Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comPelos movimentos. Pela sensibilidade. Pelo organismo estruturado. Pela manifestação de certas funções psicológicas. Menos pra mais. Mais pra menos. Até chegar na classificação de bicho, irracionalmente em oposição a homem, mas com degraus de aceitação social em nível de estupidez, ou grosseria. Quanto é preciso que a propaganda mexa com o bicho que existe em cada um de nós para que ela subexista em situações de mensagens impressas ou audiovisuais que não estabelecem vínculos de resposta imediata com prospects?
We like blood? We like blood as animals? We need to see blood draining to be close to ourselves? Maybe.
Talvez o sangue faça parte da mensagem que deve chegar até nós para que possamos, de fato, acordar para receber qualquer tipo de mensagem que consiga falar conosco nos dias de hoje, quando nos apresentamos totalmente propícios a não querer receber mensagem alguma, tão farto o nosso emocional, porta de entrada para que, através da propaganda, chegue ao nosso racional qualquer informação útil sobre uma marca. Ou alguém, like Obama.
Obama is animal? Obama likes blood? We like Obama as animal? We like Obama as animals? Obama não é Wrangler, isn’t he? Wrangler is not only blood. Wrangler is branding. And branding isn’t only fake blood. Branding is animals, is ourselves, is more than advertising.

O Grand Prix de Press do Festival de Cannes 2009 é sangue. Porque tem vida e capacidade para penetrar pelos hipotéticos túneis dos sentidos humanizados, ainda adeptos do estado de recepção, assim como tem força para derrubar as barreiras da indiferença erguidas pela racionalidade. Descaracteriza o desejo socialmente aceitável de ter para ser, substituído nos anúncios da marca Dakota pelo desejo de ter para não ser controlável, muito menos controlado. É a imanência do lobo (ou da loba) eternizado num querer que pode ser momentaneamente satisfeito, simplesmente para voltar a ser desejo amanhã, sabendo-se que assim o será e gostando disso, porque we are animals and animals like blood.
E estando preparados para enfrentar o pior, a ponto de nos vermos nauseados diante de nós mesmos, também estamos preparados para enfrentar o melhor, com mais desejo, mais propensão para aceitar o inusitado, o incomun com o qual, maybe, tomorrow, teremos ou gostaremos de conviver.
We have or we want to coexist Obama? Seja qual for a resposta, mais importante é o fato desta pergunta existir e ser, neste instante, relevante, do contrário, Obama existiria para nós?
Mas, se somos animais, essencialmente sob o lastro aqui desfolhado, quem são os animais capazes, neste fim da primeira década do novo milênio, de fazer propaganda que faça com que outros animais sintam alguma coisa, sintam que são alguma coisa para desejar ter? Who’s next… no privilegiado universo dos mais ferozes advertising’s animals?
Olho na floresta onde as raízes da criatividade dão vida a seres de idéias. De lá vem a resposta, ou a luz que nos permitirá enxergar o perfil daqueles que comporão a face da propaganda talvez hoje ainda inexistente, mas que amanhã nos arrebatará como animais intensamente ansiosos pelo momento da captura.
Para assistir aos vídeos apresentados durante o New Director´s Showcase 2009, organizado pela Saatchi & Saatchi, acesse http://www.youtube.com/user/NDS.
Grand Prix de PressAgência: Fred & Farid
Anunciante: Dakota (Wrangler)
Redatores: Fred, Farid, Juliette Lavoix e Pauline de Montferrand
Diretoras de arte: Juliette Lavoix e Pauline de Montferrand
Supervisão de atendimento: Daniel Dormeyer, Paola Bersi e Vassilios Bazos
Fotos: Ryan Mcginley
Aprovação pelo cliente: Giorgio Presca
Para assistir aos vídeos apresentados durante o New Director´s Showcase 2009, organizado pela Saatchi & Saatchi, acesse http://www.youtube.com/user/NDS.