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Notícias Cannes

26/06/2011 12:25

JÁ CONHECE O GRAND PRIX DE FILM? ENTÃO, ANTES DE TUDO MAIS, PENSE COMIGO NUMA LONGA NOITE DE... VERÕES

Gisele Centenaro

Tony Granger, global chief creative officer da Young & Rubicam, tem seu charme. E seu carisma também. Confesso amante das ideias mágicas porque sente prazer incomensurável no emprego de forças capazes de gerar mudanças, transformando agências internamente e as marcas dos clientes atendidos por ela, que, por sua vez, têm condições de mudar comportamentos humanos, Granger, presidente do júri de Film do Festival de Cannes em 2011, deixa que se entreveja, com tranquilidade, sua tendência para a adoção de armas sutis, advindas dos poderes da criatividade, da perspicácia e da ousadia, ao “produzir” propaganda eficaz, legando as “armas pesadas” para os agentes das operações promocionais, de vendas diretas, de campos one-to-one – reais e virtuais –, áreas que têm muito a contribuir para o sucesso do trabalho de gênios da sua estirpe, muitos dentre eles em atuação pelos Estados Unidos e pela Europa após terem bebido de fontes da era romântica da Saatchi & Saatchi, como no caso dele (os leitores mais jovens têm de mergulhar em garimpos de pesquisas sobre o mercado para compreender melhor este adendo).

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Formados sob uma mesma aura de convicções que, claro, têm sua porcentagem em espaço e tempo de estímulo a mudanças em adequação aos contextos sociais e mercadológicos, profissionais como ele divergem, no espectro que ocupam da hierarquia de talentos da propaganda (não são cargos que contam sob este prisma, mas sim o grau de responsabilidade das incumbências recebidas) em consonância com as fontes de suas juventudes, mesmo em face das mudanças das convicções adquiridas – todo “BBDO MAN” tem, como um S&S inglês, por exemplo, seu estilo para pronto reconhecimento, ainda que mesclados os estilos e necessidades de mercados regionais.

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Na política – campo de estudo paralelo, aliás, do presidente do júri de Creative Effectiveness, Jean-Marie Dru, outro S&S MAN –, análises podem ser desenvolvidas sob o mesmo foco, até com leveza quando perscrutamos os OBAMA MEN. Eis porque os participantes das principais comissões julgadoras do Festival de Cannes estão sempre diante de grandes lições a serem aprendidas: o embate é certo, obrigatório, favorável ao negócio, à indústria e, no fim, ao ser declarada a Rede do Ano (agora também a Holding do Ano), torna-se possível antever quais “armas” e “estilos” de estratégias de comunicação serão mais adequadas aos 12 meses vindouros. Uau, o que tem a ver o Grand Prix de Film com todos esses esferóides? E os Leões de Ouro? É polido que, como jornalista, eu arrisque responder questões como estas? Talvez não, mas tenho certeza que emprego bem a caneta, assim como o teclado, ao sugerir que alguém reflita sobre elas com mais acuidade, fundamentalmente os profissionais dos mercados economicamente emergentes como o nosso.

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A liderança norte-americana era mais do que esperada na área de Film Lions, até pelos seus 938 inscritos, integrantes de uma disputa com 3.310 concorrentes em 2011, dentre os quais 299 foram selecionados para a shortlist e 102 amealharam Leões. Do conjunto de peças escolhidas como benchmark pelos jurados, inacreditáveis três dezenas foram criadas e produzidas por norte-americanos. É isso: 5 Leões de Ouro, 13 Pratas e 12 Bronzes, além de 81 Finalistas, couberam aos Estados Unidos que, com essa carga de troféus, computaram 217 pontos. Precisava ganhar o Grand Prix? Não. O briefing é um filme global, com força criativa global e uma ideia que pode ter nascido como inspiração de qualquer NIKE MAN pelo mundo? Yes, we can conceder o Grand Prix para um filme de configuração norte-americana, holandesa e inglesa, criado pela Wieden+Kennedy Amsterdam e produzido pela Independent London. Mas custou 20 milhões de dólares! E daí? Como bem ressalta Ehr Ray, jurado brasileiro em Film, em entrevista que pode ser assistida na TV Portal, a Nike fez uma vaquinha... Ah! O Brasil entrou com quanto? Não sei dizer, mas sei que esta aparentemente simples colocação de Ray vale uma fortuna na composição desta reflexão.

