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Gravitação

30/10/2012 01:34

COMO PODEMOS MELHORAR A VIDA NAS GRANDES CIDADES?

Terry Bennett | Gerente sênior de engenharia civil da Autodesk – EUA | (GC)

Pela primeira vez na história da humanidade, de acordo com o relatório das Nações Unidas sobre deslocamento demográfico, mais de 50% da população mundial vive nas metrópoles. Historicamente, esse êxodo é compreensível, já que as pessoas migram em busca de melhores oportunidades, empregos, educação e qualidade de vida. Em termos sociais, no entanto, há um grande ônus acarretado por esse processo. Para aqueles que vivem em cidades de países em desenvolvimento o problema fica mais evidente. Sua população é mais vulnerável a riscos de saúde, segurança e questões ambientais. Já em países industrializados, a migração em massa da população urbana para os subúrbios leva a outro fenômeno: o declínio da região central de várias cidades.



A criação de uma nova infra-estrutura para os desafios dessas cidades e assim reverter e revitalizar esses centros urbanos implicaria em investimentos globais de  US$53 trilhões nos próximos 35 anos, como relatado pela OECD (Organization for Economic Cooperation and Development). Embora pareça ser muito dinheiro, este montante só seria suficiente para cobrir despesas para melhorias de infra-estrutura básica, como rodoviárias, ferroviárias, telecomunicações, eletricidade e água.



O desafio, aqui, é pensar além da questão econômica.  É indispensável focar em um  planejamento para antecipar problemas futuros e ao mesmo tempo lidar com as necessidades atuais. Um planejamento adequado se traduz em um design mais integrado e abordagem de entrega de um projeto de construção que, no Reino Unido, de acordo com um estudo do Tesouro de Sua Majestade (HM), resultou em 89% de projetos entregues dentro do prazo, ou com antecedência. Da mesma forma, de acordo com um estudo do CBC  (Conference Board of Canada), esses projetos integrados promoveram ganhos em eficiência de até 61.2% sobre os feitos de forma convencional. No entanto, isso requer olhar para os projetos através de uma lente mais ampla; um olhar para as cidades em sua totalidade, um sistema de sistemas em vez de focar em partes individuais.



Esta tendência para urbanização representa uma oportunidade de aumentar a eficiência energética, reduzir o consumo geral de recursos e reduzir as emissões de CO2 per capita. Por outro lado, ela também representa uma oportunidade de perpetuar padrões insustentáveis de desenvolvimento, causando danos a ecossistemas sensíveis e colocando mais pessoas em risco como resultado das mudanças climáticas, quando o planejamento holístico não é uma prioridade.



Começar hoje a pensar onde as pessoas querem estar em 10 ou 15 anos pode ser o princípio de uma solução. A partir daí, deve-se elaborar os projetos de acordo com as metas propostas coletivamente, em vez de desenvolvê-los de maneira isolada.



Tecnologia em combinação com colaboração social




Todo cidadão tem um conceito de sua cidade perfeita. Embora seja difícil listar os critérios, a possibilidade de visualizar essa cidade perfeita é fundamental, pois muda a forma de executar do projeto. A ideia não é e não pode ser apenas de um indivíduo. Tipos de ferramentas necessárias devem permitir a participação de comunidades inteiras a participarem de colaboração em tempo real.



Se os cidadãos e partes interessadas não têm um entendimento pessoal do que aquilo significa para elas, logo pensam que aquilo não irá lhes impactar e talvez não contribuirão para um objetivo final. Assim, com uma possibilidade remota de interagir com o futuro, as pessoas se distanciam dele por não gostarem de mudanças.

Muitos dos desafios e oportunidades que irão definir as nossas cidades no início do século XXI já podem ser visualizados em 3D, e não como um desenho abstrato no papel. Hoje as tecnologias de projeto podem ajudar a criar uma representação visual de como gostaríamos que essa cidade fosse; lidando com abordagens holísticas no planejamento, projeto e construção. À medida que avançamos e colaboramos como a sociedade para trabalhar para a superação de desafios, devemos entender o que é possível hoje com a tecnologia – o que pode nos ajudar a planejar, visualizar e tirar as melhores idéias para nossas desejadas futuras cidades.
 
Terry Bennett é gerente sênior de engenharia civil da Autodesk nos EUA e trabalha há 30 anos em parceria com empresas na solução de desafios para as cidades.

Artigo encaminhado por Marcio Dal Rio, da HK Strategies.

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Abordagens holísticas no planejamento, no projeto e na construçãoMuitos dos desafios e oportunidades que irão definir as nossas cidades no início do século XXI já podem ser visualizados em 3D, e não como um desenho abstrato no papel. Hoje as tecnologias de projeto podem ajudar a criar uma representação visual de como gostaríamos que essa cidade fosse; lidando com abordagens holísticas no planejamento, no projeto e na construção. À medida que avançamos e colaboramos como a sociedade para trabalhar para a superação de desafios, devemos entender o que é possível hoje com a tecnologia – o que pode nos ajudar a planejar, visualizar e tirar as melhores idéias para nossas desejadas futuras cidades.

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