Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comA Orquestra de Câmara Paulista (OCP) lançou recentemente o CD Sarau Brazil, resgatando as preciosidades da música nacional, a qual, em sua maioria, conta com poucos registros fonográficos – são composições de Carlos Gomes, Alberto Nepomuceno, José Maurício Nunes Garcia e Francisco Braga, entre outros.
O nome do álbum contextualiza o resgate artístico promovido pela obra. “Sarau” deriva das reuniões culturais comuns à época das composições, nas quais artistas se reuniam em um clima informal para expor suas obras; e “Brazil” reproduz o modo como o nome de nosso país era grafado naqueles tempos.
O regente e diretor-artístico da OCP, Branco Bernardes, explica que a gravação do CD casa perfeitamente com algo que o incomodava: “como é possível que eu conhecesse mais a música francesa do século XVIII do que o nosso maxixe?”. Para Bernardes, há uma espécie de “xenofobia invertida” na apreciação cultural, que faz com que as produções estrangeiras, pelo simples fato de serem “importadas”, sejam mais valorizadas no Brasil.
Adriana Bernardes, solista da orquestra, e Branco Bernardes, regente e diretor-artístico
Sandro Bodilon, solista da orquestra
Lançado pela gravadora Rio 8 Fonográfica – com patrocínio do Grupo Lacan (unidade de negócio na área de comunicação e de investimentos) –, o CD teve sua apresentação na Livraria Cultura do Shopping Market Place, em São Paulo, no mês dezembro do ano passado. Em 2007, portanto, a OCP planeja executar uma série de concertos para a divulgação do álbum.
Em paralelo, a OCP realiza workshops para grupos empresariais, mostrando de forma lúdica como buscar essa harmonia nas organizações. Os palestrantes traçam semelhanças entre uma organização administrativa e uma orquestra, a qual, como uma empresa, conta com departamentos extramusicais, como o conselho administrativo, o departamento comercial e a assessoria de imprensa.
Além disso, o próprio funcionamento da orquestra em si – ou seja, a sintonia dos músicos sob a regência da batuta do maestro e as relações de interdependência entre os “departamentos” para que o resultado saia em perfeita harmonia – pode proporcionar um grande aprendizado aplicável às empresas.
História
A trajetória da Orquestra de Câmara Paulista se inicia no segundo semestre de 1995, quando, a partir de convite feito por Aylton Escobar, Branco Bernardes organiza a Orquestra de Cordas da Universidade Livre de Música, da Secretaria de Estado da Cultura.
Em 1998, as exigências de aprofundamento e expansão artística propiciaram a inclusão de instrumentos de sopro. A partir dessa fase, o grupo desvincula-se da Universidade Livre de Música e passa a se chamar Orquestra de Câmara Paulista, tendo como seu primeiro local de ensaios o Teatro São Pedro.
A OCP já se apresentou em teatros, salas de concertos, centros culturais e espaços alternativos, tais como: Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo), Teatro Municipal de São Paulo e Memorial da América Latina.
ResgateO nome do álbum contextualiza o achado artístico promovido pela obra. “Sarau” deriva das reuniões culturais comuns à época das composições, nas quais artistas se reuniam em um clima informal para expor suas obras; e “Brazil” reproduz o modo como o nome de nosso país era grafado naqueles tempos.