Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comDois fóruns de caráter político deram início às discussões segmentadas da Brazil Design Week nesta terça-feira, 9 de setembro, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. "Políticas governamentais" foi o tema do primeiro encontro, que recebeu representantes de Coréia do Sul, Espanha e Reino Unido para que os profissionais pudessem ilustrar a realidade de seus países quando o assunto é apoio estatal ao design.
Tae-Wan Kim, que comanda a equipe de planejamento da KIDP (Korea Institute of Design Promotion), contou a história da evolução do setor em sua nação, que teve início em meados de 1970, com a criação de um pequeno centro de design. O profissional frisou que o crescimento no número de estudantes, empresas especializadas e, principalmente, valores movimentados, deu-se pela estratégia fundamentada no longo prazo, além do efetivo apoio financeiro de seu governo.
Em seguida, Elisa Sáins Ruiz, chefe-executiva do DDI (Desenvolvimento de Desenho e Inovação), deu ênfase à importância do design na sociedade e nos negócios, mostrando que seu Governo investe em programas que mostram sua relevância à sociedade e às empresas, como exposições, palestras e workshops, assim como em prêmios que destaquem o trabalho dos escritórios espanhóis em seu país e, principalmente, no exterior.
O britânico Michael Thomson, presidente do Beda (The Bureau of European Design Association) e diretor da Tangerine, um dos grandes escritórios de design do mundo, baseou sua apresentação em exemplos bem-sucedidos, iniciando com a concepção da bandeira do Reino Unido, união entre as de Inglaterra, Escócia e, posteriormente, Irlanda do Norte. Também citando grandes cases de sua empresa, como a reformulação da área executiva dos vôos da British Airlines – que movimentou cerca de 250 milhões de libras –, Thomson fez questão de destacar: “Há muito suporte do governo para o design no Reino Unido. O futuro do Brasil será brilhante nos próximos 10 ou 15 anos e este evento ilustra que o design pode seguir o mesmo caminho”.
Finalizando a apresentação, Fernanda Bocorny Messias, coordenadora-geral de design e gestão ambiental do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, listou as diferenças entre o apoio governamental recebido no Brasil e nas nações que compareceram ao fórum, porém, mostrando os esforços do PBD (Programa Brasileiro de Design), fundado em 1995, para que o assunto seja abordado com frequência e ênfase em nosso País. Messias citou planos como o de colocar o design já nas escolas e os esforços para que o setor ganhe visibilidade e atraia investimentos, como os presentes no www.designbrasil.org.br.
Porém, como interpretou o debatedor Gabriel Patrocínio, professor da Esdi (Escola Superior de Desenho Industrial), ao ver as dezenas ou até centenas de profissionais envolvidos as associações e programas das nações ilustradas, enquanto o PBD é tocado apenas por Messias e mais dois profissionais, “a gente ainda está brincando de fazer política pública no Brasil”.
Primeiro de muitos e muitos passosFernanda Bocorny Messias, coordenadora-geral de design e gestão ambiental do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, listou as diferenças entre o apoio governamental recebido no Brasil e nas nações que compareceram ao fórum, porém, mostrando os esforços do PBD (Programa Brasileiro de Design), fundado em 1995, para que o assunto seja abordado com frequência e ênfase em nosso País. Messias citou planos como o de colocar o design já nas escolas e os esforços para que o setor ganhe visibilidade e atraia investimentos, como os presentes no www.designbrasil.org.br. Porém, como interpretou o debatedor Gabriel Patrocínio, professor da Esdi (Escola Superior de Desenho Industrial), ao ver as dezenas ou até centenas de profissionais envolvidos as associações e programas das nações ilustradas, enquanto o PBD é tocado apenas por Messias e mais dois profissionais, “a gente ainda está brincando de fazer política pública no Brasil”.