Portal da Propaganda www.portaldapropaganda.comDo início dos anos 80 até o final dos anos 90, o Brasil consolidou-se como um dos três grandes centros da publicidade mundial, ao lado da Inglaterra e dos Estados Unidos. Alguns países – como o Japão, Espanha e Holanda – surgiam de vez em quando e tentavam entrar para esse clube mais do que fechado. Mas a performance desses candidatos não durava mais do que dois ou três anos.
Na virada do século, porém, o Brasil começou a mostrar que estava arriscado a sair do clube e deixar seu lugar para a Alemanha, que passou a manter um elevado padrão de qualidade, expresso claramente no mais internacional e abrangente certame publicitário do mundo, que é o Festival de Cannes. Nosso país não alcançava boa performance em todas as áreas da competição e quando mantinha sua histórica posição no ranking, devia-se ao sucesso, devidamente anabolizado, em Cyber e Press & Poster.
Os resultados deste ano em Cannes, porém, já autorizam a afirmar que a Alemanha de fato entrou para o clube dos grandes, entretanto, o Brasil consolidou sua posição no seleto grupo de vanguarda da publicidade mundial, que tem apenas quatro “membros permanentes”.
Até o momento, com sete das nove competições definidas, o Brasil já conquistou 28 Leões, sendo seis de Ouro, quatro de Prata e 18 de Bronze; a mesma quantidade do total de 2006, todavia sendo um de Ouro a mais que no ano passado. Além disso, há sinais de maior maturidade em todas as áreas do festival, com exceção de Promo, onde ainda não acertamos o pé (e já deveríamos, pois havia casos brasileiros em Media e Direct que poderiam estar e ganhar em Promo).
Em Media, finalmente entramos este ano para o primeiro time, ao lado dos principais competidores dessa área, com três Leões e 10 finalistas. Em Direct, apesar de ficarmos com apenas um Leão, emplacamos mais 12 finalistas. Em Radio, também ficamos com apenas um Leão, mas isso é bem razoável se considerarmos a terrível barreira da língua, que atrapalha muito nessa mídia.
Na área de Cyber, apesar de não termos chegado ao Leão de Ouro este ano, fizemos o mesmo número de Leões que o ano passado e mais pontos, pela maior quantidade de finalistas, inclusive em websites, sub-área na qual também levamos dois Leões – o que denota maior maturidade no setor. A Africa ficou a um ponto de ser a Agência Interativa do Ano e fomos o segundo país mais premiado.
Contudo, foi em Press e em Poster que o Brasil fez mais bonito, somando seis Leões de Ouro, um de Prata e sete de Bronze, o que seria a melhor performance histórica do país se as duas áreas não tivessem sido divididas no ano passado. Mas a pedra de toque da maturidade dessa área foi a mudança do perfil de anunciantes premiados, pois clientes como Alpargatas e Arno chegaram ao cobiçado Leão de Ouro.
Em adição, já levamos Leão de Ouro em Cyber e de Bronze em Print nos Young Creatives. O que mostra a força das novas gerações de criadores brasileiros.
Com tudo isso e uma perspectiva razoável em Films, área sobre a qual já se fala em 12 finalistas, 2007 deverá ser um dos melhores anos do Brasil no Festival de Cannes, com a vantagem de competir com trabalhos mais reais e ter colhido resultados de forma mais equilibrada em todo o certame.
Ecos de Cannes
Três fatos inusitados ocorreram este ano no Festival de Cannes. O primeiro foi a participação da Africa na competição de Cyber, na qual a agência foi a mais premiada do Brasil e por um ponto não foi a Agência Interativa do Ano. O segundo é que, mesmo com essa performance, Nizan Guanaes afirmou (por escrito) ter sido um erro entrar na competição, atitude que não combina com sua agência e que jamais voltará a concorrer. Leia a carta do presidente da Africa na íntegra, publicada neste 20 de junho, às 12:13, na seção Realtime do Portal da Propaganda (www.portaldapropaganda.com/realtime/index_html?qs=2).
E o terceiro fato foi uma importante ausência. Fábio Fernandes havia decidido não vir ao festival este ano e foi surpreendido com um Leão de Ouro em Outdoor para a F/Nazca S&S. A agência mandou correndo uma dupla vir receber, mas eles não chegaram a tempo e ninguém da F/Nazca S&S apareceu no Palais des Festival na noite de 19 de junho para tomar em mãos, sob aplausos, o troféu.
Confira, a seguir, as fotos dos brasileiros que subiram ao palco do Palais des Festivals na noite de quarta-feira, 20 de junho.
Bruno Prósperi, Renato Simões e Marcello Serpa recebem de Bob Scarpelli o Leão de Ouro de Havaianas
Márcio Ribas e Alexandre Gama, que subiu pela segunda vez este ano ao palco do Palais, com o Leão de Ouro da Adesf
Rodolfo Sampaio (hoje na DM9DDB), André Gola, Renato Jahara e Marcelo Sato comemoram, com Bob Scarpelli, o Leão de Ouro do Mackenzie conquistado pela Publicis Brasil
Os Youngs Diego Oliveira e Felipe Lima levantaram a bandeira do Brasil com seu Leão de Ouro
Mais notícias e entrevistas em vídeo sobre o Festival de Cannes no www.portaldapropaganda.com/cannes. E no www.portaldapropaganda.com/cannes/topphotos, fotos clicadas diariamente por José Lucindo no Palais des Festivals e na Croisette.
Sucesso em Press e em OutdoorFoi em Press e em Outdoor que o Brasil fez mais bonito este ano, somando seis Leões de Ouro, um de Prata e sete de Bronze, o que seria a melhor performance histórica do país se as duas áreas não tivessem sido divididas no ano passado. Mas a pedra de toque da maturidade dessa área foi a mudança do perfil de anunciantes premiados, pois clientes como Alpargatas e Arno chegaram ao cobiçado Leão de Ouro.