Com incríveis 144 pontos abaixo dos Estados Unidos (me isento de revelar o significado desse número para as sociedades secretas, evitando, assim, confundir mais ainda o confuso), a Argentina provou, mais uma vez, pela conquista de 3 Ouros, 5 Pratas, 3 Bronzes e 13 Finalistas (73 pontos), que a América Latina pode muito, sob todos os parâmetros, sob céu e sol do lado de cá do Equador. Um segundo lugar inesquecível, com bandeira fincada acima do Reino Unido que, pelo jeito, se contentou com seus 49 pontos sem levar Leão de Ouro, ficando com apenas 2 de Prata, 8 de Bronze e 15 Finalistas (quem produziu mesmo o Grand Prix?).

Correndo por dentro, a Austrália abre um largo sorriso na quarta posição, com 34 pontos (2 Ouros, 4 Bronzes e 9 Finalistas), vindo em seguida, em razão da cooperação para eleição de um belo GP, a Holanda, com 33 pontos (1 GP, 1 Ouro, 3 Bronzes e 7 Finalistas).

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O sexto lugar poderia ser do Brasil? Poderia, sim, pelo menos essa sexta posição em Film se os profissionais brasileiros do segmento, que contam com o apoio da FilmBrazil para investir no banner que cobre a face do Palais des Festivals na hora certa, que decora um barracão na praia com caipirinha e músicas brasileiras, além de champagne, que patrocina a área de Film Craft, entre outras ações promocionais, se mantivessem mais compenetrados no momento de definições das categorias para inscrições de seus bons trabalhos (resultados de suor de um ano inteiro). Enfim, contar com a sorte também tem seus “sabores”, mesmo no mundo dos negócios, e foi Ezra Geld, vice-presidente de mídia da JWT, representando o Brasil em Media Lions, que disse aos jornalistas esta semana (assista à entrevista dele na TV Portal) que os profissionais brasileiros têm esse jeitinho pra arriscar mais, pra deixar que o destino coopere com seus eflúvios positivos na tomada de decisões que tendem mais para o feeling do que para os cálculos matemáticos. Lá na mídia funciona, segundo Geld. E foi assim que o Canadá emplacou a sexta posição com 32 pontos (1 Ouro, 3 Bronzes e 16 Finalistas), deixando para o mercado nacional o sétimo lugar em Film, por causa de 4 pontos a menos (era ano de se ganhar mais 1 Leão de Ouro, ou 1 de Prata ou mais 2 de Bronze, no mínimo).

Quem não me deixa mentir nessa análise com ares fantasmagóricos pra quem odeia raciocinar em números é a França, que ficou tranquila com a oitava posição, fruto de 24 pontos (5 Bronzes e 9 Finalistas), seguida por Alemanha, com 17 pontos (1 Ouro, 1 Prata, 1 Bronze e 2 Finalistas); e África do Sul, em décimo lugar, com 17 pontos (2 Pratas, 2 Bronzes e 1 Finalista).

O mercado nacional somou 28 pontos pela conquista dos seguintes trabalhos premiados:

Leões de Prata

“Tradutor”, da AlmapBBDO e Fat Bastards/Movi&Art para VW Tiguan
“Amo você”, “Chefe”, “Filho adorável” e “Não é você”, da AlmapBBDO e Vetor Zero e Lobo para as Peças Originais Volkswagen

Leões de Bronze
“Quarto”, da AlmapBBDO e Lux Filmes para Embratel
“Balões”, da Loducca e ParanoidBR para MTV
“Pelé”, da Y&R e O2 para Vivo

