Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.com– De a A a Z, quem sou eu, Defu?
– Fácil demais. Tu és o povo. Em qualquer língua. Tu tens todas as letras. És o povo.
– Sou o povo ou estou do povo?
– És o povo. Pode ser do povo. Pode estar do povo. Mas não necessariamente. Há mais letras entre o céu e a terra do que supõe tua vã filosofia empobrecida pela falta de reflexão preguiçosa dos tempos contemporâneos. Letras que se mesclam ao abecedário do povo para estar do povo e até ser povo, sendo letra do povo. Mas não o são. São outras letras. Vindas de outros abecedários que, aliás, não se autodenominam assim.
– Ah! Enfim, algo novo para mim. Podias me dizer como se chamam?
– Hahahahahahaha….. Queres que eu te diga, sabichona, qual é a palavra perdida para que nela possa dar tuas mordidas! Acorda, Flor. Sou teu pastor, não teu cozinheiro.
– Uaua… Miau pra mim? Tu és meu condenador, meu crucificador. O que tu queres, pelo que vejo, é que todo mundo carregue essa cruz até o fim. Que mau há em me dizeres a PALAVRA? Tu concordas, sou de A a Z o povo, pelo povo, com o o povo, estando onde estou. E está a fazer um calor… Tu sabias? Em pleno inverno. Somos brancos, vermelhos, negros, amarelos e até verdes, agora, sei lá como se fala, pois andaram mudando legalmente as palavras para explicar as origens das raças que diferem entre si nas aparências, entretanto, na essência, como tu sabes, continuamos todos iguais, muito mais infelizes do que a maioria dos selvagens animais, culpados todos por nossas próprias dores. Dai-me a palavra…
– Se te dou a PALAVRA, Negra, Branca, Amarela, Vermelha, Verde, Rosa, como quiseres, na cor que quiseres ser Flor, tu vais dar um desappear, como fizeram tantos outros, incluindo um dos teus pais, aquele ilustrre Faraó, que a Luz o tenha. Tu não me enganas, Amada. Prefiro-te calada a pronunciar tal palavra.
– Pois talvez não seja pra tanto. Tu sabes que tenho lá uma boa voz também pro canto. De A… desde os tempos dos reis Arthur, como tu bem te recordas..., a Z, até chegar nos ziriguiduns dos anéis das artes, das correntes, das argolas… Ah! Se todo Faraó me ouvisse pelo coração…
– Well, bien sur, no mínimo, tua conta no banco não afundaria com tanta precisão. Vá lá que nisso até concordo eu. Mas, Santa, este é o ano 2012. Tu não cansas?
– Santo Deus, Cristo?! Vamos com isto. Tenho um Menino de Ouro em mãos. Queres que ele vire Luz antes de cruzar o Umbral? Haja paciência, INFINITA, para não explodir minhas perucas usadas para fugir dos sopros dos teus aliados, todos empenhados como soldados a iludir a visão, não a minha, mas a dos outros. Assim acabam todos loucos, já o disse.
– A carta do baralho é um…
– Tem de ser par.
– Well, Flor. Que calor pra cá do Equador. E pra lá?
– Cristo, stop com tudo isso. Vamos plantar mais flores..
– … mais amores, mais valores… Versos. De A a Z já os ouvi, já os li, já os inspirei todos. Todos os abecedários os receberam.
– Já sei. Podemos arrumar um patrocínio. Quem sabe o Batman, quer dizer, o DONO DA FANTASIA, decida nos dar uma mãozinha se conseguirmos mostrar a ele que temos algum valor. Daí, conseguiremos mais sementes de valores, de flores para plantar num mundo onde há muito calor, mas em época da extinção do amor! Pode dar certo. Seria mais rápido, claro, se tu me destes a PALAVRA, como te peço mais uma vez.
– O DONO DA FANTASIA já pode ter falido também, Flor. Creio que tu vais terdes que te entenderes com o Batman, mas o original, aquele cuja máscara não cai, porque não o é, nunca foi máscara, mas sim a única face que o povo, de A a Z, tem direito a ver para sua própria proteção, não a dele, a do Batman, mas a do povo. A PALAVRA, como te disse, não posso te dar nem de mão beijada, a minha, pois tu não resistirias e, ao pronunciá-la, desaparecerias como os meus demais amados.
– Francamente, Defu. Nosso diálogo está minguadinho como só. Chegamos a nadinha mais uma vez. Pra que viestes?
– Flor, tu tens não apenas um, mas um INFINITO número de MENINOS DE OURO PERDIDOS. Precisamos, Batman, dar um jeito nisso para que não continuem se perdendo assim e ainda temos de encontrar aqueles que estão por aí doidinhos pra brincar de Robin.
– Xiiiiii, Defu. Sabe o que os caras pensam do Robin aqui?
– Hahahahahahaha…… Sei. Que ele é tipo iniciante grego no Abecedário dos Mestres, né? Faz mal não. O Batman pode dar um jeito nisso também. Olha pros músculos, Flor, e beija… a medalha.
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