Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comPerdeu a vida em razão de um infarto, aos 47 anos de idade, o publicitário Tomás Lorente, que até 31 de dezembro de 2008 ocupou, com brilhantismo, o cargo de vice-presidente de criação da Young & Rubicam.
Um dos mais renomados e admirados profissionais da história da propaganda brasileira; autor e diretor de criação de milhares de trabalhos publicitário que influenciaram vendas de produtos e fortalecimento de marcas, muitos deles ganhadores de prêmios dos mais importantes do setor, como, por exemplo, Leões no Festival de Cannes (mais de 50, ao longo da carreira); inspiração para centenas de jovens profissionais que ingressaram no mercado, trabalhando ou não ao seu lado; pulso firme na condução da criação de agências de grande êxito no Brasil como Age, DM9, Loducca22 e a própria Y&R, Lorente estava desempregado. O cargo na Y&R começou a ser ocupado por ele no final de 2005, pouco tempo depois de deixar a Loducca22, onde entrou para ser sócio de Celso Loducca e André Paes de Barros, sem que a sociedade tenha se concretizado até sua saída.
Sua relevância também foi extremamente significativa na trajetória de outras agências, entre elas MPM, W/GGK, AlmapBBDO e DM9 pós-fusão com a DDB. Em 1998 e 1999, a DM9DDB foi eleita Agency of the Year no Festival de Cannes quando a equipe de criação contava com seu direcionamento no dia-a-dia. E foi também quando pertencia ao quadro de sócios-diretores de criação da DM9DDB que Lorente permaneceu meses na Espanha exclusivamente para se aprofundar nos problemas de comunicação mercadológicos da Telefonica, conta atendida pela agência que, na época, tinha no comando entre seus sócios-fundadores Nizan Guanaes, profissional que, portanto, também lhe deve tributo, pois, pôde contar com a colaboração do amigo na construção da própria carreira, hoje alçada a patamar internacional com atendimento de clientes especiais no estrangeiro e a idealização da Africa New York, prestes a se concretizar.
Tomás Lorente era popular, mas, a seu jeito, isto é, estava sempre pronto a aceitar um bom convite, até mesmo para festas, porém, se sentia mesmo à vontade nas mesas de trabalho das inúmeras agências que puderam desfrutar o talento de um diamante na arte de fazer brilhar as marcas dos clientes por elas atendidos. Fez e soube ensinar, sem se recusar a compartilhar com colegas o aprendizado de uma intensa e frutífera jornada profissional. Em síntese: morreu, lamentavelmente, uma estrela da propaganda brasileira.
Fez e soube ensinarTomás Lorente era popular, mas, a seu jeito, isto é, estava sempre pronto a aceitar um bom convite, até mesmo para festas, porém, se sentia mesmo à vontade nas mesas de trabalho das inúmeras agências que puderam desfrutar o talento de um diamante na arte de fazer brilhar as marcas dos clientes por elas atendidos. Fez e soube ensinar, sem se recusar a compartilhar com colegas o aprendizado de uma intensa e frutífera jornada profissional. Em síntese: morreu, lamentavelmente, uma estrela da propaganda brasileira.