Finalistas
“Vai, vai, vai”, da Ogilvy e Paranoid BR para Flying Horse
“Sanduíche”, da BorghiErh/Lowe e Sagaz para K-Y, da J&J
“Declaração de amor”, da BorghiErh/Lowe e Dínamo para Bic
“Ladrão”, da Talent e Pródigo para Semp Toshiba
“Oportunidades”, da Agência 3 e Kombat para Shangri-Lá
“Fatos do Uruguai”, da Lew Lara/TBWA e Toca dos Filmes para Topper Rugby

Do décimo lugar em diante, eis o ranking dos países mais premiados em Film, segundo a pontuação pela soma de Leões e Finalistas:

Suíça – 12 pontos (1 Ouro, 1 Bronze e 2 Finalistas)
Japão – 12 pontos (1 Prata, 2 Bronzes e 1 Finalista)
Espanha – 12 pontos (1 Prata, 1 Bronze e 4 Finalistas)
Nova Zelândia – 9 pontos (1 Prata, 1 Bronze e 1 Finalista)
México – 8 pontos (1 Ouro e 1 Finalista)
Suécia – 7 pontos (1 Prata e 2 Finalistas)
Indonésia – 7 pontos (1 Prata e 2 Finalistas)
Noruega – 7 pontos (2 Bronzes e 1 Finalista)
Itália – 7 pontos (2 Bronzes e 1 Finalista)
Índia – 6 pontos (2 Bronzes)
Tailândia – 5 pontos (1 Bronze e 2 Finalistas)
Dinamarca – 4 pontos (1 Bronze e 1 Finalista)
Cingapura – 3 pontos (1 Bronze)
Emirados Árabes – 2 pontos (2 Finalistas)
Taipei – 2 pontos (2 Finalistas)
Turquia – 2 pontos (2 Finalistas)
Bélgica – 1 ponto (1 Finalista)
Peru – 1 ponto (1 Finalista)
Romênia – 1 ponto (1 Finalista)
Rússia – 1 ponto (1 Finalista)
Ucrânia – 1 ponto (1 Finalista)

Dentre as agências de atuação nacional, AlmapBBDO, eleita Agência do Ano no 58º Festival de Cannes, foi aquela que obteve o maior destaque pela conquista de 2 Leões de Prata e 1 de Bronze. Todos os seus finalistas foram transformados em Leões. Na sequência, distinguem-se:

Loducca – 1 Bronze
Y&R – 1 Bronze
BorghiErh/Lowe – 2 Finalistas
Ogilvy – 1 Finalista
Talent– 1 Finalista
Agência 3 – 1 Finalista
Lew Lara/TBWA – 1 Finalista

Abaixo, o download da lista completa de premiados em Film do 58º Cannes Lions, com cobertura patrocinada por FilmBrazil, Fischer&Friends e Rede Globo de Televisão.

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Chorou no seis? Pior era ficar sem o sete tambémO sexto lugar poderia do Brasil? Poderia, sim, pelo menos a sexta posição em Film se os profissionais brasileiros do segmento, que contam com o apoio da FilmBrazil para investir no banner que cobre a face do Palais des Festivals na hora certa, que decora um barracão na praia com caipirinha e músicas brasileiras, além de champagne, que patrocina a área de Film Craft, entre outras ações promocionais, se mantivessem mais compenetrados no momento de definições das categorias para inscrições de seus bons trabalhos (resultados de suor de um ano inteiro). Enfim, contar com a sorte também tem seus “sabores”, mesmo no mundo dos negócios, e foi Ezra Geld, vice-presidente de mídia da JWT, representando o Brasil em Media Lions, que disse aos jornalistas esta semana (assista à entrevista dele na TV Portal) que os profissionais brasileiros têm esse jeitinho pra arriscar mais, pra deixar que o destino coopere com seus eflúvios positivos na tomada de decisões que tendem mais para o feeling do que para os cálculos matemáticos. Lá na mídia funciona, segundo Geld. E foi assim que o Canadá emplacou a sexta posição com 32 pontos (1 Ouro, 3 Bronzes e 16 Finalistas), deixando para o mercado nacional o sétimo lugar em Film, por causa de 4 pontos a menos (era ano de se ganhar mais 1 Leão de Ouro, ou 1 de Prata ou mais 2 de Bronze, no mínimo).

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