feira, dia 2 de agosto, no Teatro Faap (Fundação Armando Álvares Penteado), em São Paulo, para explicar do que se trata o conceito.

O ex-professor e diretor da Universidade de Paris IX Dauphine esclareceu a razão de suas convicções em buzz marketing, provando, por meio de bons exemplos, o poder de fidelização de clientes gerado pela propaganda boca a boca. Um dos casos apresentados foi o da marca de roupas Zara, que, ao utilizar estratégias de buzz marketing entre seus clientes, conseguiu consolidar-se perante o público feminino como uma grife que vende moda por preços acessíveis à classe média.

“Estamos vivendo uma fase que começou em 1960, cuja filosofia é bombardear o consumidor com propaganda o tempo todo, na rua, no trabalho, até no banheiro. A propaganda invade a privacidade dos consumidores procurando destacar os diferenciais dos produtos que objetiva vender, no entanto, o fluxo das mensagens é tão intenso que o público não confia mais. A propaganda está perdendo sua credibilidade. Por isso, a idéia do buzz marketing é: em vez de falar com os consumidores, ajudar os consumidores a falar entre si. As empresas precisam inocular suas idéias como uma epidemia para ajudar o público consumidor a fazer o marketing para elas”, contextualiza Chetochine.

A idéia parece simples, mas as estratégias para aplicá-la são bastante complexas. Por isso, o consultor destaca que os profissionais interessados no buzz marketing devem dedicar-se exclusivamente a ele, estudando todas as possibilidades para desempenhá-lo. Quem sabe, diante de tantas operações clichês, esta não seja uma boa saída.

Quem desejar conhecer melhor o assunto, pode consultar o site de Chetochine (www.chetochine.com.br) ou, ainda, alguns de seus livros, entre eles, A derrota das marcas. Como evitá-la? e Marketing Estratégico da Distribuição.

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Poder de fidelizaçãoO ex-professor e diretor da Universidade de Paris IX Dauphine esclareceu a razão de suas convicções em buzz marketing, provando, por meio de bons exemplos, o poder de fidelização de clientes gerado pela propaganda boca a boca.

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