Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comSe é emblemático o fato de 38 entidades terem se unido para dar corpo ao V Congresso Brasileiro da Indústria da Comunicação, com pontuado por Luiz Lara (Lew'Lara\TBWA), também é emblemática, para denotar a maturidade do setor, a constatação de que este foi um grande discurso de abertura proferido pelo presidente de um evento de tamanha relevância para o País. Absolutamente contundentes, as ideais alinhavadas pelo presidente nacional da Abap constituíram-se de argumentos suficientemente lícitos e convincentes para atestar que essa indústria vive o momento da interdependência irrestrita de todas as disciplinas que a compõem para dar origem a uma comunicação criativa, integrada e eficaz, na era contemporânea do capitalismo de valor compartilhado. “Juntos podemos fazer mais”, sentenciou o publicitário, ao salientar que o futuro é para ser criado, e não apenas previsto, confusão decorrente de uma certa atitude passiva, submissa e até míope em face das rodas do destino.
Obviamente, o objetivo da primeira premissa de Lara era fazer um claro convite à plateia de cerca de 1.350 participantes à mobilização, mas não sem antes estimular a autoestima de todo o setor, o que fez ao ressaltar que todos os presentes eram importantes “investidores” da confiança de uma nação, ao gerar empregos, impostos, avanços tecnológicos, desenvolvimento comercial, econômico, educacional, enfim, ao contribuir com cada etapa de crescimento de suas comunidades, grupos e, consequentemente, de todo o Brasil.
“Vamos fazer acontecer. Vamos fazer a diferença. Não vamos nos apegar e nos perder em discussões tacanhas durante a realização deste congresso”, alertou Lara, logo em seguida citando a ética de responsabilidade de Max Weber: “A ética de responsabilidade tem a ver com a pluralidade, com o convívio social. O IVC, a Lei 4.680, o Conar, a Lei 12.232 com a criação do Cenp são conquistas dos congressos anteriores. Hoje, o mundo não mais se divide em vantagens comparativas, mas sim em vantagens competitivas. E é nesse ambiente que temos de continuar convivendo, pela ética da responsabilidade, em busca de novas conquistas. Proponho que juntos criemos, portanto, o novo. O novo que surpreenda, que encante, que atraia, ainda que não leve à igualdade, sob a ótica das vantagens competitivas. Maquiavel já dizia que o virtù é qualidade dos homens de mais caráter que os faz mais fortes para enfrentar e solucionar problemas.”
O presidente do congresso também assinalou que os representantes da indústria da comunicação se uniam no evento para ter um diálogo produtivo e direto com a sociedade, reafirmando seu compromisso cabal com os direitos do cidadão e frisando, neste ponto de seu discurso, a criação da Frente Parlamentar de Comunicação Social, coordenada pelo deputado Milton Monti, durante a realização do IV Congresso, em 2008. Eis porque, segundo Lara, os 13 paines do congresso de 2012 estão alicerçados por dois grandes pilares: liberdade e meritocracia.
“Por meio da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão comercial, todo cidadão vive mais bem informado. E melhor informado, o cidadão tem condições de tomar melhores atitudes, de fazer melhores escolhas. Por sua vez, todo produto que possa ser legalmente produzido e comercializado tem o direito de ser livremente comunicado de modo que se exerça a liberdade de expressão comercial, a liberdade de transmissão de informação e que se possa estimular a competitividade e, consequentemente, estimular mercados. Quem não acredita na liberdade não respeita a meritocracia. Se há liberdade, há direito ao mérito. Por isso, que vençam sempre as melhores ideias. Que vençam sempre os melhores talentos. Para que possamos estruturar nossos sistemas de governanças saudáveis, englobando nossas diferenças. A igualdade plena é medíocre”, finalizou Luiz Lara, chamando ao palco, na sequência, o Prêmio Nobel a Paz Desmond Mpilo Tutu, cuja apresentação se sustentou pelo espírito da "força da palavra".
“O preço da liberdade é a eterna vigilância”, repetiu, mais uma vez e fraternalmente, o arcebispo, em sua breve conferência, na qual rememorou a trajetória do Brasil em seus avanços nas lutas pelos Direitos Humanos até enveredar pelas reivindicações dos profissionais e das mídias publicitárias para se manterem livres no mundo ocidental pelas vias da autoregulamentação.
Conforme registrou Tutu, a teoria chave dessa reivindicação se concentra nos investimentos necessários para fomentar a liberdade de imprensa, por meio da qual, obviamente, se denuncia, ainda, as atrocidades verificadas pelo Planeta em todos os campos da convivência humana, inclusive concernentes ao meio ambiente.
Sim, é verdade, a imprensa deve ser livre, concorda Tutu, assim como deve ser livre o acesso dos cidadãos a todo tipo de informação que circula pelo mundo. Há o lado negativo… Bem, as palavras do arcebispo: “Eu não tenho dúvidas de que os brasileiros têm capacidade para mudar as negatividades, para transformar o acesso ao negativo em acesso ao positivo. Liberdade. Lutem por ela.”
Fraternalmente vigilante, como todo bom cidadão pode ser“O preço da liberdade é a eterna vigilância”, repetiu, mais uma vez e fraternalmente, o arcebispo, em sua breve conferência, na qual rememorou a trajetória do Brasil em seus avanços nas lutas pelos Direitos Humanos até enveredar pelas reivindicações dos profissionais e das mídias publicitárias para se manterem livres no mundo ocidental pelas vias da autoregulamentação. Conforme registrou Tutu, a teoria chave dessa reivindicação se concentra nos investimentos necessários para fomentar a liberdade de imprensa, por meio da qual, obviamente, se denuncia, ainda, as atrocidades verificadas pelo Planeta em todos os campos da convivência humana, inclusive concernente ao meio ambiente. Sim, é verdade, a imprensa deve ser livre, concorda Tutu, assim como deve ser livre o acesso dos cidadãos a todo tipo de informação que circula pelo mundo. Há o lado negativo… Bem, as palavras do arcebispo: “Eu não tenho dúvidas de que os brasileiros têm capacidade para mudar as negatividades, para transformar o acesso ao negativo em acesso ao positivo. Liberdade. Lutem por ela.”