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10/02/2015 01:31ÁGUA: A MORTE ANUNCIADA E IGNORADA PELAS AUTORIDADESO livro A última gota é um verdadeiro tratado de como a água foi tratada com descaso e de como os especialistas foram ignorados pelas nossas autoridades. José Serra e o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, por exemplo, foram alertados e são alvos de investigação do Ministério Público. E qual o papel da Agência Nacional de Águas no cuidado com os nossos recursos naturais?
SE TUDO PASSA, TUDO PASSARÁ? SE NADA FICA, NADA FICARÁ? SE O FILHO DO HOMEM SECOU NUMA CRUZ, TODO HOMEM TAMBÉM SECARÁ? SE UMA TEMPESTADE O FEZ RENASCER, TODA TEMPESTADE NOS RENASCERÁ? SE O AMOR IMPEDIU A ALMA DO FILHO DO HOMEM DE MORRER, TODO AMOR NOS VIVIFICARÁ OU O AMOR QUE O VIVIFICOU NOSSAS ALMAS POR ELE QUEIMARÁ? BEM VINDOS AO PLANETA ONDE OS BEM-AVENTURADOS SÃO OS POBRES DE ESPÍRITO QUE CHORAM E SOFREM, MAS, ATÉ A ÚLTIMA GOTA DE SUAS LÁGRIMAS, ESPERAM SER CONSOLADOS

Quem passava pelos gigantes reservatórios de água e pelos sistemas de abastecimento, como o da Cantareira, sempre imaginou que seria impossível acabar com aquela imensa quantidade de água. Mas não só a Cantareira secou, como vários outros também foram pelo ralo da incompetência administrativa. Metas não cumpridas, empresas contratadas sem a qualidade necessária, investimentos sem objetivos claros e uma série de erros com conivência dos políticos. A jornalista Vanessa Barbosa entrevistou e ouviu vários especialistas e constatou o quanto poderíamos ter feito para prevenir a crise hídrica. O resultado de anos de pesquisas está na obra A última gota (Editora Planeta). Mas a culpa não é da falta de chuva? Não, não é. E isso vem sendo afirmado e provado ao longo das últimas décadas. Diversos problemas são apontados para a atual crise. A falta de chuva não seria um problema se as autoridades tivessem levado em conta os avisos dos ambientalistas e estudiosos. Não levaram e agora culpam a natureza enquanto a população olha para o céu na esperança de que bons temporais nos salvem.
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05/02/2015 17:17POR QUE NIZAN GUANAES ESTARIA EM BUSCA DE UMA “NOVA” CLASSE ALTA SE A “VELHA” MÉDIA CONTINUA DANDO SOPA ATÉ SEM ÁGUA NO BRASIL?O artigo de Nizan, com primeira publicação na RG, depois repicado mundo afora, continua disponível pra quem quiser ler em diversos endereços pela web. Mas antes de ir adiante, quem estiver lendo este texto, reflita sobre como se define a classificação social no Brasil com cuidado, para não misturar alhos com migalhas: quantos aparelhos de TV há na sua casa, quantos banheiros, quantos computadores, quantos celulares, quem já fez curso superior na família (vale à distância), qual o sabor da pizza que você comeu ontem... Exatamente. Pode ser que você realmente pertença à classe A, mesmo que esteja morando num bairro afastado do Jardim América, quer dizer, Europa, ou de Miami, quem dirá de New York. Mais facilzinho ainda é pertencer à classe média hoje em dia. Está quase todo mundo nesse caldeirão, exceto os pobres realmente, aqueles que precisam da sopa dada por não ter o que comer, seja em São Paulo, no Rio, no Norte, no Nordeste, no Sul, enfim, em qualquer lugar do nosso país, inclusive em New York, mesmo com a possibilidade de frequentar os arredores do Central Park.

QUEM NASCE PRA SER TOSTÃO PODE CHEGAR A SER UM PELÉ?
Se chegamos até este segundo parágrafo e o leitor vem acompanhando meu raciocínio, pule comigo ao passado rapidinho – se for muito jovem para este saltinho, vá pesquisar, desculpe, juro que não é nada pessoal.
 Quando Hebe Camargo e Dercy Gonçalves deixaram de pertencer, primeiramente à classe pobre para ingressar na média e, posteriormente, à média para ingressar na classe alta, o que aconteceu de diferente na vida destas duas grandes cidadãs e estrelas brasileiras? Como os aplausos e as críticas impulsionaram suas carreiras e em qual direção, sob quais condições, servindo à mídia brasileira e ao seu público sob qual prisma? Em paralelo, as vidas pessoais de ambas refletiam com a mesma intensidade e sob o mesmo impacto cultural as conquistas da mulher pobre brasileira que ficou rica trabalhando? Tente se lembrar, se a memória lhe permitir, ou jogue no Google, as imagens das duas senhoras e não tenha dúvida alguma de que ambas ficaram ricas com o fruto do próprio trabalho, de acordo com as condições exigidas pelo trabalho de ambas em suas respectivas esferas artísticas e casas contratantes, isto é, nenhuma delas nunca fez nada que não quisesse fazer, assim como as duas sempre fizeram o que quiseram fazer, dado o respeito que tinham como aval conquistado junto ao público.
 Nizan quer uma “nova” classe alta mais parecida com Hebe Camargo, com Dercy Gonçalves ou, preocupado, de fato, com questões socioculturais, ele quer uma classe alta mais parecida com Lyli Marinho e Carmem Mayrink Veiga? Espere um pouquinho: cadê Gisele Bündchen, cadê Xuxa, cadê Luciana Gimenes, cadê Adriane Galisteu, cadê Glória Maria nesta minha listinha? Não estamos falando – nem era sobre o que Nizan dizia, talvez – somente sobre elegância feminina, boa formação, boa informação, boa educação e bom gosto, não é mesmo?

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