Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comApesar da Brazil Design Week se estender até a tarde deste domingo, 14 de setembro, com a continuidade dos estandes de empresas e da exposição “Design Brasil no século XXI”, a última apresentação dos profissionais do setor, no fórum “Política associativa de design”, deu tom de conclusão ao evento.
Iniciado por Manuel Müller, presidente da Abedesign, o painel reuniu representantes de entidades de diversas regiões do País, com o objetivo de entender quais são suas intenções e formas de atuação. Para tal, participaram Ernesto Harsi, da ADP (Associação dos Designers de Produtos); Bruno Lemgruber, da ADG (Associação dos Designers Gráficos); Gisela Schulzinger, da Abre (Associação Brasileira de Embalagem); Almir Pacheco, da Adam (Associação de Design do Amazonas); Wagner Alves da Adegraf/DF (Associação do Design Gráfico do Distrito Federal); Mauro Martin, da APDesign/RS (Associação dos Profissionais de Design do Rio Grande do Sul); e Claudiney Wilbert, da SCDesign (Associação Catarinense de Design).
Facilitando o entendimento e o traçado dos planos futuros do design, descobriu-se que as premissas, bem como as intenções principais de cada uma delas são convergentes na maioria dos tópicos, apesar da diferente realidade em que cada um vive. Tendo 220 associados, como a entidade gaúcha, ou os cerca de 60 profissionais que se unem em torno da causa no Amazonas, sem ao menos contar com uma sede ou telefone para contato, os órgãos têm em suas pautas assuntos como ética, autenticidade e fomento da atuação, além das questões mais amplas e ainda mais comuns.
Os dois principais temas levantados foram a regulamentação da profissão de designer e a concepção de uma agenda comum. Sobre a segunda, que gerou maior diálogo entre os palestrantes e os delegados que permaneceram até o final, na noite de sábado, para acompanhar as conclusões do evento, houve a concordância sobre a necessidade de uma maior união, para que, em conjunto, pudessem ser entendidas as necessidades do setor e traçadas metas palpáveis para que o design não parasse na simples auto-promoção, mas se tornasse, cada vez mais, em um agente de desenvolvimento do País.
Reforça tal pensamento a presença e participação ativa na discussão final de Fernanda Bocorny Messias, coordenadora-geral de design e gestão ambiental do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que apresentou o Programa Brasil de Design (PBD) há dias atrás, no fórum “Políticas governamentais” (leia mais aqui). A executiva se propôs a reunir representantes de empresas e entidades que possam contribuir para o desenvolvimento do setor, atraindo interesse e investimentos.
Porém, em censo comum, os líderes de cada uma das entidades preferiram não pular etapas e estarem mais preparados para o que consideram “um segundo passo”. Para chegar nele antes que todas as questões levantadas durante a Brazil Design Week sejam esquecidas, Müller compremeteu-se a redigir a “Carta do Rio”, a ser direcionada a todas as associações e empresas que participaram ou tenham grande representatividade no setor, para que, o mais breve possível, uma reunião seja marcada, já previamente pautada, para que a desejada agenda comum seja finalmente configurada. O encontro deve acontecer durante a Bienal Brasileira de Design 2008, a ser realizada de 8 de outubro a 5 de novembro, em Brasília. O local é pertinente, já que é exatamente de lá, da cidade planejada, que se planeja atrair os volumes de investimento que o design almeja.
Agendando o futuroPara chegar nele antes que todas as questões levantadas durante a Brazil Design Week sejam esquecidas, Müller compremeteu-se a redigir a “Carta do Rio”, a ser direcionada a todas as associações e empresas que participaram ou tenham grande representatividade no setor, para que, o mais breve possível, uma reunião seja marcada, já previamente pautada, para que a desejada agenda comum seja finalmente configurada. O encontro deve acontecer durate a Bienal Brasileira de Design 2008, a ser realizada de 8 de outubro a 5 de novembro, em Brasília. O local é pertinente, já que é exatamente de lá, da cidade planejada, que se planeja atrair os volumes de investimento que o design almeja.