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Comunicação

02/09/2008 18:40

O Brasil é todo nosso, e as gostosuras dos pescados também podem ser

Gisele Centenaro

A Secretaria de Comunicações da Presidência da República (Secom) tem duas novas campanhas publicitárias de utilidade pública no ar. Uma delas foi desenvolvida pela agência 141 SoHo Square, do Grupo WPP, tendo por objetivo salientar que nosso 7 de setembro tem importantes motivos para ser celebrado – não apenas a declaração da independência do Brasil, que teve no grito de Dom Pedro I às margens do Rio Ipiranga seu cume, mas também a necessidade do brasileiro ser mais sensível em relação a temas cívicos que encorajam o orgulho patriótico, visto que o culto a esse tipo de sentimento simultaneamente estimula a conscientização individual e coletiva dos deveres e direitos dos cidadãos. A outra campanha atende às estratégias traçadas pelo Ministério da Pesca e Aqüicultura para o aumento do consumo de peixes como alimento, enfatizando as qualidades e benefícios das refeições preparadas com pescados.

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Para elaborar a campanha relativa a 7 de setembro, a 141 SoHo Square venceu uma concorrência organizada pela Secom com a participação das duas demais agências que a atendem (Matisse e Propeg). Segundo informa a agência vitoriosa, o esforço de comunicação visa a resgatar os sentimentos de civismo e orgulho pelo Brasil, valorizando a importância dos brasileiros e dos exemplos de superação para o crescimento do país. “A intenção pura e simples dessa campanha é mostrar aos brasileiros que nada é mais importante nessa data que a comemoração pelas próprias conquistas do nosso povo. Por isso, utilizamos linguagem visual e música que propõem celebração”, explica Luiz Tastaldi, diretor geral de criação da 141 SoHo Square, em comunicado enviado ao PortaldaPropaganda.com.



Além de comercial para veiculação em emissoras da TV aberta, a campanha é composta por spot, hotsite, 17 grandes painéis que já estampam as fachadas da Esplanada dos Ministérios e bandeiras para os postes de Brasília.

 

Por sua vez, a campanha do Ministério da Pesca e Aqüicultura engloba, além de comercial para emissoras de TV aberta, jingle para rádio executado também em supermercados e pontos-de-venda, cartazes e ações de merchandising em atrações televisivas, a distribuição de cartilhas com orientação para consumo dos pescados. Em paralelo, está sendo realizada a 5ª. Semana do Peixe, que se estende até 7 de setembro, centrada em três metas principais: divulgar o potencial do setor em todo o País, mobilizar e capacitar a cadeia produtiva do segmento.

“Pescado é mais sabor e saúde no seu prato. Fresco, congelado, seco ou enlatado, ele vai muito além de uma boa refeição”, afirmam as mensagens idealizadas pela Propeg, enfatizando que o consumo de peixe é extremamente saudável para o corpo humano, em todas as idades, e transmitindo informações úteis aos consumidores para que eles saibam exatamente como se comportar no ato da compra, ao escolherem os pescados, e como conservar o alimento no período anterior ao consumo.

Segundo informam a Secom e a agência de propaganda Propeg, somente 17% da população consome peixe regularmente no Brasil. Por quê? Por muitas razões, podemos deduzir, entre elas o preço inacessível, para a maioria dos brasileiros, de alguns tipos de pescados (embora a sardinha seja extremamente barata e contenha excelentes níveis de vitamina); o acesso difícil aos pescados para brasileiros residentes em algumas regiões do País, onde também há complicações climáticas para que o alimento seja adequadamente conservado até o momento de ser ingerido; falta de conhecimento das donas-de-casa sobre as facilidades do preparo dos pescados, que, na verdade, podem ser adotados em inúmeras receitas simples e saborosas; problemas culturais e educacionais, isto é, falta de costume, motivo pelo qual a campanha tem mérito ao ser veiculada nas mídias de massa, com o propósito de “correr atrás” do prejuízo para chegar mais perto da recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que prega a necessidade de 12 quilos de consumo, no mínimo, por pessoa anualmente. Nossa média é de 7 quilos atualmente, sendo que o Ministério da Pesca e Aqüicultura pretende atingir o consumo médio de 9 quilos por habitante até 2011.

Em sua 5ª edição, a Semana do Peixe conta com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre as entidades parceiras estão: Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e Associação Nacional dos Restaurantes (ANR), que coordenarão as ações de promoção de pescados e festivais gastronômicos organizadas por seus afiliados.

Ficha técnica da campanha “7 de setembro”

Anunciante: Secretaria de Comunicações da Presidência da República (Secom)
Agência: 141 SoHo Square
Direção de criação: Luiz Tastaldi e Toninho Euzébio
Criação: Fabrício Batista e Tiago Diniz
Atendimento: Edson Campos, Sara Rozemberg, Bárbara Gomide, Viviane Oliveira e Thiago Botafogo
Planejamento: Paula Queiroz
Mídia: Mavi Paiva
RTVC: Adriano Carvalho
Produtora: Tournage Produções
Direção: Drico Mello
Produtora do site: Plano Digital
Produtora de som: Comando S
Aprovação pelo cliente: Cibele Jacques, Elisabete Rosa e Sílvia Sardinha

Ficha técnica da campanha “Semana do Peixe”

Anunciante: Secretaria de Comunicação da Presidência da República / Ministério da Pesca e Aqüicultura
Produto: Campanha de promoção do Consumo de Pescados
Agência: Propeg
Criação: Cláudio Leite e Luciano Crispiniano
Direção de Criação: Ana Luísa Almeida e Cláudio Leite
Planejamento: Melina Romariz
Atendimento: Renata Sanchez e Duda Guedes
Mídia: Neide dos Santos e Marcelo Mesquita
Produção RTV: Márcia Cavalcante
Produção gráfica: Johnny Lastri
Fotógrafo (mídia impressa): Alexandre Magno
Produtora do filme: Fabrika Filmes
Direção do filme: Geninho
Pós-produção: Casablanca
Produtora de som: Toda Onda
Aprovação pelo cliente: Bete Rosa, Gislaine Passador, Wilka Nepomuceno e Sheila de Oliveira

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O peixe também é nossoSomente 17% da população consome peixe regularmente no Brasil. Por quê? Por muitas razões, podemos deduzir, entre elas o preço inacessível, para a maioria dos brasileiros, de alguns tipos de pescados (embora a sardinha seja extremamente barata e contenha excelentes níveis de vitamina); o acesso difícil aos pescados para brasileiros residentes em algumas regiões do País, onde também há complicações climáticas para que o alimento seja adequadamente conservado até o momento de ser ingerido; falta de conhecimento das donas-de-casa sobre as facilidades do preparo dos pescados, que, na verdade, podem ser adotados em inúmeras receitas simples e saborosas; problemas culturais e educacionais, isto é, falta de costume, motivo pelo qual a campanha tem mérito ao ser veiculada nas mídias de massa, com o propósito de “correr atrás” do prejuízo para chegar mais perto da recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que prega a necessidade de 12 quilos de consumo, no mínimo, por pessoa anualmente. Nossa média é de 7 quilos atualmente, sendo que o Ministério da Pesca e Aqüicultura pretende atingir o consumo médio de 9 quilos por habitante até 2011.

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