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arquivo 2006 Cannes

Retrospectiva 2006

Liderança norte-americana

Com números cada vez mais exuberantes de trabalhos concorrentes, delegados, áreas de premiação, seminários, patrocínios, cobertura da imprensa e presença de líderes da atividade de todo o mundo, o Festival de Cannes teria tudo para estar no seu auge aos 53 anos.
A própria decisão, por muitos criticada, de estender sua avaliação para outras áreas da propaganda e da comunicação de marketing tem tudo para ser lida como uma contribuição para a evolução do negócio. Os seminários e debates, alguns de ótima qualidade, e os apresentadores, que são a elite dos dirigentes do setor, também deveriam trazer para o festival um clima de otimismo e de certeza quanto ao futuro.

Mas não foi isso que aconteceu nos corredores do célebre Palais des Festivals e nas inúmeras conversas de corredores, calçadas, mesas de bares e restaurantes por toda a cidade de Cannes e região em 2006. O clima geral foi mais de apreensão do que de segurança, mais de frustração do que de alegria, mais de descrença do que de otimismo.

Os resultados exibidos não emocionaram e atraíram muitas críticas. Na área de Films, que representa um extraordinário volume de talento, tempo e verbas investidas e produção (e, ainda mais, na veiculação), foram concedidos apenas 12 Leões de Ouro para os 4.680 concorrentes de 2006. E só dois ou três desses premiados não envergonhariam o júri se fossem escolhidos como Grand Prix.

O Grand Prix de Media quase levou o de Promo e o de Direct. Aliás, a rigor, era o trabalho mais consistente dessas três áreas, que receberam 3.597 concorrentes de todo o mundo.

Um dos Grand Prix de Cyber, um vídeo de marketing viral, foi um dos únicos três finalistas na incensada área de Titanium, cujo único Leão foi concedido a um projeto experimental de design.

No cômputo geral da performance em 2006, os Estados Unidos mantiveram a liderança entre os mais premiados, com 4 Grand Prix, 18 Leões de Ouro, 18 de Prata, 28 de Bronze e 306 Finalistas, chegando a um total de 646 pontos. A Grã-Bretanha, que ou está adiante ou na cola dos EUA, conquistou 2 Grand Prix, 15 Leões de Ouro, 25 de Prata, 32 de Bronze e 181 Finalistas, somando 527 pontos.

O terceiro lugar, que tradicionalmente é do Brasil, em 2006 ficou com a Alemanha, com 16 Leões de Ouro, 13 de Prata, 15 de Bronze e 161 Finalistas, acumulando um total de 383 pontos. O Brasil caiu para a quarta posição, com 5 Leões de Ouro, 8 de Prata, 16 de Bronze e 154 Finalistas, chegando a um total de 277 pontos.

A Austrália obteve 1 Grand Prix, 10 Leões de Ouro, 6 de Prata, 17 de Bronze e 75 Finalistas, somando 236 pontos. No sexto lugar ficou a África do Sul, que conquistou 1 Grand Prix, 5 Leões de Ouro, 3 de Prata, 19 de Bronze e 88 Finalistas, somando 205 pontos. E a França garantiu a sétima posição, com 3 Leões de Ouro, 6 de Prata, 13 de Bronze e 102 Finalistas, somando 192 pontos.

Mas a França pôde comemorar a vitória, pela quarta vez consecutiva, da TBWA\Paris como Agência do Ano (performance somada nas áreas de Films, Press, Outdoor e Radio).

Outros destaques: a Crispin Porter + Bogusky, de Miami, que faturou 2 Grand Prix (Promo e Cyber) e foi a Agência Interativa do Ano; a Universal McCann de Sydney, destacada em Media Lions; a Scholz & Friends, de Berlim, pela premiação em Lions Direct; e a norte-americana MJZ, pelo segundo ano consecutivo consagrada com a Palme D´Or.

Cannes 2006 também homenageou a Adidas como Anunciante do Ano e Gunter Thielen, chairman e CEO da Bertelsmann, o terceiro maior grupo de veículos do mundo, como Personalidade de Mídia do Ano.

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