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19/02/2015 22:26NÃO SE FAZ MAIS SUPERMERCADO COMO ANTIGAMENTE?Entrando numa fila de check out do supermercado, na qual havia somente um cliente já em atendimento, pergunto à senhora que opera o caixa: “Você está aberta?” Dependendo do horário, os caixas fecham e abrem, em São Paulo, para contabilizar a “féria” e repassá-la à gerência. Pode estar na hora do transporte bancário ser feito para encerrar parte do movimento do dia, entende? Se você dorme na fila, tem de começar tudo de novo no caixa ao lado, sem reclamar, por isso, na pressa, estou sempre alerta. A senhora responde algo, na sequência, mas infelizmente, não escuto. Digo isso a ela: “Desculpe, não ouvi sua resposta”. Ela retruca, meio enfezada: “O que você me perguntou?” Eu respondo com calma e clareza: “Perguntei se você está aberta?”. Recebo, então, um torpedaçooo, absolutamente certeiro: “Eu não estou aberta, não senhora. Mas o caixa que estou operando está sim”. UAU... Reconheço minha gafe de imediato e, com rapidez, peço desculpas com mais gentileza e clareza ainda: “Sim, desculpe. Sinto muito. Você tem toda razão. Eu me expressei muito mal, porém, sem intenção alguma de fazer gracejos. Gostaria apenas de saber se o caixa está aberto e se posso pagar pelas minhas compras aqui”. Ela aceitou minhas desculpas, ainda bem, e, creio, o senhor que estava deixando o caixa, na minha frente, não ouviu esse diálogo “picante”, digamos – ou preferiu fingir que não ouviu nada. Não conversamos, em seguida, sobre nenhum outro tema relevante sobre o panorama nacional, contudo, ela me atendeu com correção, presteza e delicadeza, verdade tem de ser dita.

SE ALGUÉM JÁ DISSE QUE GOVERNAR É ABRIR ESTRADAS, QUE MAL HÁ EM METER UMA FAIXA DE BICICLETA PRA AMBULÂNCIA PASSAR?
Agora, senhores e senhoras, cidadãos e cidadãs, brasileiros e brasileiras, norte-americanos e norte-americanas (vivem aqui dentro, escondidinhos, para não atrapalhar, claro, junto com um monte de crianças curiosas), desde quando essa coisa de “aberto” e “fechado” passou a ser discutida em check out de supermercado sem dizer respeito ao caixa, onde, até semana passada, aos vencedores, as batatas bem embaladas por um preço justo eram realmente o que importava?
Digam-me, poderia eu estar falando, ali, bem atrás do meu carrinho de compras, enquanto meu filho me aguardava no carro estacionado em frente ao estabelecimento, com sua catapora recém-adquirida, de abertura política, talvez? Ou das opiniões dos trabalhadores sobre o fechamento do Congresso Nacional? Ou das expectativas sobre as torneiras secas das reservas da Cantareira? Não havendo, inclusive, entre mim e a senhora, uma cartilha aberta para que debatêssemos os graus de linguagem e compreensão de texto de acordo com os programas didáticos estabelecidos para os Ensinos Infantil, Fundamental e Médio no Brasil, falaria eu, naquele momento, da abertura ou fechamento de ideias nacionalistas, do tipo que fizeram com que Monteiro Lobato escrevesse confirmando a tese de Washington Luís de que “governar é abrir estradas?”
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10/02/2015 01:31ÁGUA: A MORTE ANUNCIADA E IGNORADA PELAS AUTORIDADESO livro A última gota é um verdadeiro tratado de como a água foi tratada com descaso e de como os especialistas foram ignorados pelas nossas autoridades. José Serra e o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, por exemplo, foram alertados e são alvos de investigação do Ministério Público. E qual o papel da Agência Nacional de Águas no cuidado com os nossos recursos naturais?
SE TUDO PASSA, TUDO PASSARÁ? SE NADA FICA, NADA FICARÁ? SE O FILHO DO HOMEM SECOU NUMA CRUZ, TODO HOMEM TAMBÉM SECARÁ? SE UMA TEMPESTADE O FEZ RENASCER, TODA TEMPESTADE NOS RENASCERÁ? SE O AMOR IMPEDIU A ALMA DO FILHO DO HOMEM DE MORRER, TODO AMOR NOS VIVIFICARÁ OU O AMOR QUE O VIVIFICOU NOSSAS ALMAS POR ELE QUEIMARÁ? BEM VINDOS AO PLANETA ONDE OS BEM-AVENTURADOS SÃO OS POBRES DE ESPÍRITO QUE CHORAM E SOFREM, MAS, ATÉ A ÚLTIMA GOTA DE SUAS LÁGRIMAS, ESPERAM SER CONSOLADOS

Quem passava pelos gigantes reservatórios de água e pelos sistemas de abastecimento, como o da Cantareira, sempre imaginou que seria impossível acabar com aquela imensa quantidade de água. Mas não só a Cantareira secou, como vários outros também foram pelo ralo da incompetência administrativa. Metas não cumpridas, empresas contratadas sem a qualidade necessária, investimentos sem objetivos claros e uma série de erros com conivência dos políticos. A jornalista Vanessa Barbosa entrevistou e ouviu vários especialistas e constatou o quanto poderíamos ter feito para prevenir a crise hídrica. O resultado de anos de pesquisas está na obra A última gota (Editora Planeta). Mas a culpa não é da falta de chuva? Não, não é. E isso vem sendo afirmado e provado ao longo das últimas décadas. Diversos problemas são apontados para a atual crise. A falta de chuva não seria um problema se as autoridades tivessem levado em conta os avisos dos ambientalistas e estudiosos. Não levaram e agora culpam a natureza enquanto a população olha para o céu na esperança de que bons temporais nos salvem.
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