Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comUma sacolinha de plástico incomoda muita gente, isso quando ela está jogada num jardim, abandonada numa calçada, boiando num lago, tirando a graça de um parque de diversões... Por outro lado, uma sacolinha de plástico colabora com a vida de muita gente, começando pelos milhares de cidadãos que trabalham na indústria de fabricação de embalagens de plásticos flexíveis. Quem não gosta de tê-las à mão no caixa de um supermercado, totalmente disponíveis para abrigar as compras feitas às pressas e que serão carregadas pra casa pelos braços? E ao resistirem à tarefa de levar os produtos para o lar, atestando, assim, sua qualidade de fabricação, elas ainda ganham outras utilidades, como, por exemplo, virar sacos de lixo, função que lhe é outorgada por 100% das entrevistadas numa pesquisa do Ibope Inteligência com 600 mulheres brasileiras, representantes de todas as classes sociais. O que há, porém, de errado com as simpáticas sacolinhas de plástico sob o ponto de vista dos ambientalistas?
Bem, haveria bastante a dizer aqui – ou escrever –, entretanto, não se pode negar que seria possível usufruir exclusivamente das vantagens por elas oferecidas se as populações soubessem como agir para evitar desperdícios no emprego do acessório, reduzindo o número de sacolas gastas no dia-a-dia, reutilizando cada uma delas em outras atividades (algumas bem importantes, como acontece em áreas da medicina) e, fundamentalmente, reciclando as descartadas. Aí, entra uma questão absurdamente pouca discutida, ainda, no nosso país: onde estão nossas usinas de reciclagem energética? Enquanto esse debate não pega fogo, entra no ar uma campanha, criada pela W/Brasil, como complemento de todas as ações que vêm sendo desenvolvidas, desde 2007, por um grupo de trabalho formado por três entidades – Instituto Nacional de Plástico, Associação Brasileira da Indústria de Embalagens de Plásticos Flexíveis e Plastivida (Instituto Socioambiental dos Plásticos) –, tendo ao seu lado importantes parceiros entre os apoiadores, como a Associação Brasileira de Supermercados.
Segundo Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida, o plástico é hoje indispensável na vida dos seres humanos, como uma rápida olhada à nossa volta pode constatar, porém, tem sido muitas vezes apontado como vilão por danos ao meio ambiente. O motivo está atrelado à falta de conhecimento – de educação, pode-se dizer – das comunidades em relação ao descarte correto de objetos feitos com esse material, como as sacolas plásticas, mas não só, afinal, apenas 7% dos 5.564 municípios brasileiros têm coleta seletiva de lixo atualmente.
As entidades citadas vem justamente tentando cumprir com suas obrigações na solução do problema: eliminar os atributos negativos de um material ainda tão útil para todos, principalmente quando os objetos são confeccionados de acordo com normas que zelam pela integridade do processo de uso. Sob esse critério, as sacolas plásticas devem seguir as normas técnicas da ABNT, que, dentre outras exigências, busca garantir as medidas ideais em termos de espessura de modo que menos seja mais no uso diário. Eis porque está em andamento um programa de orientação em PDVs, destinado a consumidores, caixas, promotores, vendedores, dentre outros públicos, com o intuito de mostrar que a sacolinha deve conter o máximo de produtos possível no transporte para que o desperdício seja combatido.
Dia de combater o desperdícioSegundo Washington Olivetto, presidente da W, este é mais um trabalho feliz para o time da agência, pois, “é sempre gratificante desenvolver projetos de caráter educacional”. Todavia, ele não deixar de alertar para o fato de que a propaganda sozinha não modifica hábitos, muito menos da noite para o dia. Neste caso, ele se sente totalmente à vontade na divulgação da estratégia de comunicação desenvolvida para a Abief, o INP e a Plastivida, visto que ela é mais um passo dentre os diversos esforços que o grupo de anunciantes têm feito para educar e conscientizar cidadãos, recomendando a mudança de comportamento para atender a uma necessidade premente do planeta Terra. “Também temos a sorte de poder iniciar a veiculação da campanha nesta sexta-feira, 11 de setembro, em breaks do último capítulo de Caminho das Índias, que vem batendo recordes de audiência e, portanto, deve aumentar ainda mais o impacto do comercial, bem como sua abrangência, cuja linha criativa é didática, mas, ao mesmo tempo, sedutora e sem chatice”, finaliza Olivetto.