Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comA imprensa especializada, sobretudo a de economia e negócios, tem demonstrado surpresa quando informamos os números do nosso setor. De maneira geral, esses dados contrastam com uma certa visão pessimista que predomina entre os dirigentes brasileiros, habituados a pintar um cenário enegrecido para seus respectivos segmentos de atividade.
Querem saber o porquê de a indústria de embalagem apresentar crescimento superior ao da média industrial do País. E não conseguem entender que nosso segmento reflete um Brasil que vem crescendo consistentemente nos últimos anos, ainda que a taxas inferiores às desejadas.
Alguns jornalistas perguntam, ainda, como nossa indústria está vendo a recessão, obrigando-me a explicar que um pequeno crescimento é muito diferente de recessão. Para melhor esclarecer essa situação, fomos buscar em nossos próprios clientes a razão do crescimento acentuado que temos apresentado e descobrimos o óbvio: crescemos, porque nossos principais clientes estão crescendo.
Um levantamento dos 100 maiores clientes da indústria de embalagens, encomendado pela Abre à Datamark, mostrou que entre eles se encontram produtos que crescem a taxas superiores a 30% ao ano e até mais que isso.
É preciso compreender que atendemos, no Brasil, alguns dos maiores segmentos do mercado mundial, como o de cervejas, refrigerantes, balas, chocolates, perfumarias, produtos de higiene e limpeza, apenas para citar poucos exemplos.
O fato é que temos um mercado consumidor de 172 milhões de pessoas que sustentam a produção da nossa indústria, sobretudo a de alimentos e bebidas — justamente as que mais consomem embalagens.
Ao analisarmos o desempenho dos nossos principais clientes, notamos também que seus mercados têm um grande espaço para crescer, pois o consumo per capita da maioria deles se encontra bem abaixo da média mundial.
Portanto, além de estar crescendo a taxas superiores aos 10% ao ano, a indústria brasileira de embalagem ainda tem pela frente uma perspectiva estimulante e desafiadora, o que nos anima a prosseguir, avançando com nosso trabalho à frente da Abre.
Afinal, o Brasil precisa de embalagem e nós temos uma grande contribuição a dar para o desenvolvimento deste país. A primeira e mais importante delas é não propagar o desânimo, principalmente o que é injustificado.
comitededesign@abre.com.brFábio Mestriner é diretor-presidente da Packing Design e presidente da Abre