Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comMuito se tem discutido e exposto sobre a contribuição do design de embalagens na consolidação das marcas junto ao consumidor final e nas soluções integradas que contribuem para otimizar os processos industriais e logísticos de toda a cadeia.
Agora chegou o momento de dar um passo a mais nessa discussão e considerar dois outros aspectos bastante inovadores na relação do design com a competitividade. O primeiro avalia que para um produto ser competitivo por muito tempo ele deve proporcionar melhoria da qualidade de vida e do desenvolvimento social e ambiental da comunidade. Criar um design competitivo é isso, é fazer com que o produto vá além da função convencional, agregando valor ao seu cotidiano. Só assim esse produto poderá ter sucesso por muito tempo.
Outro conceito igualmente novo é o que prega que para um produto ser competitivo pela inovação e pela satisfação é necessário conhecer a fundo a forma como as pessoas se relacionam com ele; como elas compram, como usam, como guardam, como consomem, como descartam… Muitas vezes, essas questões passam pelo racional; outras vezes, pelo puro emocional ou comportamental.
De qualquer forma, só assim criaremos produtos realmente úteis para a sociedade, capazes de emocionar as pessoas e de estabelecer vínculos duradouros com o consumidor.
Como sempre, o Comitê de Design da Abre busca estar alinhado com as novas tendências e em total sintonia com as preocupações do setor. Uma ação que vai ao encontro dessa realidade e que começa a se delinear é a 5ª Semana Abre do Design de Embalagem.
Elaborado sob o tema "Design e Competitividade", o evento, programado para os dias 7 a 10 de outubro, na Casa Rhodia, em São Paulo, irá reunir profissionais que discutirão os novos rumos do design de embalagem no sentido de agregar valor aos produtos e às suas marcas, bem como de aumentar significativamente a sua competitividade. O foco principal será o design, que é pensado para ser competitivo, para estar entre os líderes. Para isso, deve-se conhecer o consumidor e atendê-lo com um bom design, que além de tudo integre toda a cadeia de embalagem: máquinas, materiais e processos.
Essa discussão surge num momento particularmente interessante, quando o mercado está se transformando rapidamente e as empresas médias e pequenas, além das grandes, começam a perceber que podem investir em design e que este não é um serviço de luxo, mas uma especialização que deve fazer parte de seu cotidiano.
O design de embalagem é uma condição para se criar uma marca vencedora, independentemente do porte da empresa.
Nas palestras da Semana Abre do Design de Embalagem estarão presentes profissionais que tiveram experiências importantes no desenvolvimento e na gestão de processos de desenvolvimento de projetos inovadores em empresas reconhecidas nos mercados nacional e internacional.
Esses profissionais certamente descreverão sua vivência em entender as relações racionais e emocionais dos consumidores com os produtos e suas marcas, bem como as formas utilizadas para detectar as características que mais geram satisfação, seja em termos de praticidade ou simplesmente desejo ou atração.
Mas estou certo de que já podemos afirmar que um design é mais competitivo quando, além de otimizar o processo produtivo, é capaz de emocionar e de estabelecer uma relação de troca com os consumidores. Ele precisa ser capaz de se comunicar com o público e ser cúmplice de um modo ou de um estilo, fazendo parte da vida das pessoas.
luis@keenwork.com.brLuis Castellari é diretor da Keenwork e presidente do Comitê de Design da Abre