Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comA internacionalização da indústria brasileira de embalagem é uma realidade que não tem mais volta. Depois de um ano como o de 2002, cujos resultados superaram as expectativas — faturamento próximo a R$ 20 bilhões e aumento da produção física ao redor de 1,5% —, só podemos imaginar que nosso setor está plenamente amadurecido e pronto para disputar, em pé de igualdade, os mercados internacionais.
Em função dessa nova realidade, a Abre fez questão de levar seus associados e a própria imagem da indústria nacional de embalagem a mais dois eventos internacionais de grande destaque. Com um estande próprio, participamos da PackExpo, em Chicago (EUA), e do Emballage, em Paris (França), ambos realizados em novembro. Nas duas ocasiões, o estande da Abre teve um índice altíssimo de visitação, não apenas de brasileiros, que fizeram do espaço um ponto de encontro, mas também e principalmente de visitantes internacionais.
Uma coisa é certa: o Brasil é visto como um mercado promissor e como um país para se buscar novos fornecedores e parceiros. Nas duas feiras, a Abre registrou um grande interesse dos visitantes pela importação de embalagens brasileiras, coisa que no passado não era freqüente.
Isso vai justamente ao encontro de outra bandeira da associação: incentivar o aumento das exportações nacionais de produtos industrializados, com valor agregado, e ampliar as exportações diretas de embalagem. Hoje, essas exportações não representam mais do que 7% da produção nacional.
Nos dois eventos, reforçamos, ainda, a credibilidade do Brasil como um país para se fazer negócios. De uma vez por todas, o mercado internacional tem de acabar com a imagem de que o empresário brasileiro só exporta quando enfrenta queda na demanda doméstica. Os segmentos de papel, cartão e papelão são a melhor prova desse novo perfil.
Assim, com o objetivo de impulsionar as exportações brasileiras, comunicamos — em primeira mão — que a Abre está criando um Comitê de Exportação.
Pelo lado do Brasil, encontramos, nos dois eventos, empresários nacionais buscando e realizando negócios no exterior. Com a alta do dólar, nossas máquinas de embalagem, por exemplo, tornam-se bastante competitivas. E todos saem ganhando: o importador, que paga um valor mais atraente; e o exportador, que tem o seu produto valorizado.
Vale lembrar que ambas as feiras foram marcadas pela exposição de tendências. Na PackExpo, os expositores, predominantemente da área de máquinas, apresentaram soluções que agilizam e flexibilizam a produção, sem aumentar seus custos. Já o Emballage destacou a sofisticação das embalagens, com um altíssimo nível de acabamento. Também foram mostrados diversos sistemas e itens de decoração e diferenciação de invólucros no ponto-de-venda.
Mas uma coisa chamou a atenção: onde foi parar toda aquela preocupação com a reciclagem e com a compatibilidade da embalagem com o meio ambiente? Resta imaginar que essa questão já está sendo devidamente encaminhada nesses países e que, agora, o foco de atenção está justamente no caráter global que a indústria de embalagem está ganhando em todo o mundo.
Felizmente, o Brasil já está inserido nesse novo cenário.
luciana@abre.org.brLuciana Pellegrino é diretora-executiva da Abre - Associação Brasileira de Embalagem