Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comSe para o consumidor tornou-se um sacrifício, na atualidade, entrar em um supermercado e encontrar, nas gôndolas, sua marca predileta – isso quando se tem uma, e não uma enorme dúvida em meio a centenas de opões saltando aos olhos –, a questão não deixa, por um segundo, de martelar a cabeça dos designers, que têm, por obrigação e constante cobrança de seus clientes, de pensar em soluções para que os produtos por eles desenhados tenham seu devido destaque. E foi na busca de tendências e novos caminhos para superar o empecilho que alguns profissionais do setor juntaram suas experiências para apresentar um workshop da primeira edição da Brazil Design Week.
Diferentes visões, conceitos e previsões foram apresentados à plateia, como os dados trazidos por Karen Cezar, fundadora e diretora-executiva da Red Bandana – que indicam existir mais te 35 mil produtos nos supermercados, acirrando ainda mais a disputa por frações de segundo na retina do consumidor. A profissional ressaltou os diferenciais a serem explorados no ponto-de-venda, onde 75% das compras são decididas: “É lá que se pode oferecer uma experiência de compra, que se tem diversas formas de contato e relacionamento direto com o cliente”.
Na sequência, Bruno Bertani e Ricardo Saint-Clair, da Diálogo Indústria Nacional, demonstraram, com dois cases próprios, como o material presente no varejo pode se estender à casa e aos costumes do consumidor, como o Rack Premium AmBev, desenvolvido para abrigar as marcas premium da empresa, no qual caixas de madeira, relembrando uma antiga adega, podiam ser montados de acordo com o espaço de cada supermercado – e, com seu sucesso, deverá ganhar versões menores a serem comercializadas, como porta-taças, no site da companhia; e o Prato para Saladas Hortifruti, elaborado para a Hortifruti e ganhador de um dos primeiros Leões brasileiros em Design no Festival de Cannes (veja mais aqui).
Alexandre Aragão e Leonardo Eyer, da WeDo Marketing Promocional, procuraram evidenciar como o design é fundamental em algumas áreas da comunicação. Tendo a Souza Cruz como um de seus principais clientes, os profissionais procuraram provar como a ferramenta pode ser a única forma de destaque de um produto ou marca, principalmente quando não se pode usar a mídia para divulgá-lo.
O último palestrante, Ricardo Leite, sócio-diretor da Crama Design, destacou como principal tendência o auto-serviço e a interatividade, que podem reinventar o varejo. Analisando o fato que intitulou de “atenção estilhaçada”, em que o consumidor tem sua atenção infinitamente dividida, Leite realçou a importância de “produtos que falam por si”, que orientam, informam e seduzem o consumidor, além de abolir a discussão entre qual "escola" seguir na hora de definir estratégias, pensamento sublinhado pelo pedido: “Saia do ‘ou’, ouse”.
Encerrando o encontro, Julius Wiedemann, autor e editor de livros da Taschen, voltou a lembrar que a escolha do cliente é feita no varejo, e que ele pode, principalmente em lojas de uma única marca, transformar-se, de diferentes formas, no principal meio de comunicação das empresas. “Está no uniforme dos atendentes, nas embalagens especiais para cada produto e público, nas sacolas e caminhões que servem muitas vezes de outdoor. O varejo incorpora todas as áreas do design”.
Falando por siRicardo Leite, sócio-diretor da Crama Design, destacou como principal tendência o auto-serviço e a interatividade, que podem reinventar o varejo. Analisando o fato que intitulou de “atenção estilhaçada”, em que o consumidor tem sua atenção infinitamente dividida, Leite realçou a importância de “produtos que falam por si”, que orientam, informam e seduzem o consumidor, além de abolir a discussão entre qual "escola" seguir na hora de definir estratégias, pensamento sublinhado pelo pedido: “Saia do ‘ou’, ouse”.